Revista Contra-Relógio
// Nutrição //

O coco e o corredor

Edição 217 - OUTUBRO 2011 - ANDRÉIA TORRES

Todo brasileiro conhece esta fruta e o corredor pode aproveitá-la em suas diversas formas, pela sua capacidade de reidratação, de reposição de minerais e de estoques de carboidratos. Mas o coco oferece muito mais. Confira!

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A água do coco, bebida muito apreciada por sua textura, sabor e aroma delicados, fornece potássio, magnésio, fósforo, sódio e cálcio, eletrólitos necessários aos atletas que transpiram bastante. Um copo grande (300 ml) fornece entre 45 e 60 kcal, vindas de carboidratos, nutrientes fundamentais para a recuperação do corredor. A água de coco também melhora a digestão e a função intestinal, fortalece o sistema imunológico, previne infecções bacterianas e virais. Durante o período pré-menstrual, evita o inchaço nas corredoras, em decorrência de suas propriedades levemente diuréticas.


A polpa do coco também pode ser consumida após o treino, sendo que 80 gramas (quantidade equivalente a uma xícara) fornece 284 kcal, grande parte vindas dos lipídios (27g) e carboidratos (12g). Apesar da grande quantidade de lipídios no coco, não se assuste: estudos recentes apontam que estes são utilizados rapidamente, não se estocando sob a forma de gordura.


Se o seu último exame apontou elevação do colesterol ruim (LDL), adote também o coco na forma de óleo. O aumento do LDL é um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, principalmente quando acompanhado de aumento na circunferência abdominal. Porém, estudos publicados este ano, tanto nos EUA quanto no Brasil, evidenciam que a composição lipídica do óleo de coco favorece a queima de gordura em nosso corpo. Isto porque no coco a gordura está na forma de triglicerídeos de cadeia média (TCM), que são facilmente utilizados pelo fígado, dificultando seu estoque. É o contrário do que acontece após o consumo de gorduras saturadas, provenientes de alimentos como laticínios integrais, carnes gordas e manteiga. Além disso, o TCM tem grande efeito sobre a saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos.


O óleo de coco também é eficiente na redução dos triglicerídeos e da lipoproteína plasmática VLDL. A mesma aumenta a inflamação corporal e a disfunção de células do pâncreas, situação que favorece o aparecimento do diabetes. O TCM do coco (ácido láurico) não aumenta LDL e VLDL, pois não é significativamente transportado por estas lipoproteínas, ao contrário de outros tipos de gordura.


A uso recomendado é o do óleo de coco extra-virgem na quantidade de 30 ml por dia, o equivalente a 2 colheres de sopa. A vantagem deste óleo é que pode ser utilizado para preparo dos alimentos, em substituição ao óleo de soja, milho ou girassol (que tal um omelete?), em sucos ou vitaminas para aumentar a densidade calórica da bebida, ou mesmo em substituição à manteiga (é só deixar o vidro na geladeira até atingir a consistência pastosa).


Composição nutricional do coco

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