Revista Contra-Relógio
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OPINIÕES SOBRE A SS

Edição 281 - FEVEREIRO 2017 - REDAÇÃO


Estreia desafiadora
Essa foi a minha primeira participação na São Silvestre. Posso dizer que vivi algo totalmente diferente do que imaginei. Para começar, esperava uma grande confusão na largada, o que não aconteceu. Acho que pelo fato de ter chegado uma hora e meia antes do horário da largada, já iniciei a prova no ritmo pretendido, que se manteve em quase todos os 15 km.
O que prejudicou bastante o meu rendimento foi sem dúvida a alta temperatura. A hidratação esteve excelente durante todo o percurso e ajudou muito a amenizar o calor. Segui em bom ritmo até à temida Brigadeiro. Não contava com uma subida tão acentuada. A verdade é que subestimei esta parte da prova e quase caminhei. Ficou um gostinho de decepção pelo tempo que fiz, mas, com certeza, na próxima edição estarei lá novamente.
Renato Corsino, de Uberlândia


Faz bem para a alma
Corro a São Silvestre desde a edição de 2012. O fato de a largada ter passado para a parte da manhã facilitou as minhas participações, já que posso correr e ainda fazer a virada de ano com a minha família.
Porém, achei esta última edição a mais problemática de todas. No dia 30 peguei uma fila danada para retirar o kit. Ainda fui retirar o meu e o de um amigo. Levei toda a documentação necessária. De repente, a menina pediu uma fotocópia do meu RG, isso mesmo eu estando ali com a original na mão. Tive de ir atrás da cópia em uma papelaria próxima.
A corrida estava bem mais cheia do que nas outras edições. Notei muitos atletas sem número de peito e outros com numerais falsificados ou de outras edições de corridas. Os postos de água ficaram muito distantes uns dos outros. Não faltou água para mim, cheguei a tomar três copos em cada um, mas muitos comentaram comigo que teria faltado para eles.
A corrida transcorreu normalmente, só que, quando chego, costumo ultrapassar o portal de mãos dadas com meu filho, uma criança de 11 anos. Um fiscal tentou me proibir de passar na dispersão com ele, insisti que não iria deixar meu filho largado na Paulista, ameacei chamar a polícia, fazer um ‘barulho', então veio outro fiscal e mandou liberar. Peguei a medalha com muita rapidez, a fila fluiu rapidamente, porém o saquinho de alimentação pós-prova achei fraco, sem frutas. O kit também considerei ruim. Meu tempo não foi computado e tive de mandar um e-mail para a organização reclamando.
Agora, a São Silvestre tem uma mística. Costumo falar que ela faz bem para a alma, encaro como uma corrida de agradecimento, por ter tido um ano bom, fazendo o esporte que gosto, sem sofrer qualquer lesão, podendo assim conhecer vários lugares com a minha família. A prova é uma festa e não me preocupo em bater recorde pessoal. Pretendo ir até a edição de número 100.
Fausto Egídio das Luzes, de Florianópolis

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Adeus São Silvestre
Esta última São Silvestre foi a minha 15ª edição consecutiva e infelizmente acho que chegou a hora de parar. Além do número de corredores oficialmente inscritos ter aumentado nos últimos anos, fica notável a quantidade de pessoas correndo sem inscrição, mas usufruindo de toda a infraestrutura e prejudicando assim o andamento da corrida.
A largada piorou, pois quase não existiam grades que separavam os corredores das pessoas que estavam assistindo. Para que serviam os números com cores diferentes? Os participantes não deveriam respeitar essa divisão?
Na chegada, a Yescom conseguiu deixar os chamados "pipocas" permanecerem à esquerda e saírem numa boa pela lateral. Que inversão de valores é essa? Tinha um funcionário com megafone avisando isso!
Precisamos aprender muito ainda sobre grandes corridas, como largada em ondas, divisão por ritmo e respeito das pessoas. É só olhar um pouco para grandes provas como as maratonas de Nova York, Chicago e Berlim. Tenho certeza de que temos capacidade de fazermos algo grandioso e organizado como eles, mas falta muito ainda na nossa educação e civismo. Por enquanto, nós, brasileiros, vamos capengando de mãos dadas, largando às 9h, com temperatura na casa dos 27 graus, para aumentar a audiência da TV.
Adeus São Silvestre. Espero voltar quando a senhora estiver bem mais organizada, já que você existe há quase 100 anos e, mesmo assim, continua com a cara de nosso país, ou seja, uma bagunça!
Sidney Zanasi, de São Paulo


Filas, pipocas e descontrole
A última edição da São Silvestre foi marcada pelo total desrespeito aos participantes, iniciando-se pela entrega dos kits. Meu grupo chegou ao ginásio por volta das 11h40 da sexta-feira (dia 30), depois de mais de 4 horas de viagem em uma van e enfrentamos 1h30 de fila até entrar no ginásio onde haviam apenas 31 guichês para a entrega dos documentos e alguns estavam inoperantes.
Após essa etapa, tudo ocorreu de forma rápida com a retirada do número e da camiseta e posterior entrada à feira. Pudemos verificar que a organizadora, a Yescom, não proporcionou uma estrutura adequada para a maior corrida de rua do país, utilizando-se de um pequeno ginásio para alocar a área do kit com a feira.
Quanto à corrida, podemos verificar que não houve controle para a entrada dos "pipocas" e nem respeito dos inscritos às baias por tempo, o que ocasionou grande congestionamento ao final da Avenida Paulista (altura do km 1), onde já havia pessoas caminhando.
Além disso, faltou água aos que completaram em mais de 2 horas, talvez porque diversas pessoas que estavam nas calçadas roubavam as caixas ainda fechadas. Os staffs deixaram de reabastecer os tonéis e ficavam sentados nas calçadas conversando. Assim, alguns que levaram dinheiro tiveram de parar de correr e procurar algum bar ou lanchonete para comprar água. E, ao final, apenas um barrinha de cereal e um torrone foram entregues como lanche pós-prova, sem isotônico.
Concluindo, para o próximo ano, os organizadores deveriam se preocupar com: 1) Controle dos "pipocas"; 2) Controle dos setores de tempo; 3) Alteração da entrega do kit para um local maior; 4) Fiscalização do trabalho dos staffs; 5) Alteração da largada para as 7h; 6) Fiscalização do prazo de validade dos produtos entregues nos kits, pré e pós-prova.
E aos corredores, que se posicionem corretamente na baia correspondente ao seu tempo de corrida, evitando congestionamento e prejuízos aos demais.
Já faz algum tempo que a São Silvestre está com esses problemas, mas a organização não os resolve, o que está gerando uma insatisfação nos corredores, que sabem que na próxima prova encontrará a mesma situação ou até pior.
Roberto Cruz Júnior, de Ribeirão Preto


Tomada de emoção
Ainda não estava nos meus planos de três anos como corredora participar da São Silvestre. Mas reencontrei meu irmão depois de 30 anos sem vê-lo e, já que estaria em São Paulo para visitá-lo, me inscrevi.
Sou deficiente visual, e minha estreia foi cheia de emoção. Fazer parte daquela multidão, cada um com uma motivação, me fez repensar o que realmente eu estava comemorando. Em primeiro lugar, a vida, e depois a troca do cigarro pela corrida há três anos. Eu venci o vício através do esporte e, naquele momento de pisar no tapete de chegada, me perguntei por que não corri a São Silvestre antes!
Justina Maria da Costa, de Juiz de Fora


Menos atendentes e mais fila
Fiz uma análise quanto à prova de São Silvestre e enviei também para a organização do evento depois de três participações no evento:
1) Fila para apanhar o kit. Nos anos anteriores tinham mais de 50 atendentes para a entrega. Agora, somente 30, acarretando uma fila enorme. Fiquei por duas horas debaixo de sol quente. Nos anos anteriores, não tivemos este tipo de problema mesmo chegando no mesmo dia e horário.
2) Sistema de som também este ano deixou a desejar. Muito difícil de entender o que o locutor estava dizendo e em alguns pontos da largada não foi possível entender nada do que foi dito.
3) Não posso deixar de falar que a medalha é muito bonita, entretanto, o lanche distribuído não condiz com o valor pago e tão menos com a importância desta prova. São pontos que merecem ser revistos para garantir um bom público e deixar a prova ainda mais atrativa.
Marco Antônio Salim Nogueira, de Lafaiete-MG


TV incentivou a ir de "pipoca"
Esta foi a minha primeira São Silvestre. Vou apontar alguns erros a meu ver cometidos pelos organizadores (Yescom, Fundação Cásper Líbero e Globo): kit entregue diferente do divulgado na compra; produto vencido no kit; largada às 9h em pleno Verão somente para beneficiar a transmissão na televisão; largada não ser em ondas e por ritmo; não encontrei qualquer banheiro químico no percurso, só um monte de gente urinando em muros; kit do pós-prova não conter frutas e ter produtos vencidos.
Em resumo, os organizadores não se importam com a experiência do corredor e sim com o que vai aparecer na TV. Por sinal, na TV eles mesmo estavam incentivando a ir de "pipoca" "...É uma festa do povo, o importante é completar a prova, não importa o tempo, inscrito ou não..."
Se faltou água por causa dos "pipocas", não foi culpa apenas dos mesmos mas também dos organizadores que não fazem nada para tentar restringir esses participantes. Em qualquer prova deste tamanho na Europa ou EUA o local da largada é fechado em um raio de 500 m, só entrando quem está escrito.
Mas nem tudo foi ruim. A medalha é linda e o percurso com o público vibrando foi maravilhoso! Estarei lá em 2017 novamente!
Jocélio Cordeiro de Sousa, de São Bernardo do Campo


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