Revista Contra-Relógio
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Nas avaliações de Floripa, o predomínio de elogios

Edição 289 - OUTUBRO 2017 - ANDRÉ SAVAZONI

MAIOR DE SC. "Gostei e não tive grandes problemas durante a prova quanto à estrutura. O percurso é razoavelmente plano e, apesar das idas e vindas, acredito ser a melhor alternativa para deixar a corrida mais rápida dentro das limitações de Floripa. Porém, o vento frio na volta da Beira-Mar Sul deu uma quebrada no ritmo, exigindo um esforço maior e comprometendo a parte final da maratona.
Destaque para a medalha diferenciada para as distâncias, inclusive das duplas. Foi muito bom participar dessa que foi a maior maratona de Santa Catarina, mas há alguns pontos que precisam ser revistos e ouvi vários comentários a respeito deles, como: melhor separação no percurso entre os atletas das diversas distâncias, mais agilidade na distribuição da hidratação (isotônico em saquinho seria interessante), mais banheiros químicos ao longo do percurso, melhorar vazão na área de dispersão, na chegada."
Eduardo Hanada, de São José (SC)


UMA VEZ SÓ. "Gostamos bastante do evento, desde a entrega dos kits, organizada e rápida. A estrutura da prova também merece elogios. Tinha hidratação no percurso todo e em muitos pontos; em alguns havia isotônico e banana-passa também, além de várias pessoas entregando os copos, o que facilitava para não ter de reduzir muito o ritmo. Na chegada, staffs auxiliavam os corredores que finalizavam com cãibras ou não estavam se sentindo bem, além da entrega de frutas, barras de cereal, água e isotônico.
O ponto desfavorável foi o percurso que, embora tenha partes lindas, os corredores passavam duas vezes pelo pórtico, nos km 14 e 32, o que psicologicamente desfavorece um pouco. Outro detalhe também é a inclinação do asfalto: em praticamente todo o trajeto a pista tinha um desnível lateral que para muitos foi motivo de dor nos pés e pernas durante a prova.
Outro detalhe importante: divulgaram que a maratona era totalmente plana, mas não pareceu assim na prática. Além do vento característico da cidade não ter colaborado muito, mas aí já entra o fator sorte do dia. Por fim, a impressão que ficou para nós foi: uma prova organizada e bonita para fazer uma vez, mas não motivou uma segunda participação."
Fernando e Cláudia Andrade, de Cuiabá

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VENTO SUL. "A 1ª Maratona Internacional de Floripa (pela primeira vez organizada pela AT Sports) foi uma ótima prova. A entrega do kit no sábado foi um pouco demorada por causa do número de corredores e por ser em um espaço pequeno, a loja da Centauro no Beiramar Shopping. Logo, a fila se expandiu pelos corredores do shopping, mas fluiu rapidamente.
No domingo, apesar de um pequeno atraso de 5 minutos na largada, a prova esteve dentro do planejado. A hidratação era correta, praticamente a cada 3 km, em média, com pontos de isotônico, mas alguns contavam com água quente. Para alimentação, só houve um local (que passamos duas vezes) de banana-passa. Havia ainda pontos de atendimento de emergência.
O percurso é um pouco limitado pelo espaço geográfico da ilha: largamos sentido Universidade Federal de Santa Catarina e fizemos 7 km de ida e volta, passando pela largada no km 14 e depois seguindo ao sul da ilha até o km 23, onde havia o retorno e passava na largada novamente aos 32,2 km para os últimos 10 km no mesmo percurso do início da prova. Esse foi um ponto negativo: passamos quatro vezes por alguns lugares. O vento no sul da ilha estava muito forte (dizem ser normal em Floripa) e isso me fez sofrer muito do km 23 ao 30.
Como ponto negativo, houve certa falta de organização nos 10 km finais, pois eram duas faixas da avenida separadas para a prova. Devíamos ir por uma e voltar pela outra, mas só após uns 3 km na faixa errada havia um staff nos informando que deveríamos seguir da maneira inversa. Além disso, quem fez a prova em duplas (revezamento) reclamou da falta de estrutura no ponto de troca, que só contava com dois banheiros químicos e água.
Erros e acertos naturais para uma prova desse tamanho. Acredito que a parte boa se sobrepôs e a maratona tem tudo para se tornar uma das principais do Brasil, principalmente devido ao clima (22ºC de máxima na prova inteira), altimetria (apenas a subida e descida de um viaduto por duas vezes, o resto todo plano) e organização justa. E a medalha foi um show a parte!"
Bruno de Castro e Silva, do Recife


ÁGUA NÃO FRIA. "A prova é em um local ótimo, bem central. O fato da maratona ter retornado é louvável, mas precisa melhorar! Falta criatividade, muito vai e vem, divisão inadequada das pistas, ficou muito apertado para correr. Para a quantidade de pessoas, tinha pouca mesa de água, era muito ruim de pegar a hidratação. Os staffs não estavam preparados para o grande fluxo de pessoas. Não conseguiram colocar a água no gelo, entregaram os copos na temperatura ambiente. Sorte que não estava muito calor..."
Fabiana Besen Santos, de Florianópolis


POUCOS BANHEIROS. "Ótima maratona! A organização surpreendeu desde o começo. fazendo um bom trabalho nas mídias sociais. Eu mesmo mandei algumas perguntas sobre a certificação do percurso e responderam prontamente. Nas semanas pré-prova também fizeram bom aquecimento, com vários posts para empolgar os atletas. Retirada de kit fácil e bem organizada, uns 20 minutos de fila no sábado pela manhã. Largada bem localizada e de fácil acesso. Erraram muito na quantidade de banheiros químicos... Estou acostumado às filas, mas desta vez faltou mesmo.
O percurso foi ótimo. Praticamente todo plano, subida apenas em um viaduto e em um acesso a um túnel. Postos de água bem posicionados a cada 2,5 km mais ou menos! Muito bom. Também havia postos de isotônico. Na chegada, a dispersão foi um pouco confusa, mas não houve maiores problemas porque ainda é um evento pequeno. Enfim, acho que tem tudo para se tornar uma grande maratona."
Paulo Asano, de Osasco


APROVADÍSSIMA. "Foi a minha 43ª maratona e posso dizer que essa vale a pena repetir. Bem organizada. A entrega do kit até sábado à noite, em um shopping próximo ao local da largada, facilitou muito para quem chegou em cima da hora, como eu, em função dos horários dos voos. O percurso é ótimo, quase todo plano, apenas com pequenos desníveis em viadutos, e todo na orla, com uma bela vista das praias da região central de Florianópolis. Passamos na área da chegada no km 14 e depois no 32, prosseguindo por mais 5 km e depois retornando. Embora esse aspecto desanime alguns corredores, porque ao passar pelo local da chegada ainda tem de correr mais 10 km, a mim não desagrada. Pelo contrário, o trecho possui uma bela vista e há a oportunidade de cruzar com outros corredores, incentivando e recebendo incentivo. O clima ajudou, não tendo saído sol forte. Hidratação em todo o percurso também correta. Enfim, corrida aprovadíssima."
Alberto Bogliolo, de Belo Horizonte


PESSOAL ATENCIOSO. "Gostei da organização em Floripa. Pré-prova muito bom, com atendimento excelente, sempre respondendo qualquer dúvida. É o básico, mas por aqui é raro organizador ser atencioso. A prova em si foi toda certinha, pessoal atento a vários detalhes. Hidratação a cada 2,5 km. Únicos pontos negativos foram: o percurso com muito vai e volta e o vento, mas isso já era esperado; além disso, a época escolhida para a prova (final de agosto) tende a ser um pouco mais quente."
Claiton Lenz, de Lajeado


REVEZAMENTO. "Como pontos positivos, largada cedo (6h45); para se posicionar na largada também achei supertranquilo e rápido; a beleza da prova dispensa comentário, além de ser plana. Agora, entre os negativos, muitas idas e vindas. Uma reta de 7 km na largada, então, meia volta para retornar pelo mesmo lugar até passar pelo pórtico no km 14. Para quem fez a maratona, teve de repetir esses 14 km no final também (psicologicamente um desastre). Cruzar no km 28 na frente do pórtico já sabendo que iria enfrentar esses 14 km de novo!
Sobre o revezamento, nunca havia participado de uma prova com dois chips para a dupla (cada um com o seu). Normalmente, há apenas um chip que é repassado para os demais integrantes durante os momentos de troca. Portanto, achei que poderia dar algum problema de cronometragem no resultado final da prova, o que não ocorreu com a gente. Sobre o posto de troca do revezamento, achei bem organizado e tranquilo, mas quando passei tinha pouca gente, depois, com maior volume, não sei se continuou sendo 100%. Como cada um tinha o seu chip, a única troca era entregar uma pulseira meramente simbólica.
A organização pecou na entrega das medalhas do revezamento. O correto seria entregar as duas para o participante que concluísse a prova, mas não ocorreu. Assim, quem fez o primeiro trecho tinha de se identificar na chegada para também receber a medalha. Poderiam ter evitado facilmente esse transtorno. Kit legal e organização no geral muito boa. Sobre a premiação, o horário foi avisado com antecedência e não teve atrasos."
Guilherme Stapenhorst, de Porto Alegre

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