Revista Contra-Relógio
// Especial //

Roteiro de ultramaratonas

Edição 272 - MAIO 2016 - ANDRÉ SAVAZONI

O calendário é extenso, tanto no asfalto quanto na montanha. Entre tantas opções, escolhemos 12 provas acessíveis aos amadores e, também, com a parte turística muito interessante.

O número de ultramaratonas pelo mundo vem aumentando anualmente. Na Europa e Ásia, principalmente no Japão, inclusive pelas condições de relevo montanhoso, há uma infinidade de provas, sem citar os Estados Unidos, onde todas as distâncias têm uma grande opção, tanto em número de provas quanto na quantidade de participantes.
Fizemos uma relação de 12 corridas acessíveis aos amadores (algumas com maiores exigências e pontuações mínimas, como a famosa Ultra Trail du Mont Blanc, o sonho de consumo de dez entre dez ultramaratonistas, mas outras que basta se inscrever, como a Comrades e Two Oceans (ambas na África do Sul) ou El Cruce Columbia (Cruce de los Andes), na Argentina. A questão turística, com opções de passeios pela região, também foi levada em consideração na elaboração dessa lista.

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Subida Internacional Granada-Pico Veleta
Granada (Espanha)
50 km
7 de agosto de 2016
www.subidaveleta.com


A prova de asfalto mais alta da Europa. O slogan no site oficial já começa a passar as características dessa ultramaratona localizada entre a histórica cidade de Granada e Serra Nevada, na região da Andaluzia (sul da Espanha). A Subida Internacional Granada-Pico Veleta tem 50 km de aclive íngreme, saindo de 656 m acima do nível do mar e chegando a 3.470 m, ou seja, um acumulado positivo de cerca de 2.800 m.
A prova é realizada sem interrupção desde 1985 e, além de "morro acima", tem questões ambientais envolvidas, como altitude e clima. A temperatura, por exemplo, chega a oscilar de 25°C a - 10°C durante o trajeto. O percurso é todo em asfalto, atravessando paisagens naturais deslumbrantes sobre o Parque Nacional da Serra Nevada (usado também para treinamentos em altitude de corredores europeus e, ainda, abriga uma das mais famosas estações de esqui da região).
Como curiosidade, o ultramaratonista brasileiro Valmir Nunes a venceu por duas vezes.


100 km del Passatore
Florença-Faenza (Itália)
100 km
28 e 29 de maio de 2016
www.100kmdelpassatore.it


A rota de Passatore na Itália é das mais desafiadoras neste mundo das ultramaratonas: além de ter que viajar os 100 quilômetros que separam a Piazza della Signoria, em Florença (128 m do nível do mar) da do Povo, em Faenza (34 m), o corredor enfrentará uma altimetria variada. Um dos mais emblemáticos é o Passo della Colla, 913 metros acima do nível do mar, localizado no meio da percurso. É um sobe e desce constante, alguns mais curtos e outros bem longos. A inclinação média chega a 8% em alguns trechos, mas há trechos mais elevados (para cima e para baixo). A Vetta Le Croci, a 518 m de altitude, também é um dos pontos-chave dos 100 km. A variação climática (e calor) em alguns locais, com temperatura chegando a 30°C em muitos anos, também ajuda a minar as energias. Para ajudar, há vários trechos permeados por árvores e com sombras para minimizar os possíveis efeitos do sol e calor. Outro aspecto a se preocupar: saber dosar o ritmo nas inúmeras descidas, principalmente na segunda metade dos 100 km. Valmir Nunes também é bicampeão da Passatore.


Spartathlon
Atenas-Esparta (Grécia)
246 km
30 de setembro e 1º de outubro de 2016
http://www.spartathlon.gr/en


Na Europa, uma das ultras mais conhecidas e desejadas é mesmo a Spartathlon, com distância de 246 km entre as cidades gregas de Atenas e Esparta. Na teoria, a corrida tem o objetivo de traçar os passos de Fidípides, mensageiro ateniense que teria sido enviado a Esparta no ano 490 a.C. para buscar ajuda contra os persas na Batalha de Maratona. A corrida tem largada na última sexta-feira de setembro, aos pés da Acrópole. Os atletas passam por 75 postos de controle no caminho, com horários de corte e há exigências para fazer a inscrição. Tradicionalmente, a largada ocorre às 7h da última sexta-feira de setembro (dia 30 neste ano). A partir da Acrópole, os participantes deixam Atenas em direção ao litoral. O percurso chega ao Canal de Corinto no km 78,5. Por volta do km 200, o trajeto chega à estrada principal de Sparta. O tempo máximo de conclusão é de 36 horas. Valmir Nunes foi o ganhador em 2001.


Badwater 135
Death Valley (Califórnia, nos Estados Unidos)
135 milhas (217 km)
18 a 20 de julho de 2016
www.badwater.com


A definição no site oficial, em uma tradução livre, já faz a carta de apresentação. A Badwater Ultramarathon é uma corrida de 135 milhas através do Death Valley, na Califórnia, realizada no calor de meados de julho, que se apresenta como a ‘mais difícil corrida do mundo'". Digamos que correr em uma região chamada de Vale da Morte, para os mais supersticiosos, já começa como o primeiro desafio. O limite de conclusão é de 60 horas. Para piorar, a prova é disputada em pleno verão nos Estados Unidos, no mês de julho e em uma região quente (o Death Valley fica a 130 quilômetros de Las Vegas). Assim, a temperatura pode chegar a 60°C, com umidade em 4%.
A prova parte do Death Valley e vai na direção de Whitney. A altimetria é bem interessante, para não usar um adjetivo mais forte e impublicável. O ponto de partida está a 85 m abaixo do nível do mar (isso mesmo, é o ponto mais baixo em toda a América do Norte). Enquanto isso, o de chegada está a 2.530 m de altitude. Os 217 km percorrem três cadeias de montanhas para um total de 4.450 m de subida vertical acumulada e 1.859 m de descida.
As inscrições para a edição de 2017 estarão abertas entre 19 de janeiro e 2 de fevereiro pelo site oficial. Há uma série de requisitos obrigatórios para ser selecionado, além de recursos financeiros para montar a equipe de suporte. Integra a Copa do Mundo de Ultramaratonas Extremas, ao lado da Arrowhead e a Brazil 135.


Arrowhead 135
International Falls, em Minnesota (na fronteira entre Estados Unidos e Canadá)
135 milhas (217 km)
25 de janeiro de 2016
www.arrowheadultra.com


Se a "briga" na Badwater é com o calor, a questão muda radicalmente na Arrowhead 135: corre-se no período mais frio do inverno na cidade mais fria dos 48 estados norte-americanos, de acordo com os organizadores. A edição de concluintes é inferior a 50% e, em 2014, por exemplo, o ano com uma das piores condições climáticas, dos atletas que largaram, apenas 1/3 cruzou a linha de chegada!
O evento começou com dez participantes em 2005 e teve 150 inscritos na edição do ano passado. Em todos os anos, a média da temperatura fica entre 30 e 40°C negativos. Os participantes devem optar por fazer o percurso de bicicleta, corrida ou esqui. Essas são as categorias. Os corredores têm ainda de puxar todo o material em um trenó. É obrigatório levar um saco de dormir, fogão e alimentos, ou seja, ser totalmente autossuficiente. O tempo de corte é de 60 horas e o maior desafio é mesmo correr na neve.
A previsão é de que as inscrições para a edição de 2017 sejam abertas entre setembro e outubro (há um escalonamento entre "veteranos" na prova e os estreantes).


Comrades
Durban e Pietermaritzburg (África do Sul)
87 a 89 km
29 de maio de 2016
www.comrades.com


A Comrades é a ultramaratona preferida dos brasileiros. A cada edição, há mais participantes do país. O número começou a crescer depois da cobertura especial feita pelo editor da Contra-Relógio, Tomaz Lourenço, que fez o back to back, ou seja, correr nos dois sentidos em dois anos seguidos, na comemoração de seus 60 anos.
A prova reúne 20 mil participantes (a maioria sul-africanos), com o tempo-limite de 12 horas, em qualquer que seja o sentido, para cima ou para baixo. No trajeto existem diversos pontos de corte, e os que chegam ao final acima de 12 horas nem medalha recebem. Com raras exceções de calor, geralmente a temperatura é fria/amena, por volta dos 10°C na largada, às 5h, e chegada em torno dos 25°C. Mais de 80% dos que largam conseguem completar, a maioria entre 11 e 12 horas.
O percurso tem inversão dos sentidos a cada ano. No ano passado, foi de Durban a Pietermaritzburg, o "up-run" (subida) por 87 km, e, agora em 2016, o inverso, 89 km. Porém, não há diferenças significativas, tanto que os recordes são semelhantes para cima e para baixo.
Confira a cobertura da prova na edição de julho da Contra-Relógio e a divulgação do calendário de inscrição para a edição de 2017 tanto na revista quanto no site (www.revistacontrarelogio.com.br) e redes sociais da CR (Facebook, Twitter e Instagram).


Two Oceans
Cidade do Cabo (África do Sul)
56 km
14 e 15 de abril de 2017
www.twooceansmarathon.org.za


Com sede na Cidade do Cabo (Cape Town), na África do Sul, a Two Oceans é destacada pelos organizadores como a prova mais bonita do mundo. O slogan não é uma exclusividade, porém, a prova sul-africana faz jus à classificação com belezas naturais ao longo dos 56 km de percurso (há, no mesmo evento, uma meia-maratona que vai ganhando cada vez mais participantes também). Outra ultramaratona muito procurada pelos brasileiros.
A Two Oceans (a cidade do Cabo é banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, daí o nome) ocorre todo sábado de Páscoa, mas na quarta-feira anterior já é possível sentir a atmosfera da prova no ar. Neste dia tem início a Expo, feira de material esportivo e local para registro e retirada dos kits. A corrida tem seu ponto de início e fim a aproximadamente 2 km de distância ou do outro. Por isso, a prova que começa cedo (a meia maratona larga às 6h00 e a ultra às 6h25) exige que os corredores madruguem para preparar sua logística. Muitos preferem deixar seus carros na chegada e ir caminhando/aquecendo até a largada.
A largada é em Newlands, subúrbio de classe média/alta de Cape Town, e para os ultramaratonistas ela segue em direção à praia de Muizenberg, onde pela primeira vez se avista o Oceano Índico. Nos primeiros 28 km predominam descidas e planos costeando o Índico até a o início do retorno. A partir daí, quando se retorna costeando o Atlântico, é que começam as oscilações de altitude mais drásticas.
Desde a inauguração em 1970, o evento tem crescido a cada ano e hoje reúne cerca de 25 mil corredores, considerando todos os eventos de corrida. Apenas nos 56 km, são 8 mil corredores.


Madeira Island Ultra Trail
Ilha da Madeira (Portugal)
115 e 85 km
16 e 17 de maio de 2016
www.madeiraultratrail.com


Uma ilha no meio do Oceano Atlântico, distante 900 quilômetros de Portugal e a 600 da costa do Marrocos. Com a natureza quase intacta, mar límpido e azul e uma enorme cadeia de montanhas, é patrimônio natural da Unesco. Só por esses fatores já valeria a longa viagem até a Ilha da Madeira. E esse local é o palco da Madeira Island Ultra Trail (MIUT) de 115 km e 7.000 m de desnível acumulado, com largada à meia-noite. Há, ainda, uma ultra de 85 km e 3.000 m de sobe e desce.


Ultra Trail Du Mont-Blanc (UTMB)
Chamonix (França)
170 km na UTMB (há outras distâncias)
28 de agosto a 3 de setembro de 2017
http://ultratrailmb.com/en/


É o sonho de consumo de dez entre dez ultramaratonistas amadores. Ultra Trail Du Mont-Blanc, ou UTMB, tem largada e chegada em Chamonix, na França, mas passa pela Itália e Suíça durante o percurso.
Não basta querer participar: é necessário marcar pontos em ultras ao longo do mundo (prova aceitas) e, ao atingir a pontuação necessária, enfrentar o processo de inscrição. A dificuldade da competição na distância dos 170 km é tanta que apenas 40% dos que largam conseguem completar. Em todos os eventos foram 15.500 pedidos para a edição de 2015 e apenas metade conseguiu estar no pórtico de largada das respectivas provas.
As distâncias são as mais variadas: OCC (53 km e 3.300 m de elevação acumulada), CCC (101 km e 6.100 m), TDS (119 km e 7.250 m), UTMB (170 km e 10 mil m) e PTL (300 km e 26 mil metros de elevação). Há, ainda, a YCC (15 km e 1.000 m).
A definição no site oficial para a UTMB dá as reais dimensões da prova: "Corrida de montanha, com inúmeras passagens em alta altitude (maiores de 2.500 m), em condições climáticas desfavoráveis (período noturno, vento, frio, chuva ou neve), que exigem boa formação física, equipamento adaptado e uma capacidade real de autonomia pessoal".
As pré-inscrições para a edição de 2017 devem ser feitas pelo site oficial, de 15 de dezembro de 2016 a 4 de janeiro de 2017. A pontuação necessária para cada distância e o período de obtenção dos pontos podem ser conferidos no site oficial.


Maratona dos Alpes Suíços
Davos (Suíça)
K78 (76,1 km)
30 de julho de 2016
http://www.swissalpine.ch/en/competition/k78/


Para quem acompanha economia principalmente, além de política internacional, está acostumado a ouvir falar da cidade de Davos, na Suíça, que recebe anualmente a reunião do G-8 (os sete países mais ricos do mundo e a Rússia). No cantão dos Grisões, é a cidade mais alta da Europa, entre 1.560 m e 2.844 m. Essa é a característica e o cartão de visitas da Maratona dos Alpes Suíços com o K78, a ultramaratona principal, com 76,1 km e 2.560 m de desnível acumulado. Há outras distâncias no evento, como 42 km, 28 km e 21 km, incluindo também um revezamento para os 78 km.
Além da variação altimétrica, de 1.560 m até 2.632 m, há as mudanças de temperatura, com 10°C negativos no ponto mais alto, por exemplo. Mas o visual vale todo o esforço, com vistas de tirar o fôlego tanto como o esforço para enfrentar as subidas/descidas e a altitude elevada. O limite de conclusão é de 13 horas. Os organizadores destacam que 21 dos 76,1 km são percorridos no topo dos Alpes Suíços.


Ultra Trail do Monte Fuji (UTMF)
Yamanashi e Shizuoka (Japão)
165 km na UTMF e 72 km na STY
23 a 25 de setembro de 2016
www.ultratrailmtfuji.com/en/


Se um país merece o título de "palco" das ultramaratonas, esse é o Japão. É até injusto separar apenas uma, mas vale escolher como "símbolo" a que envolve um dos cartões-postais mais conhecidos: o Monte Fuji. O vulcão, imponente, pode ser visto da capital Tóquio em dias mais claros. Esse local lindo e que faz parte das imagens pelo mundo, também, pode ser cruel, com uma prova duríssima de 165 km e 7.500 metros de ganho de elevação, com tempo limite de 46 horas: a Ultra Trail do Monte Fuji (UTMF), "prima" da UTMB. Há, ainda, a prova mais curta, mais acessível aos amadores, a Shizuoka to Yamanashi (STY), de 72 km e 3.700 m de desnível acumulado, com 20 horas para completar o trajeto. Os dois dados são da edição de 2016, conforme divulgado no site oficial. A diferença entre as duas provas está destacada pela organização: a STY dá meia volta no Monte Fuji e a UTMF a volta completa. É um sobe e desce constante, mas sem chegar ao cume. Ambas precisam também de pontuação mínima para a inscrição ser aceita.


El Cruce Columbia (Cruce de los Andes)
Torres del Paine (Chile)
100 km (individual ou em duplas que devem correr juntas)
4 de fevereiro de 2017
http://elcrucecolumbia.com/?lang=pt


O El Cruce Columbia, popularmente conhecido como Cruce de Los Andes, é uma corrida entre a Argentina e o Chile, com 100 km em média, que devem ser percorridos em três etapas. A prova tem como base a Cordilheira dos Andes, com o percurso mudando anualmente, mas sempre mantendo a altimetria e os desafios.
Tradicionalmente a prova era feita em duplas (mistas, masculinas ou femininas) que deveriam correr sempre juntas, porém, devido à grande procura, passou a contar também com a categoria solo (individual) a partir da 12ª edição. O contato com a natureza é total, inclusive, dormindo em barracas montadas pela organização ao longo das duas noites (são três dias de prova).
O Cruce é uma prova com muito trekking (caminhada em percursos com aclives e descidas), corridas em terrenos acidentados, incluindo rios e, em alguns anos, até neve, tudo com uma enorme e magnífica paisagem, especialmente para os brasileiros. Aliás, talvez seja este o ponto forte do evento, que tem atraído número crescente de corredores do país para cruzar os Andes entre a Argentina e o Chile.
As inscrições para a prova de 2017 serão abertas a partir deste mês de junho, de acordo com informações no site oficial.



Opções pelo Brasil e com pontuação para a UTMB


O calendário de ultramaratonas no Brasil seja em montanha (trail) ou em asfalto hoje já é mais extenso do que o das maratonas e de meias. Claro que o número de participantes é muito inferior. Fizemos uma lista a partir do mês de julho com base nas provas aceitas para pontuação na Ultra Trail du Mont Blanc (UTMB) e com inscrições abertas - essa relação, inclusive, pode ser conferida no site oficial da competição suíça e é aceita para outras ultras que exigem pontuação, como a Ultra Trail do Monte Fuji (UTMF). A relação pode ser conferida em http://ultratrailmb.com/en/page/87/courses_qualificatives_liste.html.
Além das provas citadas a seguir, há outras ultras já realizadas este ano e que contaram pontos para a UTMB, como a Indomit São Paulo (50 km), Ultra Desafio Morungaba (75 km e 50 km), Desafio Extremo Estrada Real (106 km, 71 km e 49 km), APTR Ultra de Videiras (75 km e 55 km), Ultra Desafio Passa Quatro (160 km e 80 km) e Brasil Mountain Festival Corupá (50 km).
Outras provas famosas de ultramaratona no país são Bertioga-Maresias (75 km); Travessia Torres-Tramandaí (81 km); Supermaratona de Rio Grande (50 km); Volta do Lago Caixa (100 km); Costa Esmeralda Indomit Ultra Trail (50 km, 80 km e 100 km) e o Mountain Do Lagoa da Conceição (65 km), entre outras, isso sem contar a BR 135+ que integra a Copa do Mundo de Ultramaratonas Extremas, ao lado da Arrowhead e da Badwater (www.brazil135.com.br).



Valem pontos neste ano para a UTMB*


Ultramaratona dos Anjos Internacional
235 km, 135 km, 95 km e 65 km
1º de julho de 2016
www.ultrarunnereventos.net


APTR Ultra Itacolomi
55 km
2 de julho de 2016
www.aptrailrun.com.br


Maratona dos Perdidos
105 km e 44 km
15 de julho de 2016
www.trcbrasil.com


WOL Extreme
65,3 km
16 de julho de 2016
www.wolextreme.com


P4 Ultra Expedition Race
60 km
11 de setembro de 2016
www.ultrarunnereventos.net


*Provas com inscrições abertas e que ainda serão realizadas, conforme informações no site do UTMB.

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