Revista Contra-Relógio
// Brasileiros lá fora //

Meia-Maratona de Buenos Aires

Edição 277 - OUTUBRO 2016 - ANDRÉ SAVAZONI

Prova argentina chega a 19.137 concluintes, com 1.084 brasileiros, e se consolida como a maior da América do Sul.

A Meia-Maratona de Buenos Aires, disputada no dia 4 de setembro, se firmou como a maior da América do Sul, tendo um leve crescimento neste ano. De acordo com os resultados divulgados no site oficial, foram 19.137 concluintes, sendo 1.084 brasileiros. Como comparação, na edição de 2015, haviam sido 19.051 corredores e 1.476 brasileiros. Os vencedores foram os argentinos Diego Elizondo (1:04:39) e Florencia Borelli (1:14:19).
Por sinal, houve uma queda na participação dos estrangeiros na edição deste ano, talvez sendo um reflexo da variação cambial e da crise econômica mundial. Por outro lado, foi registrado um crescimento da participação dos argentinos. Se a análise dos concluintes dos 21 km fosse feita somente pelos corredores da Argentina, mesmo assim a prova ainda seria a maior da América do Sul, pois foram 17.411 concluintes do país, ou seja, 91% do total. Além dos brasileiros, destacaram-se na legião estrangeira os chilenos (160), os uruguaios (70), os paraguaios (46), os colombianos (44) e os norte-americanos (31).
Com exceção da largada, ainda tumultuada e sem separação (apesar da distribuição de pulseiras na entrega do kit, com uma divisão entre os corredores com base no ritmo, não há qualquer fiscalização ou respeito a isso), a meia portenha tem um dos melhores percursos do mundo. Avenidas largas, praticamente plana (uma pequena subida por volta do km 7,5 apenas), boa hidratação e o clima geralmente bem frio, como o registrado neste ano.
O percurso também é agradável em termos de visual, passando por alguns dos pontos turísticos emblemáticos da capital argentina, como os bosques de Palermo, Teatro Colón, Avenida de Mayo, Casa Rosada, Plaza de Mayo e Obelisco. Apenas a largada, em Belgrano, próximo do estádio do River Plate, acaba sendo mais afastada da região de concentração de hotéis turísticos e exige uma organização prévia no transporte, principalmente para quem se hospeda no centro ou na Recoleta - de Palermo é possível ir trotando.

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LARGADA CONFUSA, MAS ÓTIMA PROVA. Assinante de Cuiabá, Dalton Ferreira foi um dos 1.084 brasileiros a completar os 21 km. "A prova tem a entrega de kits em um espaço interessante, porém longe da região central. A feira disponibiliza alguns materiais esportivos, mas pelo que vi, os preço são iguais aos do Brasil. Para ir à largada, a 10 km do centro, é necessário pegar táxi e o trânsito fica bem complicado para chegar. A organização disponibiliza baias por tempo, porém as pessoas não respeitam. Pelo grande número de corredores, fica difícil imprimir um ritmo mais forte nos quilômetros iniciais", afirmou Dalton.
"Assim como na maioria das provas aqui na América Latina, eles utilizam chips não descartáveis e a distribuição de água é em garrafas (pequenas) em Buenos Aires. Há pontos de isotônico e de laranjas e bananas (cortadas pela metade), o que a meu ver não adianta nada e só serve para sujar a pista, com possibilidade de acidentes", completou o assinante.
Muitos dos brasileiros que vão à Buenos Aires, além da união da corrida com o turismo, optam por estrear nos 21 km na prova argentina. Foi o caso de Pauliane Araújo Claro, de São Paulo, que completou o percurso em 2h03. "Escolhi a prova certa para meus primeiros 21 km. Foi tudo como imaginei e como as pessoas me falaram. Por ser minha primeira prova e fora do Brasil, achei tudo muito organizado. Fui retirar o kit na sexta à tarde, e não peguei fila alguma; era possível escolher o tamanho e a cor da camiseta na hora e tinha como personalizá-la", afirmou Pauliane.
De acordo com a corredora, um ponto interessante é que a maioria dos participantes usa a camiseta oficial da meia-maratona, o que deixa um colorido por todo o percurso. "Estava muito frio no dia da corrida, uma sensação térmica de uns 5 graus (apesar da temperatura média de 9°C), mas isso não atrapalhou, até porque prefiro correr no frio. Fiquei pouco tempo no pós-prova, mas deu para curtir o ambiente. Entrega da medalha sem qualquer tumulto, além de frutas e hidratação também na chegada. Curti muito a prova, recomendo e pretendo voltar", completou Pauliane.
Confira os resultados completos e mais informações no site oficial - www.maratondebuenosaires.org. A expectativa fica agora para a Maratona de Buenos Aires, também a maior da América do Sul, marcada para o dia 9 deste mês. (Veja a seção DICAS & MACETES para quem vai lá estar, assim como para os que vão correr em Chicago, no mesmo dia)

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