Revista Contra-Relógio
// Retrospectiva //

Retrospectiva dos 24 anos da revista

Edição 291 - DEZEMBRO 2017 - TOMAZ LOURENÇO

Nesta edição, a terceira matéria da série, abordando os principais fatos e artigos publicados na CR, de outubro 1997 a setembro 1999.

Na comemoração do 4º aniversário, mantínhamos nossa atenção para a organização de provas, publicando na edição de outubro de 97 uma matéria sobre como montar a chegada, de forma a não se formar filas antes da linha final. Enfim, as falhas continuavam, especialmente porque ainda predominavam apurações por senhas; a Maratona de Belo Horizonte voltou a acontece, mas não teve seus resultados homologados, tal a bagunça verificada.
Na edição de janeiro 98, o lançamento de mais uma promoção para os assinantes, desta vez o sorteio de 5 viagens para a Maratona de Nova York e mais 5 para a Meia de Buenos Aires. A Maratona de SP muda para abril, ainda com organização da Koch Tavares e realização da Rede Globo. Sai o novo Ranking Brasileiro de Maratonistas, por faixa etária, e com tempos-limite.
A CBAt e a Corpore mantêm suas seções mensais na revista. Iser Bem surpreende e vence a São Silvestre 97. A revista mantém sua postura em relação às corridas desorganizadas e faz uma forte crítica à Corrida São Silveira, em Barueri, cuja chegada foi caótica, mas com grande premiação para a elite.
André Vazquez, que há 3 anos havia montado o primeiro ranking de maratonistas e o passado à CR, realiza o desafio de correr 51 maratonas em 97. Na revista de março 98, o editorial comenta o acidente sofrido pelo editor, na Prova de Reis de São Caetano, quando foi jogado para fora da carroceria da camionete que seguia à frente dos corredores, evento, aliás, que revelava problemas comuns daquela época, como abastecimento precário e filas antes do final.
Coroando o esforço da revista para um avanço nas corridas brasileiras, começam a surgir as provas oficiais (com percurso aferido), válidas então para o Campeonato de Corridas de Rua. No Caderno de Resultados, as listagens completas dos principais eventos. A CR continua a ser a única publicação para os corredores, informando sobre provas e orientando sobre aspectos técnicos.

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RESULTADOS DESCONSIDERADOS. Na Maratona de SP, a presença expressiva de "cortadores de caminho" e de gente que faz apenas a segunda parte, mas que mesmo assim entram nos resultados, em função da falta de controle na apuração. A prova informa terem concluído 5.250 corredores, mas boa parte não fez os 42 km. Em função dessa situação, devidamente denunciada pela revista (assim como já tinha acontecido na Meia do Rio e na São Silvestre), a CR publica a listagem recebida, mas decide não considerar as marcas para o Ranking de Maratonistas.
Em São Roque, a tradicional Corrida de Aleluia realiza sua 51ª edição pela primeira vez como "prova oficial" e já sendo a também primeira a empregar o sistema de chip na apuração. Na edição de julho o editorial mostra a satisfação da revista com a melhora de provas brasileiras, destacando as maratonas de Porto Alegre e Rio, e a Tribuna de Santos.
Por outro lado, a CR também faz críticas ao comportamento pouco civilizado dos corredores, como urinar no chão (isso mesmo!) antes da largada - é verdade que raras eram as provas que ofereciam banheiros, e o lixo na área de dispersão.
Com a edição de outubro 98, um pôster comemorativo do inesperado recorde mundial de Ronaldo da Costa (2:06:05), na Maratona de Berlim.
A revista de fevereiro traz, tradicionalmente, a cobertura da São Silvestre, e na de 1999 informávamos sobre o recorde de participantes - 7 mil corredores. Vitória pela terceira vez do queniano Paul Tergat. Além da cobertura das principais provas brasileiras, com listagens completas publicadas no encarte "Caderno de Resultados", também abordávamos periodicamente as mais importantes corridas do exterior, notadamente as maratonas.
Começa a seção CR@info, em março de 99, a cargo do treinador Marco A. Oliveira, apresentando a Internet aos leitores, informando sobre sites e até com um glossário, para explicar a "novidade" aos corredores, a maioria sem um computador em casa. E em maio a primeira matéria da série "Melhores locais para correr no Brasil", tendo como base texto e fotos enviados por assinantes.
Na edição de junho, cobertura especial da 2ª Volta à Ilha, com a participação do editor da CR em uma equipe de veteranos. A reportagem acabou chamou a atenção para essa prova inovadora, que só cresceu a partir de então.
Em meados de 1999, três novos colaboradores passam a se destacar mensalmente, junto com Ayrton Ferreira, Derrick Marcus e José Carlos Seixas: Luiz Carlos de Moraes, Joaquim Grava e Marcos Albuquerque. A secretária continua sendo Helenice Lima.
Na próxima edição, o que saiu de interessante entre outubro 1999 e setembro 2001.


Principais colaboradores
Ayrton Ferreira - Treinamento e história
Benê Turco - Pista e campo
Glauce Larosa - Nutrição
Jeferson Vianna - Fisiologia
Derrick Marcus - Notícias do mundo
José Clemente Gonçalves - História do atletismo
José Carlos Seixas - Monitoramente cardíaco
Antonio Carlos Gomes - Técnica de corrida
Elizabet Olival - Turismo e viagem
Henrique Viana - Treinamento e medicina
Lauro Vargas - Atletismo veterano
Luiz Carlos de Moraes - Musculação e afins
Marco André de Albuquerque - Fisiologia
Joaquim Grava - Ortopedia e saúde



Campeões das corridas mais importantes no período
Maratona de Berlim 97: Ronaldo da Costa (5º, 2:09:27); Viviany Anderson (8ª, 2:31:36)
Maratona de Curitiba 97: Reginaldo Ricófica (2:22:11) e Josefa Madalena (2:54:53)
São Paulo Classic (10 km) 97: Vanderlei Cordeiro (29:10) e Viviany Anderson (34:50)
Corrida de São Silvestre 97: Émerson Iser Bem (44:40) e Martha Tenório (52:03)
Maratona de SP 98: Diamantino dos Santos (2:16:54) e Viviany Anderson (2:39:58)
Maratona de Brasília 98: Elisvaldo de Carvalho (2:19:35) e Martha Tenório (2:36:40)
Tiradentes de Maringá (10 km) 98: Elenilson da Silva (29:07) e Márcia Narloch (34:11)
Maratona de Boston 98: André Ramos (4º, com 2:08:36 - recorde sul-americano)
Queniana Tegla Loroupe faz novo recorde mundial na maratona de Berlim 98: 2:20:47
Maratona de Porto Alegre 98: Osmiro Souza e Silva (2:14:47) e Márcia Narloch (2:38:39)
10 Km Tribuna FM Santos 98: Valdenor dos Santos (28:26) e Martha Tenório (32:57)
Maratona do Rio 98: André Ramos (2:13:52) e Viviany Anderson (2:39:49)
Etíope Haile Gebrselassie: recorde mundial nos 5.000m (12:39.36) e 10.000m (26:22.75)
Maratona de Blumenau 98: Elisvado de Carvalho (2:15:53) e Maria Graças Silva (2:43:46)
Ronaldo da Costa: recorde mundial na Maratona de Berlim 98 (2:06:05)
100 Km de Cubatão 98: Auxiliadora Venâncio (7:20:22 - recorde mundial acima de 40 anos)
Maratona de Curitiba 98: Dimantino dos Santos (2:18:53) e Euseli Batista (2:51:43)
Eder Moreno: campeão da Maratona de Beppu-Oita (Japão) em 2:09:54
Maratona de Porto Alegre 99: Arnaldo de Sá (2:16:42) e Márcia Narloch (2:40:15)
Maratona de São Paulo 99: José Telles (5º) e Márcia Narloch (2:37:19)
Maria Auxiliadora Venâncio: 4ª geral na Comrades 99


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