Revista Contra-Relógio
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Perigo vermelho: a história do EPO

Edição 289 - OUTUBRO 2017 - NELTON ARAUJO

O doping virou assunto entre corredores, sobretudo quanto à eritropoetina, mais conhecido por EPO. Mas quando surgiu? É mesmo tão eficiente? E por que corredores, inclusive amadores, estão entregando sua dignidade esportiva a ele?

O que você faria para estar no Ranking Brasileiro de Maratonistas da Contra-Relógio? Até onde você iria para obter aquele que, em âmbito nacional, é o "diploma de graduação" do maratonista brasileiro já há 24 anos? Ou o que é um pouco mais difícil ainda: para conseguir a qualificação para inscrição na Maratona de Boston?
Treinar mais e melhor é a única opção legítima, porém há casos de corredor que falsificou o diploma, que já cortou caminho em maratona e até aqueles que recorreram ao doping. E se fazem isso em âmbito amador, imagine aqueles que buscam algo maior, como uma medalha olímpica ou o título de uma Major?
Se falamos de alta performance, o tema doping anda lado a lado. E aí temos uma maior noção da realidade que nos cerca quando nos deparamos, por exemplo, com um artigo do New York Times de 2013 que revelou uma pesquisa feita dois anos antes pela IAAF no Campeonato Mundial, onde 29% dos atletas afirmaram que tinham se dopado no ano anterior. A mesma pesquisa foi feita nos Jogos Pan-Árabes, na mesma época do Mundial, o resultado foi ainda mais constrangedor: 45%!
A Agência Mundial Antidoping (WADA), em seu relatório divulgado em fevereiro 2016, mostrou que o atletismo foi a modalidade que mais teve violações das regras antidoping em 2014, superando até mesmo o fisiculturismo e o ciclismo. E mais: a especialidade com mais casos de doping dentro do atletismo foi de maratonistas! Some-se a isso que, só em 2017, vimos a revelação do doping da campeã da Maratona Olímpica, a da principal triatleta brasileira dessa geração, e a suspeita reincidência, pela terceira vez, do uso de doping pela corredora Simone Alves da Silva. O que há em comum nas três personagens? O tipo de doping identificado nelas era o mesmo, o sanguíneo. Talvez você conheça por outro nome: EPO.
A Eritropoetina faz parte das substâncias consideradas "doping", cuja definição é bem simples e adotada até hoje pela WADA: "Utilização de drogas e métodos ilícitos, visando auferir vantagens em relação a seu adversário". Apesar do conceito ter sido criado em 1930, o combate ao doping só viria ao final dos anos 1960, quando o uso descontrolado de esteroides e estimulantes nos Jogos Olímpicos pressionaram o Comitê Olímpico Internacional a regulamentar o uso de drogas. O COI passou, assim, a estabelecer programas de controles, lançando as primeiras listas de substâncias proibidas.

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O COMEÇO HÁ 40 ANOS. No final dos anos 1960 e início dos 1970, era no fisiculturismo e no ciclismo que víamos o abuso de esteroides e estimulantes, enquanto no atletismo ainda não era tão institucionalizado, nem os atletas viam vantagem no custo benefício entre sua saúde e uso de substâncias ilícitas, uma vez que eram amadores, não ganhavam para competir, nem poderiam se profissionalizar, já que os Jogos Olímpicos eram um evento para amadores. Porém (e sempre há um porém), a febre do jogging - e o crescente interesse no atletismo como um todo - passou a ser um negócio altamente atrativo a atletas e a organizadores em meados dos anos 1970.
Se não podiam receber dinheiro diretamente, os principais atletas começaram a criar um esquema nos bastidores: voos grátis, malas pretas e até contas secretas em paraísos fiscais. As maratonas das grandes cidades e os mais de 200 campeonatos de atletismo na Europa que aconteciam anualmente brigavam para ter os melhores competidores.
Desta forma, já nessa época, alguns corredores começaram a importar as ideias do doping do ciclismo e usar anfetaminas e a dopagem sanguínea. Isso mesmo, transfusões de sangue com o objetivo de aumentar artificialmente a massa de células vermelhas, o que melhora drasticamente a capacidade aeróbica do atleta. Contudo, era um procedimento extremamente invasivo, que requereria o apoio de uma equipe para retirar o sangue, estocar, manipular e reaplicar.
Há quem acuse o finlandês Lasse Virén de ter usado dessa prática para obter as medalhas de ouro nos 5.000 m e 10.000 m, tanto na Olimpíada de Munique em 1972, quanto de Montreal em 1976. Nunca admitiu, nem quando seu compatriota Kaarlo Maaninka, que obteve a prata e o bronze nos 10.000 m e 5.000 m, respectivamente, na Olimpíada de Moscou, admitiu que fez o procedimento e que não era uma prática incomum na equipe.
Em 1982, a IAAF se distanciou da definição de "amador", que vinha do século anterior, e, a partir de 1985, prêmios internacionais em dinheiro também foram permitidos. Abriu-se, assim, a caixa de pandora. As ligações entre esportistas, patrocinadores e promotores de eventos tornaram-se mais diretas e fizeram as somas de dinheiro crescer ao longo dessa década, além dos recursos financeiros da mídia, cada vez mais interessada por essas competições.


MAIS DINHEIRO, MAIOR AMBIÇÃO. Os ecos de prosperidade vibraram até o continente africano, onde a ambição esportiva, o desejo de educação e fama foram os principais motivos para os africanos começarem a participar em massa das competições na Europa e EUA. Logo, a possibilidade de ascensão financeira e de status social se aliou ao desejo de subir ao pódio como justificativa do crescimento do número de atletas que passaram a se dopar. Fazia parte do jogo fazer acordos verbais secretos, entre organizadores e corredores que usavam substancias proibidas, de que houvesse totais garantias de que o atleta não seria pego no exame de antidoping,
E nessa época, o atletismo já tinha colocado os dois pés nos esteroides anabólicos, as substâncias que os atletas até hoje mais usam. Mas quem toma bomba não fica musculoso? Para responder a essa dúvida do senso comum, procurei um especialista, o médico e corredor Dario Garcia.
Para ele, essa confusão é desfeita quando se compreende que os hormônios agem em resposta a um estímulo. Ou seja, se a pessoa se valer do uso de anabolizantes e pegar pesado na musculação, certamente terá um aumento da sua massa muscular. Se ficar sentada no sofá, não haverá nenhum ganho de desempenho. Mas se o atleta for praticante de corrida, fará com que seu desempenho melhore nessa modalidade, "pois os esteroides ajudarão predominantemente na velocidade de adaptação a um estímulo, recuperando-se mais rápido de um treino ao outro e, consequentemente, conseguindo melhorar suas marcas".
Além disso, é importante ressaltar, segundo nosso especialista, que um atleta que se submete ao doping não usa apenas uma substancia dopante. Durante sua preparação para as competições, sua periodização é dividida em ciclos, e a cada ciclo, uma substância apropriada. Em um período, ele pode tomar hormônios tireoidianos para acelerar a perda de gordura. Em outro, eritropoetina para desenvolver sua capacidade de endurance. Ou simplesmente tomar produtos que eliminem todas essas substâncias do corpo, já que eles não podem correr o risco de serem pegos no doping antes ou pós competição. Portanto, não é nada assustador se um maratonista franzino for pego em teste surpresa por uso de derivados da testosterona: ele pode simplesmente estar na fase de obter força, preservar - a pouca - massa muscular, e acelerar a sua recuperação.
Por isso que a entrada dos hormônios anabolizantes na década de 1980 não implicou em um declínio do uso daquele modelo de dopagem sanguínea. A equipe americana de ciclismo que participou da Olimpíada de 1984 admitiu o uso intermitente de transfusão de sangue. A consequência viria no ano seguinte: a dopagem sanguínea foi formalmente adicionada à lista de métodos proibidos em 1985. A questão é que não havia tecnologia analítica para a detecção. Além disso, questões legais, éticas e religiosas sempre foram um empecilho à amostragem sanguínea, pelo fato de a coleta ser um método invasivo.


SURGE A ERITROPOETINA. E o panorama só viria a piorar porque, em 1983, cientistas descobriram um método para a produção em massa de uma versão sintética da eritropoetina, o EPO. Aqui vale uma explicação técnica sobre como age o EPO. Ele é um hormônio produzido pelo nosso corpo naturalmente e, agindo na medula óssea, comanda a produção das hemácias (os tais glóbulos vermelhos). As hemácias são responsáveis por se ligar ao oxigênio respirado da atmosfera, captando-o da corrente sanguínea; logo, quanto mais hemácias tivermos, maior será nossa capacidade de fornecer oxigênio aos músculos, através do aumento do hematócrito (quantidade total de glóbulos vermelhos no sangue), o que nos permite correr mais intensamente e por mais tempo. É justamente isso que se buscava alcançar com as transfusões sanguíneas.
E como nossas necessidades da eritropoeitina são controladas pela quantidade de oxigênio que temos disponível no ambiente em que vivemos, só conseguiremos expandir a quantidade de glóbulos vermelhos se tiramos o nosso organismo do equilíbrio. É por essa razão que atletas de elite costumam passar parte da sua periodização treinando em altitude, uma vez que lá há pouco oxigênio na atmosfera, e para se adaptar a essa nova realidade, o corpo passa a produzir mais EPO com intuito de captar mais oxigênio, aumentando assim seus níveis de hematócrito.
Mas há outros meios de subir tais níveis. A transfusão de sangue, que já citamos, é uma delas. No entanto, com a disponibilização comercial, em 1987, de uma versão sintética, a eritropoetina humana recombinante (rHuEPO), que propiciaria os mesmos ganhos da transfusão com uma fácil e indolor aplicação subcutânea, esta foi deixada de lado. E não apenas isso: ao não se precisar mais da assistência de um médico ou de outros profissionais, passou a ser usada indiscriminadamente pelos atletas.
Mal foi disponibilizada, já foi usada em corridas de longas distancias no final dos anos 1980. Os médicos que vendiam o fármaco aos atletas afirmavam que ela poderia melhorar os tempos nos 10.000 metros em cerca de 1 minuto. Hoje se sabe que ela pode melhorar em até 54% sua capacidade de resistência em apenas quatro semanas. Só que, durante os anos 1990, tudo parecia indicar que quem realmente abraçou o doping pelo fármaco foram os ciclistas, o que não é exatamente verdade.
Embora não tenhamos fontes, apenas relatos orais do uso da substância por corredores, a mídia se concentrou nos escândalos e nas mortes que abalaram o mundo do ciclismo, deixando de lado outras atividades de resistência onde o EPO poderia facilmente ser encontrada. Logo, a ausência da evidência não significa a evidência da ausência.
Só para se ter uma ideia, entre 1987 a 1991, cerca de 20 ciclistas morreram durante o repouso, por falha cardíaca "inexplicável". Até 1993, o número subiu para 90 ciclistas, sendo que alguns morreram durante o próprio sono. Isso nos mostra os sérios problemas colaterais do abuso do EPO sintético. Além de fortes dores de cabeça, náuseas, vômitos e fotofobia são os mais relatados.
O excesso de hemácias no corpo, aliado à desidratação frequente durante e após o esforço físico, pode aumentar a viscosidade sanguínea. Assim não eram raros eventos trombóticos e a diminuição da frequência cardíaca a níveis letais. Parece anedota, mas um dos mais conhecidos ciclistas da história, o italiano Marco Pantani, dormia com um despertador de pulso que era acionado quando sua frequência cardíaca diminuía muito. Ele já deixava uma bicicleta conectada a um "rolo" no quarto para assim que se ele fosse acordado, ia pedalar com intuito de elevar a sua frequência.


MUDANÇA DE POSTURA. O uso endêmico da substância e a possibilidade da próxima olimpíada ter sua reputação manchada, tal como ocorreu com o Tour de France, acendeu a luz vermelha do COI. Desta forma, em 1999, foi criada a WADA, a Agência Mundial Antidoping. Ao mesmo tempo, se investiu mais de 1,25 milhão de dólares para fundos de pesquisa sobre o EPO, criando um cenário favorável a uma revolução na tecnologia do antidoping.
Muito embora nenhum atleta tenha sido pego nos testes anti-rHuEPO nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, ficou a certeza que o "um passo atrás" que o antidoping tem do doping poderia ser reduzido se dois procedimento fossem institucionalizados: o primeiro são os testes surpresas, fora da época de competição, uma vez que, como já vimos, é nessa fase pré-competição que há o uso do doping, e não durante as provas. Por mais caro que possa ser institucionalizar esses testes ao redor do mundo, é o período ideal para quem quer saber qual atleta joga limpo.
O outro procedimento a ser estabelecido, e decorrente do primeiro, é a criação de um perfil bioquímico do atleta individualmente, analisado seus testes ano após ano, e verificando se houve diferenças substanciais nesse perfil, mesmo se dentro dos padrões de normalidade e sem a necessidade de se identificar a presença ou não de determinadas substâncias dopantes em seu corpo.


PASSAPORTE BIOLÓGICO. Esse é o princípio que rege o Passaporte Biológico, iniciado em 2000 e legalizado pela WADA em 2009. Foi somente com este procedimento que os atletas dopados se viram colocados na parede. Um terço dos dez melhores finalistas do Tour de France testou positivo ou admitiram o doping, e especialistas no esporte acreditam que muito mais estavam envolvidos, mas nunca foram pegos. Em contraste, há pouca evidência de que a maioria dos corredores de nível internacional estaria trapaceando.
No entanto, os dados do último relatório disponível pela WADA informam que houve um aumento de 53% nos casos de uso de eritropoeitina e derivados no atletismo, entre 2014 a 2016. Ou seja, não há dúvidas que o doping sanguíneo está no seio do esporte. Todavia, a procura de atletas de longas distâncias suspensos por EPO, além de árdua, é decepcionante.
Como o teste anti-EPO só surgiu no início dos anos 2000, não há relatos antes disso. Logo, o primeiro a ser pego foi o maratonista italiano Roberto Barbi, em 2001. Logo depois, em 2003, a queniana Pâmela Chepchumba (que, após cumprir suspensão, foi bronze no Campeonato Mundial de Meia Maratona em 2008, no Rio de Janeiro). Em 2009, foi a vez da etíope Shitaye Gemechu, três anos antes do queniano Wilson Loyanae.
Há outros poucos na lista, mas já dá para entender a categoria onde eles se enquadram: corredores secundários, peixes pequenos. Apenas, e só apenas em outubro de 2014, a IAAF anunciou a suspensão da queniana Rita Jeptoo, tricampeã da Maratona de Boston e bicampeã da Maratona de Chicago, por uso de EPO.
Era o primeiro "peixe grande" a ser pego pelo antidoping, mas, curiosamente, seis meses antes, em abril de 2014, a russa Liliya Shobukhova, campeã em Londres e tricampeã em Chicago, foi afastada pela Federação Russa, não por uso flagrante de EPO, mas pelas anomalias em hematócrito em seu Passaporte Biológico detectado pela WADA.
Aliás, assim como os ciclistas, foi pelo Passaporte Biológico que nomes expressivos do atletismo começaram a ser pegos, como o marroquino Abderrahim Goumri (aquele que foi ultrapassado por Marilson Gomes nos últimos metros da Maratona de Nova York em 2008), a Russa Nailiya Yulamanova (Campeã Européia de Maratona em 2010), e sua compatriota Mariya Konovalova, que participou de quatro Mundiais de Atletismo e foi terceira colocada na Maratona de Chicago de 2010. Em prol do fair play, alguns atletas já aposentados decidiram disponibilizar seus passaportes para análises, enquanto outros decidiram se preservar, incluindo ícones ainda de posse do recorde mundial.


QUENIANOS E ETÍOPES. O fato é que a IAAF é conhecida por não divulgar os relatórios recebidos da Agência Mundial Antidoping. Voltemos agora ao início do texto, sobre o artigo do New York Times. Eles foram feitos em 2011 e só foram divulgados pelo jornal porque um funcionário da WADA vazou os dados. A falta de transparência da própria IAAF a tem colocado em xeque. Enfim, a instituição pode ser confiável para promover o atletismo e manter o esporte limpo depois de acusações de que teria se recusado a testar mais de 100 amostras biológicas suspeitas de passaportes pertencentes a atletas russos, quenianos, alemães, marroquinos, britânicos e espanhóis e outras tantas denúncias de suborno para burlar o passaporte biológico de atletas?
O anuncio do doping da queniana Jemima Sumgong, vencedora da Maratona Olímpica do Rio, não é de todo surpresa. Funcionários antidoping estão especialmente preocupados com o teste de drogas no Quênia e na Etiópia. Em comum, nenhum país possui uma agência nacional antidoping efetiva, e as agências independentes não podem realizar exames de sangue aleatórios e fora de competição em nenhum desses países, pois não existe um laboratório credenciado pela WADA na região.
Da mesma forma como, no final dos anos 1970 e nos anos 1980, as vantagens financeiras abriram um precedente para o uso e abuso do doping no atletismo, o incentivo financeiro é uma grande preocupação do grupo que organiza o campeonato das Majors, cujo prêmio para o campeão é de 500 mil dólares. Tanto a russa Shobukhova quanto a queniana Jeptoo foram vencedoras do campeonato da Majors e Shobukhova recebeu seu prêmio antes de testar positivo e não devolveu um centavo. Em resposta, a organização do campeonato decidiu parcelar a premiação em cotas anuais de U$100 mil ao longo de cinco anos, reduzindo o risco de que um corredor dopado não devolva o prêmio cheio e incentivando para que os atletas se mantenham limpos, mesmo depois de vencer.


TAMBÉM OS AMADORES. O EPO é uma erva daninha que está presente também entre os amadores, que têm a "proteção" das provas não fazerrem exame antidoping para esse grupo, pelo seu alto custo. Contudo, no triatlo houve, em 2015, um caso bem emblemático, quando a organização do Meio Ironman de Brasília anunciou que tanto profissionais quanto amadores estariam sujeitos ao exame pós prova. Cerca de 30% dos atletas não começaram ou não terminaram a prova. Qual seria essa proporção em uma grande maratona?
Não é nada difícil se dopar, desde que se pesquise; os protocolos de dosagem estão a dois cliques no Google e, embora esteroides anabolizantes ainda sejam mais difíceis de se obter sem recorrer àquele "coleguinha" da academia ou a um site suspeito, o EPO, infelizmente, é extremamente fácil de se conseguir. Experiência própria: enquanto escrevia este texto, quis testar os boatos. Abri o site de uma farmácia de renome, fiz o pedido de uma ampola da versão sintética da eritropoetina, por apenas R$ 40, sem receita. E em menos de 48 horas, o produto chegava em casa.
Estas ampolas podem cair nas mãos de homens e mulheres que apesar de verem na corrida uma forma de se superarem, não tem a paciência para alcançar mais altos níveis através do treinamento. O amador que busca desempenho é alguém que está em uma zona cinza, entre aqueles que correm querendo o bem estar e os que são profissionais.
"Troféus de categoria, até pódios gerais em provas pequenas, seguidores a mais e "likes" em fotos e textões nas redes sociais, até mesmo por patrocínio ou ascensão ao meio profissional das corridas, assim como a disputa entre assessorias esportivas e entre membros de uma mesma equipe não devem nunca ser soberanos em relação à saúde", conclui o psiquiatra Dario Garcia.



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