Revista Contra-Relógio
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São Silvestre 2017: a maior prova da história

Edição 293 - FEVEREIRO 2018 - ANDRÉ SAVAZONI

A corrida paulistana superou 26 mil concluintes na sua 93ª edição, avançou bastante na organização e tornou-se a maior corrida individual do Brasil, aparecendo entre as maiores no ranking mundial.

A Corrida Internacional de São Silvestre é conhecida mundo afora. Ininterrupta, chegou à edição 93 no dia 31 de dezembro de 2017 com o título de mais famosa da América Latina. Mas, agora, os números são também grandiosos. Com 25.989 concluintes (17.993 homens e 7.996 mulheres, superando os 26 mil corredores com a inclusão das categorias especiais) tornou-se a maior prova individual da história brasileira (sem contar revezamentos, como a época áurea do Pão de Açúcar).
Esses números, inclusive, colocam a São Silvestre como uma das maiores do ranking mundial. Levando em conta as estatísticas do Running USA (www.runningusa.org), com base na temporada de 2016 (a última análise fechada completamente), a prova brasileira apareceria como a 11ª maior dos Estados Unidos, o país da corrida de rua, ao lado do Japão. Com um detalhe, nos 15 km, seria a primeira colocada, por ser uma distância pouco usual lá fora, onde predominam 10 milhas (16 km).
Na comparação interna, o crescimento também foi bem significativo, em parte influenciado pelas medidas tomadas pela organização para tentar acertar a largada e a estrutura ao longo da São Silvestre, demanda antiga dos participantes e que nesta última edição recebeu um avanço enorme (leia depoimentos de participantes, na sequência desta matéria). A edição de 2016 teve 23.805 concluintes (16.473 homens e 7.332 mulheres), ou seja, 2.184 corredores a menos completando os 15 km. Se levarmos em conta os números oficiais divulgados pela organização, de 30 mil inscritos nos dois anos, o não comparecimento caiu de 6.195 para 4.011, bem próximo da média de 10% de boa parte das corridas de rua.

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MUITAS MELHORIAS - O Comitê Organizador (que inclui a Fundação Cásper Líbero, a Rede Globo, a Yescom, a CET, a Polícia Militar, entre outros órgãos) considerou positivo o balanço para tentar coibir a presença de atletas não inscritos ("pipocas"), como o controle de acesso e dinâmicas que buscaram priorizar o corredor oficialmente inscrito.
Segundo os dados oficiais, dos cerca de 50% de "pipocas" computados em 2016, segundo dados da organização, em 2017 a estimativa foi que cerca de até 10% insistiram em entrar ilegalmente durante o percurso (uma grande parte aguardou após a largada, para então avançar na pista, como pode ser verificado pelas imagens da transmissão ao vivo pela televisão).
Isso ocorreu porque na área de largada os participantes foram separados por cores nos números, com bloqueios espalhados nos diversos acessos até a Avenida Paulista. Além de membros do staff, policiais militares participaram dessa fiscalização, o que ajudou bastante a melhorar o fluxo na concentração e na largada (mas continua faltando a separação efetiva por baias de ritmo, conforme destacado no editorial desta edição). Também foram feitos bloqueios antes da chegada (no trecho final da Brigadeiro Luiz Antonio), liberando o acesso à linha final somente aos atletas inscritos.
"Realmente, eu senti que fluiu bem melhor do que a edição passada. O primeiro km fiz em 6:32 e o segundo em 5:30. A partir do terceiro quilômetro, já conseguiu impor um ritmo melhor. Houve apenas alguns congestionamento em pontos isolados. Gostei do isolamento da Avenida Paulista, permitindo a entrada somente de inscritos. A estrutura estava boa, não faltou água e a dispersão também fluiu normalmente. Para completar, a medalha foi sensacional", disse Pedro Carvalho, de Campinas. Opinião essa compartilhada pela maioria dos corredores ouvidos pela Contra-Relógio (veja mais em depoimentos).


NOVAS MEDIDAS - Com base nos resultados deste primeiro ano de ações, o planejamento para a próxima edição já está sendo feito. O plano prevê a ampliação das medidas, bem como aumentar o isolamento para a dispersão e triagens de "pipocas" no percurso. As opiniões pelas redes sociais da Contra-Relógio foram altamente positivas. "Gostei das mudanças em relação à edição passada, melhorou muito na questão dos ‘pipocas' e não teve falta de água. Medalha linda e temperatura agradável. Minha sugestão fica para ter banheiros ao longo do trajeto. Não achei", disse Jenifer Astbury Fontes, de Balneário Camboriú. Essa análise foi idêntica a de Antonio Schmidt Pinto, de Santa Maria (RS). "Adorei a corrida, organização de parabéns. Poucos ‘pipocas' e muita água. Mas poderiam ter colocado banheiros químicos no trajeto", disse.
A melhor organização da largada também recebeu inúmeros elogios. "Eu consegui correr desde o km 1. Cheguei às 7h na concentração. Duas horas passaram rápido com a animação dos corredores. Fiquei no setor azul. Achei a prova maravilhosa! Muito organizada, desde a entrega do kit (não peguei fila), até a entrega da medalha e do lanche. Água em fartura. Muita animação e percurso desafiador", afirmou o assinante Alfredo Madeiro, de Maceió.
Porém, há uma questão que também precisa ser analisada e pensada para a edição de 2018. Com o acesso bloqueado somente aos inscritos para a Avenida Paulista, o público em geral (um dos pontos positivos e charmosos da São Silvestre, a participação popular) acabou sendo proibido de acessar o local. Assim, foi impossível para algum parente ou amigo acompanhar a prova desde o início. Talvez fosse necessário criar uma área para torcedores também na região da largada.
"A São Silvestre é a corrida para todos os paulistanos fazerem várias vezes na vida (ou todas as vezes) e pra quem é de fora e amante das corridas correr pelo menos uma vez. Não é uma corrida comum, como as dezenas de outras do ano; não é para marcar tempo, nem cobrar muito a organização; é uma celebração e confraternização dos amantes das corridas de rua", afirmou Claudio Correa, de São Bernardo do Campo, resumindo o espírito da prova.


GOLPES - Apesar da ampla melhora verificada, da significativa queda dos "pipocas" e da eficiência na entrega de kits (que fluiu de forma organizada e com a feira contanto com mais expositores), algumas atitudes negativas ainda ocorreram na São Silvestre. De acordo com o balanço da organização, houve atletas que passaram o número para não inscritos e que foram identificados pelas câmeras ao longo do percurso, pelo sistema de vídeo da chegada e pelas câmeras colocadas nos postos de água (outra novidade deste ano). Este tipo de fraude resultará na desclassificação e no banimento destes fraudadores no cadastro na São Silvestre e dos demais eventos da organização técnica, segundo a Yescom. Como exemplo mais claro, corredores da assessoria Run Up, de Sorocaba, utilizaram o mesmo número (23023), que foi copiado/clonado. Mas outros casos semelhantes devem ter acontecido.
A nota oficial sobre esse tema, disponibilizada pela Yescom, é a seguinte: "O Comitê Organizador vai excluir números duplicados mesmo que leve algum tempo. As pessoas serão identificadas por fotos de outros eventos e nos sites de vendas de fotos e todos terão seus CPFs bloqueados no sistema. Copiar o número fere o regulamento e a lei. Donos dos números que se inscreveram e cederam para cópia serão notificados e receberão as devidas medidas perante a lei. A pessoa que cedeu o número terá seu cadastro bloqueado em todas as provas da São Silvestre. Já a Yescom fará o mesmo e estas pessoas não poderão mais se inscrever nos eventos da empresa. A Assessoria Run Up terá seu cadastro bloqueado nas provas da Yescom e não terá mais espaço para montagem de tendas. A partir de 2018 será assim."
Houve também quem se inscreveu como idoso para desfrutar do desconto e depois passou o número de peito para outra pessoa. Essa questão é bem usual em corridas de rua no Brasil, mas a fiscalização tem aumentado. Pelas fotos disponibilizadas pelas empresas de imagem que trabalharam na São Silvestre, fica fácil identificar jovens com números de idosos. Segundo a organização, todos serão identificados e notificados. A Yescom informa que, como essa avaliação ainda é manual, ao longo dos próximos dois meses, assim que for confirmada a fraude, eles serão excluídos e banidos do cadastro da São Silvestre e de outras provas da organização técnica (o que pode alterar também a classificação geral da São Silvestre).


ELITE - Com a premiação total de R$ 428 mil no masculino e feminino, sendo R$ 90 mil para os vencedores e R$ 45 mil para os segundos colocados (com prêmio em dinheiro até o décimo lugar), a São Silvestre atraiu um forte grupo de estrangeiros nesta edição. Foram ao menos 16 africanos e 12 africanas em condições de brigar pelas primeiras colocações, o que dificultou bastante para os brasileiros. Tanto que nenhum ficou no. No total, entre os inscritos, corredores de 40 países estiveram presentes no evento.
A vitória ficou pela segunda vez com o etíope Dawitt Admasu (como em 2014) com o tempo de 44:15, enquanto a queniana Flomena Daniel ganhou no feminino, completando os 15 km em 50:17. Pelo Brasil, Joziane Cardoso foi a melhor colocada entre as mulheres, com o décimo lugar (54:06), e Éderson Vilela Pereira garantiu a 12ª posição no masculino, com 46:58. O tempo nublado, com momentos de chuva leve, ajudou na boa performance de todos.
Os resultados completos podem ser acessados em www.saosilvestre.com.br


DEPOIMENTOS DE QUEM CORREU NO DIA 31


Mudanças para melhor
"Participei da minha 24ª São Silvestre nos últimos 25 anos, concretizando um antigo sonho, desde o tempo em que ainda não corria. Acompanhei todas as mudanças desse período, de percurso, de horário, da quantidade de corredores e da presença de ‘pipocas'. O que mais me incomoda nesse período foi o espaço que antes tinha de sobra e hoje falta, devido à quantidade de pessoas, não permitindo que possamos desenvolver nosso ritmo. À medida que os espaços foram diminuindo, fui mudando o espírito de corredor para o de quem participa de um desfile. Quanto às mudanças na largada e no percurso nesta edição de 2017, acredito que tenham sido para melhor, com diversos pontos de partida, classificados por cores e levando a circulação de pessoas para as ruas paralelas, não formando tanto congestionamento humano na Avenida Paulista e dificultando a entrada dos ‘pipocas'. Foi realmente exercida uma forte pressão contra eles, que continuaram entrando na corrida, mas desta vez se sentiram excluídos e talvez com isso voltem em menor número nos próximos anos. Já a alteração no percurso na parte do Centro Velho considerei excelente, sem subidas; assim, o objetivo de deixar a prova mais rápida foi alcançado."
José Carlos Roca, de Araraquara


Melhora nos postos de hidratação
"Em 2017 conclui minha 9ª São Silvestre, sendo a 7ª consecutiva. Com relação às edições anteriores, percebi uma nítida melhora na organização, os acessos às baias foram bem divididos, sendo que o aumento do setor de largada também espalhou mais os atletas pela Avenida Paulista. Neste ano foi claramente percebida uma grande diminuição dos ‘pipocas'. Outra evolução ocorreu nos postos de hidratação, estavam bem fartos, mesmo após a linha de chegada. A nota triste foi a enxurrada de inscrições clonadas; infelizmente, a cultura brasileira de querer levar vantagem em tudo mancha nossa imagem, até no mundo desportivo."
Geniomar Pereira, de São Paulo FOTO


Sinalização dos guarda-volumes
"A São Silvestre de 2017 estava mais organizada. Apesar do esforço da organização em separar os ‘pipocas', houve ainda muitas pessoas que não respeitaram o direito daqueles que se inscreveram regularmente. Sempre haverá esse tipo de pessoa achando que o lugar é público. Um senão foi a falta de sinalização dos guarda-volumes."
Akira Sakakura, de Campinas FOTO


Invasão de ‘pipocas' após a largada
"Essa foi a minha 13ª participação na São Silvestre. Para acessar o local de largada, havia controle e só entrava quem estava com o número de peito. No meu caso, estava no primeiro pelotão (entrada pela Alameda Ministro Rocha Azevedo, cores azul e amarelo). Embora antes de largar eu não tenha visto ninguém sem número de peito, isso mudou rapidamente após o início da prova, pois os ‘pipocas' invadiram as ruas logo após a largada. Esse fator tumultuou tanto o início que, com uns 200 metros pós-largada, a rua simplesmente travou. Para se ter uma ideia, fechei meu primeiro quilômetro em 8:15, ou seja, fiz praticamente caminhando. Com o passar dos quilômetros consegui voltar a correr, mas já tinha perdido muito tempo. Então, se eu tivesse qualquer objetivo de tempo nessa prova, teria sido impossível. A pergunta é: será que essa prova comporta 30 mil atletas ou a culpa foi dos ‘pipocas'? Talvez sejam os dois motivos. Corredores sem inscrição atrapalham muito a prova e prejudicam além dos corredores inscritos a logística da organizadora. Porém, ano a ano, o número de inscritos aumenta e penso que isso tem de ser mais bem estudado por quem organiza o evento. Com relação à hidratação, achei muito boa, com água gelada em todos os postos e em grande quantidade. Esse talvez seja o ponto mais positivo. A medalha é linda, mantendo a tradição de 2011 para cá."
Gisele Campoli, de Campinas FOTO


Organização nota 10
"Esta edição foi um pouco mais difícil devido à chuva que deixou pista escorregadia e com poças d'água. Mas nada que estrague a corrida, pois o percurso é maravilhoso. A organização da São Silvestre está de parabéns, o fato de separar os atletas por setores na largada foi muito bom. Não saí tanto na frente porque me perdi no caminho até a Avenida Paulista e também devido ao grande número corredores presentes. A entrega dos kits nem se fala: funcionou perfeitamente no momento em que estive lá, sem filas e com o pessoal bem preparado, um atendimento realmente ótimo. Nota 10."
Antonio Avelino da Silva Filho, de Atibaia FOTO


São Silvestre mudou e para melhor
"Corri pelo décimo ano consecutivo a São Silvestre e é possível afirmar que todas as mudanças foram significativas para melhoria da organização. Retirei o kit na sexta-feira por volta de meio-dia e não havia filas, o atendimento foi rápido e eficiente. Peguei também o kit de terceiros com toda a documentação solicitada pela organização. O processo é burocrático, mas achei correto, assim como ocorre em outros países. Essa prática deveria ser adotada em outros eventos. Exceto pela qualidade da camiseta que vem decaindo com o passar dos anos, o kit atendeu às expectativas. A feira estava bem organizada, com grande oferta de expositores, e, ao que tudo indica, não houve problemas com expositores comercializando peças falsificadas como na edição anterior. Precisei checar o site para verificar as informações de acesso à largada e acho que faltaram informações sobre transporte público, linhas disponíveis, fechamento da estação Trianon etc. Fui de Metrô, cheguei na Estação Brigadeiro por volta das 7h e na saída do metrô já era possível perceber com clareza a organização dos acessos à largada, os bloqueios... Poucos staffs e muitos policiais militares, pois sabemos que pessoas comuns não seriam capazes de conter invasões. O acesso à largada se deu através das ruas paralelas e das travessas da Avenida Paulista. Tudo muito bem sinalizado e organizado por policiais militares que controlavam o acesso de atletas com número de peito. Não havia como negociar largar em pelotão não correspondente à cor do numeral. Larguei no setor azul, um pouco mais à frente dos demais pelotões. Embora a prova estivesse cheia, como todos os anos, não enfrentei congestionamentos nos locais onde há afunilamento das vias. Não faltaram postos de hidratação, todos bem abastecidos com água gelada. Não teve posto de isotônico, o que para mim é indiferente. Foi possível observar ainda nitidamente um menor número de corredores ‘pipocas' pelo percurso. A dispersão também estava bem mais organizada. Atletas não inscritos deveriam sair pelas laterais. Havia água gelada na chegada e a entrega do kit pós-prova foi rápida também. Algumas guloseimas e uma medalha lindíssima! Tenho uma história de amor pela São Silvestre. Nem a falta de organização, nem todos os inconvenientes sempre relatados repetidamente pelos corredores me fizeram desistir da ideia de fechar o ano correndo essa prova. Aquilo que parecia impossível, que era organizar essa multidão de gente e conter o altíssimo número de atletas não inscritos, aconteceu. É a certeza de que com boa vontade e investimento, é possível tornar a festa de fim de ano da corrida de rua um ambiente mais organizado e seguro."
Etiene Martins, de São Paulo FOTO


Estreia inesquecível
"Correr a tão tradicional e importante São Silvestre é o sonho de qualquer pessoa que inicia na corrida ou até mesmo para aqueles que não correm. Assim, finalmente, no ano de 2017 tive o privilégio de estrear na prova. Tenho muitos amigos que já participaram dezenas de vezes e compartilharam comigo suas experiências, assim fui para a prova com expectativas, preparação para as partes mais críticas e com uma mentalidade formada, porém me surpreendi com diversas situações, inclusive com a organização e a largada. Confesso que imaginava que iria conseguir correr dentro de um ritmo mais forte somente a partir do km 4, mas conseguindo largar de forma organizada dentro do meu setor, isso foi possível muito antes. Achei as barreiras e a fiscalização nas ruas de acesso para a largada essenciais para garantir que somente as pessoas devidamente inscritas tivessem acesso, permitindo assim uma organização e fluxo muito melhor. Durante o percurso não tive qualquer problema nos pontos de hidratação, pelo contrário, todos estavam muito abastecidos e fluindo muito bem. Me encantei com a São Silvestre, ou melhor, com a festa nas ruas de São Paulo. Com certeza foi a minha primeira participação de muitas."
Lucas Guimarães, de Hortolândia FOTO


Emoção que vale a pensa sentir
"Participar da São Silvestre foi emoção do início ao fim. Ouvir a música da largada, lembrar dos finais de ano vendo os corredores pela televisão, curtir o caminho e aquela energia... Tudo indescritível! Emoções que, certamente, valem a pena sentir uma vez na vida!"
Débora França, de São Paulo


Exemplo de pai para filho
"As mudanças nesta edição da São Silvestre melhoraram e muito quando comparada aos anos anteriores, mas claro que isso deve ser uma constante. Ter acesso pelos setores divididos por cores faz com que agilize a largada em função do ritmo de cada atleta, mas seria fundamental que os participantes fizessem cada um a sua parte para evitar que quem corre em um ritmo alto não saia na frente de quem é mais rápido. Pessoal que vai para confraternizar deveria largar de um lado da Avenida Paulista e após a largada da elite e dos atletas amadores que estão com objetivos na prova. Vale também lembrar que a campanha realizada contra os ‘pipocas' vem fazendo efeito e percebi isso durante toda a prova. Tenho uma relação especial com a São Silvestre, pois é a única prova que eu posso correr homenageando o meu pai. Ele foi atleta nas décadas de 1950 e 60, época em que para correr a São Silvestre se exigia a participação em uma prova de classificação. Nesta edição de 2017, fez 60 anos que ele correu a última São Silvestre pelo que pesquisei, pois, quando perdi meu pai, eu ainda nem corria. Estar na São Silvestre é uma maneira de celebrar todo um ano de treinos e de provas."
Fábio Keitiro, de Jundiaí FOTO


Pelo menos uma vez na vida
"Gostei muito; uma prova que todo corredor deve participar pelo menos uma vez. O clima é contagiante. Gosto muito de corridas que você tem contato com o público, que as pessoas vão às ruas, vibram, dão apoio e é assim na São Silvestre. Em relação ao evento em si, o percurso é difícil, além disso choveu muito antes da largada, ameaçou um sol, um mormaço e esse clima prejudica o desempenho. Além do grande número de pessoas também. Não é fácil correr bem nessas condições! Porém, vale a pena participar. Um dia antes, no sábado, participei de um almoço com a elite da São Silvestre. Uma experiência muito bacana, conheci pessoalmente os quenianos e etíopes, e os brasileiros, como Franck Caldeira e Giovani dos Santos."
Paloma Barros, de São Paulo


Uma prova para sentir
"Participar da São Silvestre foi diferente de tudo o que já fiz correndo. Nunca senti tanta emoção, tanta energia. Me pareceu fazer parte de um espetáculo, da história que eu só via pela televisão quando criança. Não é uma prova para correr, é para sentir. Para escutar a música ‘Carruagem de Fogo' na largada e começar a correr com lágrimas nos olhos. Para esquecer seu próprio ritmo e abraçar o ritmo da multidão. Para se perder na quilometragem e encontrar o cenário de uma cidade como São Paulo que nunca para, mas para naquele dia só para receber a tradicional prova. A São Silvestre não é uma corrida, é uma experiência. Para quem gosta de correr, não tem como escapar dela. É a grande celebração desse esporte no nosso país!"
Fernanda Scussel, de Florianópolis



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