Revista Contra-Relógio
// Tudo em Cima //

Dilatador nasal ajuda a correr ou é conversa fiada?

Edição 177 - JUNHO 2008 - MÁRCIO DEDERICH

Polêmicos são fatos, objetos, idéias e até mesmo pessoas que deixam margem para dois e apenas dois tipos de reação: amor ou ódio. Simples assim. Frente a eles é impossível disfarçar, ficar indiferente, permanecer em cima do muro: ou você adora de paixão ou detesta e não quer nem ouvir falar. Dilatadores nasais estão longe de merecer tal classificação. Mas talvez você esteja simplificando demais as coisas ao fingir que eles não existem.


Polêmicos são fatos, objetos, idéias e até mesmo pessoas que deixam margem para dois e apenas dois tipos de reação: amor ou ódio. Simples assim. Frente a eles é impossível disfarçar, ficar indiferente, permanecer em cima do muro: ou você adora de paixão ou detesta e não quer nem ouvir falar. Dilatadores nasais estão longe de merecer tal classificação. Mas talvez você esteja simplificando demais as coisas ao fingir que eles não existem.

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Que ninguém duvide: respirar corretamente durante a atividade física reduz a freqüência cardíaca, aumenta a eficiência cardio-respiratória e ajuda a melhorar o desempenho. Nesse sentido, respirar pelo nariz sempre foi tudo de bom. Ao contrário do que ocorre com a respiração oral, além de alertar o sistema imunológico sobre a presença de gases perigosos, o ar que passa pelo nariz chega aos pulmões filtrado, umidificado e com sua temperatura ajustada, prontinho para ser rapidamente convertido em energia. Infelizmente nem sempre é possível respirar dessa maneira o tempo todo.
A válvula nasal é a passagem mais estreita do nariz, contribuindo com aproximadamente 50% da resistência oferecida à passagem do ar durante o trato respiratório. A partir da descoberta de que mesmo pequenas alterações na sua abertura proporcionavam mudanças significativas no fluxo de ar, vários dispositivos foram inventados tanto no sentido de tentar alargá-la como para evitar que se feche durante a inspiração. Em meio a tanta criatividade - até clipes de prender papel foram entortados na tentativa de cumprir a missão! -, dois tipos de dilatadores se destacaram.


Por dentro ou por fora? A escolha é sua
Inventado por Bruce Jonhson, o tipo "Breath Rigth" é um dilatador tipo externo. Fixado horizontalmente à pele do dorso do nariz, consiste de uma estreita tira adesiva que contém duas lâminas paralelas de plástico. Indo de uma asa à outra do nariz e atuando como molas, a finalidade dessas tiras é evitar que as abas das narinas se fechem. É descartável e produzido em tamanhos variados. Embora exista um modelo impregnado com mentol, os fabricantes afirmam que seus produtos não contêm qualquer droga ou princípio ativo, sendo sua ação apenas mecânica, não química.
Criado pelo sueco Björn Petruson, o tipo "Nozovent" é um dilatador tipo interno. Melhor seria dizer-se semi-interno, já que fica parcialmente para fora. Confeccionado em silicone e em vários tamanhos, quando dobrado e posicionado na cavidade nasal, age como se fosse uma alavanca, empurrando simultaneamente as duas asas nasais para fora. Embora possa ser reutilizável, após três meses de uso diário perde o efeito mola e precisa ser substituído.
Até de abril de 2006 haviam sido publicados mais de 60 estudos científicos sobre os vários dilatadores nasais. Muitos foram feitos em pacientes, outros em pessoas saudáveis, de diferentes raças, em descanso e durante exercício, antes e depois de descongestionamentos nasais. Em todos esses trabalhos foram consideradas tanto as sensações subjetivas dos voluntários como feitas medições objetivas das áreas transversas mínimas de suas cavidades nasais.
Com a dificuldade de comparar resultados sendo reduzida tanto graças ao uso de aparelhos modernos como pela utilização de protocolos padronizados, parte dos estudos voltou-se para a obtenção de dados físicos. Em trabalhos dessa natureza, onde o colapso (fechamento total) da válvula nasal durante a inspiração é geralmente parte do problema, os parâmetros de inspiração nasal dão as informações mais importantes.
No entanto, ao considerarem as necessidades específicas dos atletas, 13 estudiosos resolveram ir mais longe nas suas pesquisas. Pensando em quem pratica atividade física, eles definiram não a válvula nasal em si, mas sim a freqüência cardíaca e o consumo de oxigênio como sendo os principais fatores a serem analisados. São esses os trabalhos que nos dizem respeito mais diretamente.


Evidências científicas
Doutora do Departamento de Otorrinolaringologia do Kungsbacka Hospital, na Suécia, Eva Ellegard, ela própria uma pesquisadora profundamente interessada no assunto, reuniu no seu mais recente estudo todos os achados científicos apontados pelos diversos cientistas e publicados até abril de 2006. Do total de 138 trabalhos analisados, 46 foram por ela classificados como direcionados aos praticantes de atividade física, sendo que todos foram feitos pelos 13 cientistas anteriormente citados. À luz de tão expressivo cruzamento de dados, as observações da Dra. Eva têm, portanto, incontestável base científica.
A maioria das pessoas troca a respiração de nasal para oronasal (boca+nariz) tão logo o exercício atinge determinada intensidade. Ainda assim, de 40 a 57% da respiração continuam sendo feitos pelo nariz. Nos esportes de contato, onde os protetores bucais são obrigatórios, tais números tornam-se ainda mais significativos. Durante o exercício, com os músculos nasais operando a válvula, o efeito prático adicional dos dilatadores mecânicos são menores que na situação de repouso. "Entretanto, frente a aumentos de carga, ambos os tipos de dilatador podem fazer com que a respiração exclusivamente nasal seja sustentada por mais tempo. Quando a intensidade do exercício por fim obriga à troca, a melhora na parte nasal permite comprovar pequenos aumentos de rendimento em alguns poucos casos. Nos demais não acontece absolutamente nada", afirma Dra. Eva em seu extenso trabalho.
De grande relevância para os atletas, o consumo máximo de oxigênio foi medido em diversos desses estudos. Por depender de fatores genéticos, treinamento e tipo de exercício praticado, varia de pessoa para pessoa e não se pode esperar que mude pela simples e pura dilatação nasal. Em apenas um dos testes, ao ser usado o dilatador externo, a ventilação melhorou e o consumo submáximo de oxigênio se reduziu. O fato se deu quando o exercício era feito em certa intensidade, acontecendo queda semelhante nos batimentos cardíacos. Em todos os demais testes nada houve a esse respeito. "A freqüência cardíaca durante o exercício não mostra alterações nem quando se compara o uso do dilatador nasal com a aplicação de um pregador nasal. Idêntica reação aconteceu entre indivíduos que haviam sentido maior facilidade em respirar pelo nariz ao usar dilatadores externos placebo em situação de repouso", diz Dra. Eva.


Direto ao ponto
Por se tratar da especialista que é, a Dra. Eva jamais poderia deixar de ser consultada pela "Contra-Relógio" nesta matéria. A respeito do uso específico de dilatadores nasais por corredores, fizemos a ela duas perguntas diretas e objetivas.
Conquanto considerasse a segunda irrespondível, à primeira - Adesivos nasais podem aumentar o desempenho dos corredores? Quando, como e por que? - nos respondeu que o trabalho mais interessante feito a respeito indica uma possibilidade de melhora de 3%. Complementa a resposta dizendo ser muito importante observar que há diferenças consideráveis entre os indivíduos e a forma como funcionam suas respectivas aberturas nasais. Se elas colapsam na inspiração forçada, e se o dilatador oferece resistência a esse colapso, é possível que a pessoa se beneficie com o uso.
Publicado em 2004, o trabalho citado pela Dra. Eva Ellegard foi feito pelos pesquisadores DJ Macfarlane e SK Fong. Com os testes feitos em pista, eles analisaram 30 estudantes chineses, todos homens, adolescentes e atletas. Quando comparado ao uso de placebos, a utilização de dilatador externo verdadeiro aumentou o pico aeróbio e proporcionou um ganho de 3% na velocidade da corrida, que foi medida em km/h. Os autores argumentam que os testes de campo (não laboratoriais) e a utilização de atletas proporcionaram resultados com menor variação intra-individual, o que para eles explica o fato de terem encontrado uma diferença tão pequena e ao mesmo tempo tão significante. Não houve nenhuma melhora durante o teste anaeróbio. Até o momento não se tem conhecimento de qualquer outro trabalho feito em bases semelhantes que confirme ou mesmo reproduza tal achado.
Na falta de polêmica e na sobra de controvérsia, considerando que os resultados obtidos até aqui com os dilatadores são individuais e se ligam a sutilezas como as descritas acima; que os três fabricantes consultados se furtaram a dar informações tanto sobre vendas como sobre as propriedades de seus produtos; que a Associação Brasileira de Rinologia não quis se manifestar a respeito; que vários médicos brasileiros evitaram discutir o assunto (um deles tendo inclusive trabalho científico já publicado); que voluntariamente apenas duas leitoras responderam à consulta feita na CR sobre suas experiências com os dilatadores (ambas positivas); que o investimento na compra de dilatadores é baixo e que os efeitos colaterais de seu uso são praticamente nulos (no máximo uma pequena irritação na pele do nariz), caso você realmente deseje de sua parte encerrar a questão, o melhor a fazer talvez seja você mesmo cuidar da própria experimentação. Nesse caso, na melhor das hipóteses você poderá virar um coelho. Na pior, um ratinho de laboratório. Seja como for, vá em frente. Crie sua polêmica.


ASSIM NASCEU O MITO
11 de junho de 1996 foi um dia particularmente especial para 12 milhões de americanos. Divulgado pela Food and Drug Administration - FDA, o anúncio agora era oficial: os então chamados "adesivos de nariz" podiam ser comercializados como tratamento temporário para quem sofria de desvio de septo. Sim, era verdade: eles de fato aliviavam a congestão nasal. Em oito meses, era a terceira liberação pública oficial que o órgão concedia ao produto.
"Para mim," disse na época Bruce Johnson, o inventor do adesivo nasal, "essa nova liberação do FDA é maravilhosa, pois foram os problemas que sofri com meu próprio desvio de septo que me levaram a criar e desenvolver o dilatador nasal. Antes de atingir o atual formato, cheguei a entortar clipes de papel para com eles manter meu nariz aberto e assim conseguir aspirar o ar que precisava para ter um sono mais tranqüilo".
Somente em outubro de 1993, seis anos após ter sido inventado, o Breathe Rigth obteve a primeira autorização do FDA para ser comercializado. Embora o consumo tenha se difundido largamente entre pessoas com problemas de sono (ronco/apnéia), a grande popularidade dos dilatadores nasais ocorreu durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 96. A exibição mundial pela televisão de atletas com a tirinha fixada no nariz fez explodir as vendas.
Como em algumas outras situações, nesta, mais uma vez, houve entre esportistas o conhecido "efeito manada": muitos adotaram os dilatadores apenas para acompanhar o que consideravam ser uma tendência. Alguns exageraram, e as tirinhas puderam ser vistas grudadas não exatamente no nariz, mas até mesmo sob os olhos.
EFEITO PLACEBO
Usados como comparativos nos testes para desenvolvimento de novos remédios, placebos são substâncias inócuas, que não causam efeito algum a quem as usa. Algo assim como as conhecidas pílulas de farinha de trigo. De modo geral, os estudos científicos procuram comparar os resultados de quem efetivamente fez uso da substância verdadeiramente ativa contra aqueles aos quais foram servidos apenas placebos.
Há um problema óbvio quando se trata de fazer estudos científicos com dilatadores nasais usando placebos: sendo peças físicas, disfarçá-los é praticamente impossível. No caso dos estudos com dilatadores externos (colados no dorso do nariz), os placebos foram feitos com tiras adesivas "cegas" (sem identificação da marca comercial), cobertas com fitas e sem as lâminas plásticas que funcionam como molas. De modo a garantir que o voluntário não percebesse a alteração, fechavam seus olhos e faziam com que outra pessoa lhe colocasse o falso dilatador. Ele corria, por assim dizer, com uma tira de esparadrapo no nariz. Tais medidas garantiram resultados mais isentos e, por conseguinte, mais confiáveis.
No caso dos dilatadores internos os disfarces não eram possíveis.
CONFLITO DE INTERESSES
Com 34 aspectos relativos ao produto detalhados ponto por ponto, em 20 de novembro de 2001 a patente americana do dilatador nasal foi concedida à CNS, Inc, grupo cuja atividade principal é desenvolver e comercializar itens de saúde para a melhora da respiração e da digestão. Alegando terem sido infringidos dois pontos da patente, em fevereiro de 2004, a Silver Eagle Labs, Inc., empresa fabricante de um dilatador nasal semelhante, entrou na justiça contra a CNS.
Em agosto de 2006, dando por concluído o reexame da situação, o United States Patent and Trademark Office - USPTO, órgão que controla as patentes americanas, manteve inalterada a concessão número 6.318.362. Atualmente a marca Breathe Right é comercializada pelo laboratório GlaxoSmithKline.

DILATADOR INTERNO
Quando se fala em dilatador nasal, logo se pensa naquela tirinha parecida com um mini band-aid que se cola no dorso do nariz. Embora o modelo externo seja de fato mais popular, o dilatador interno também existe. Como a função de ambos é exatamente a mesma, as diferenças físicas entre os dois tipos ficam reduzidas ao design criado pelos fabricantes.
Em termos gerais, o interno se caracteriza por ser parcialmente introduzido nas narinas e poder ser reutilizável. Recomendável a partir dos oito anos de idade, se usado corretamente pode durar meses. Quando confeccionado em silicone transparente seu uso fica menos perceptível. Nozovent e Masterdom são marcas de dilatadores internos divulgados no mercado nacional.
DILATADOR NASAL, SONO & CORRIDA
Além de treinar, treinar e treinar, vários outros fatores são importantes para quem quer correr bem. Alimentação e repouso, por exemplo, são fundamentais. Sendo assim, parece lógico que se os dilatadores nasais atuam ajudando a melhorar o sono - e, por conseqüência, o repouso - por tabela estariam também ajudando a correr melhor. Verdade? Mentira? Como em se tratando de dilatadores tudo é controverso, consultamos um catedrático no assunto. Com a palavra o
Dr. Geraldo Nunes Vieira Rizzo (foto), especialista em Neurologia, Neurofisiologia e Medicina do Sono, de Porto Alegre.
"O ronco é um distúrbio respiratório do sono. O roncar eventual, de leve ou moderada intensidade, não-associado a despertares durante o sono ou sonolência durante o dia, costuma chamar-se "Ronco Primário". Indivíduos com esse diagnóstico costumam ter sono normal. Entretanto, quando o roncar é intenso e associado a despertares ou a sonolência durante o dia, pode significar "Apnéia do Sono", onde há significante prejuízo na qualidade do sono com conseqüências negativas sobre a performance durante o dia, seja ela cognitiva (no caso de um estudante) ou física (no caso de um atleta).
Os dilatadores nasais foram introduzidos há cerca de 15 anos, usados por atletas, pessoas que roncam e asmáticos. São bandas adesivas contendo uma tira central que provê uma ação elástica, com possibilidade de reduzir o esforço acumulado da respiração contínua ou diminuir a percepção de esforço ou de exercício.
Estudos com rinomanometria posterior e rinometria acústica revelam que o dilatador nasal aumenta significantemente a área de secção transversal mínima da válvula nasal e diminui a resistência nasal. Embora dilatadores nasais externos e internos apresentassem um entusiasmo inicial, estudos que medem o roncar objetivamente não suportam sua aprovação. Trabalhos recentes mostraram ou nenhum efeito no roncar como um todo ou somente efeito benéfico parcial ou mínimo.
Tendo revisado a literatura que aborda dilatadores nasais, o Comitê de Revisão da Prática Clínica da Academia Americana de Medicina do Sono concluiu que esses dispositivos podem ser úteis para tratar ronco sem apnéia, embora não haja evidência robusta de dados objetivos.
Com relação ao exercício, durante testes de campo envolvendo corrida máxima, estudos mostram que o uso de dilatador nasal externo pode reduzir significantemente o esforço respiratório e melhorar o pico de performance aeróbica. Entretanto, há também vários outros estudos provando exatamente o contrário. O grupo estudado, o método, bem como o propósito de cada um dos estudos determinam esse conflito de resultados.
Na minha experiência clínica recomendo com freqüência o uso de dilatadores nasais para indivíduos que roncam com intensidade leve a moderada, mas sem queixas relacionadas à qualidade do sono. Em virtude disso não posso apresentar depoimento que justifique o uso desses dispositivos para melhorar a qualidade do sono de um atleta e conseqüentemente sua performance durante a atividade aeróbica. Como muitas vezes os dados subjetivos são significantes por parte de usuários e acompanhantes, como o preço do dispositivo não é alto e como não há efeitos colaterais significantes, não vejo impedimento em indicar o uso de dilatadores nasais externos".
DESVIO DE SEPTO
Septo nasal é a estrutura que divide internamente o nariz em duas partes. Formado por ossos na sua seção posterior e por cartilagem na anterior, é revestido pelo mesmo tipo de tecido que forra internamente o nariz, conhecido por mucosa nasal.
Embora normalmente o septo nasal seja reto, ele pode apresentar-se torto, desviado devido a defeitos congênitos ou a lesões sofridas. Em geral o desvio não causa sintomas nem exige tratamento. Contudo, algumas vezes, pode obstruir o nariz, tornando o indivíduo propenso a sinusites. Além disso, pode também causar sangramentos nasais já que o fluxo de ar excessivo do lado desobstruído provoca ressecamento da mucosa. Desvios graves podem ser reparados cirurgicamente por um otorrinolaringologista.
Como raramente o desvio de septo é percebido externamente, muita gente acaba não reconhecendo sua condição e padece com os sintomas. Uma forma simples de verificar a existência do desvio é tampar uma narina e, inspirando pela outra, comparar o esforço feito para inspirar. Se um dos lados apresentar maior dificuldade, e se essa dificuldade for consistente, significa que o septo tem algum nível de desvio. Pesquisas já demonstraram que 27% das pessoas nascem com o problema.
DILATADORES X DESCONGESTIONANTES
Embora aumentem bastante no inverno, entupimentos nasais são ocorrências comuns na vida familiar. Remédios descongestionantes são freqüentemente empregados para aliviar o incômodo. Devido aos efeitos colaterais e ao considerável risco de abuso na aplicação das gotas, uma equipe de especialistas do departamento de Otorrinolaringologia do Hospital Sorlandet, na Noruega, fez um estudo comparativo entre o uso de dilatadores e descongestionantes nasais.
Analisando tanto os entupimentos objetivos como os subjetivos, os efeitos do descongestionante (xylometazolin) e do dilatador (no caso a marca americana Breathe Right) foram comparados em 89 pacientes. A conclusão foi que os dilatadores aumentam tanto a área transversa como o volume da cavidade nasal, fatos comprovados por medições feitas por rinometria acústica. O efeito sobre a seção transversa torna-se nulo quando o dispositivo é colocado a mais de 3,0 cm do início da abertura nasal.
Ainda de acordo com a pesquisa, dilatadores e descongestionantes proporcionam aumentos semelhantes no pico do fluxo inspiratório nasal, fato confirmado pelo depoimento dos próprios pacientes. O trabalho norueguês foi publicado em maio de 2007.

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