Revista Contra-Relógio
// Brasileiros lá fora //

Maratona e Meia de Montevidéu

Edição 285 - JUNHO 2017 - ANDRÉ SAVAZONI

Para resultados rápidos e por custo baixo, em um país que acolhe com muita simpatia os brasileiros.

O Uruguai, principalmente a capital Montevidéu, é uma das cidades da América do Sul que melhor recebe os turistas atualmente. Esse é um ponto de partida bem interessante para a Maratona e Meia de Montevidéu, que teve a quarta edição disputada no dia 23 de abril. A proximidade do Brasil (com voos curtos e até a possibilidade de ir de carro para quem mora no Rio Grande do Sul, por exemplo), a ausência de fuso horário, o percurso plano (apenas com a possibilidade de vento, o que não ocorreu neste ano) e a boa relação de custo-benefício, incluindo hospedagem e gastronomia, completam os atrativos.
Foi isso que vivenciou o assinante da Carlos Eduardo Bicca Marques, de Brasília, que fez os 21 km. "Inicialmente, é importante registrar que se trata de uma cidade fantástica e os uruguaios muito simpáticos e atenciosos com os turistas. Uma capital que proporciona, acima de tudo, qualidade de vida aos moradores e uma absoluta segurança para a população e turistas. Limpa e com interessante riqueza cultural. O ponto alto, sem dúvida, está na gastronomia, à base de carnes nobres a preços compatíveis com a qualidade oferecida, nada exorbitante para a realidade brasileira", disse o assinante.
Bicca esteve em Montevidéu para usar a prova como preparação para a Maratona de Porto Alegre, marcada para o dia 11 deste mês, quanto tentaria obter o índice para Boston 2018 - ele tem 40 segundos de "sobra" no índice, mas sabe que precisa melhorar devido ao corte que vem ocorrendo nos últimos anos.
"Inscrição fácil, com pagamento por meio de cartão de crédito ou Pay Pal. A organização esteve exemplar, hidratação adequada com água e isotônico, além de ponto com frutas na segunda metade. Percurso plano, com exceção apenas dos 2 km iniciais e dos 2 km finais. A largada, às 7 horas, ocorreu em uma importante avenida do Centro e descemos até a orla, onde corremos pelas ‘ramblas' por 17 km totalmente planos. A chegada ocorre no mesmo local da largada, o que exigiu uma programação para preservar um fôlego extra para o sprint final, em leve subida", analisou o assinante.
"Bom público incentivando os corredores, mas, claro, nada comparado ao que vemos nas grandes maratonas internacionais. Um pós-prova tranquilo, com boa dispersão e atenção aos corredores. A única ressalva que faço relaciona-se à entrega do kit aos estrangeiros, que exige mais tecnologia. Porém, nada que comprometesse o evento", completou.
Para quem pretende correr em Montevidéu, Bicca passa uma importante dica. "Na medida do possível, hospedar-se em Punta Carretas ou Pocitos, com boa disponibilidade de hotéis e localização excepcional."

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CAÇADOR DE MARATONAS. Quem também esteve em Montevidéu, mas para os 42 km, foi o assinante paulistano José Eduardo Motta Garcia, que tem viajado o mundo "caçando" maratonas. "Essa foi a quarta edição da prova, ou seja, está começando agora. Uma viagem tranquila, duas horas de avião, com rota direta de São Paulo. Me hospedei no centro, ficando a cerca de 1 km de distância da largada, podendo ir e voltar a pé. Trata-se de uma maratona ainda pequena. Por exemplo, nem dá para dizer que tem uma feira, apenas uma retirada de kit na prefeitura. A inscrição custou 30 dólares, fiz de última hora, ou seja, dá para decidir bem perto da data. O site ainda deixa a desejar, incompleto, sem a informação do regulamento por exemplo. A página do Facebook é que acaba passando mais informações. O patrocínio esportivo é da Adidas e o kit vem com uma camisa, legal, mas apenas isso", analisou José Eduardo.
Em relação à altimetria, ele reforçou a explicação de Bicca, lembrando que quase não há alteração nos 42 km, apenas os 2 km iniciais e os dois finais, como na meia-maratona. "Sendo que 38 km da maratona são percorridos na rambla, a avenida da praia, o que acaba deixando-a um pouco monótona, sem explorar as belezas de Montevidéu. Fez frio neste ano, com sensação de 8 graus na largada, o que ajuda bastante para correr. Partimos no escuro, com o amanhecer nos primeiros quilômetros. Neste ano, corremos sem o tradicional vento, apenas com uma leve brisa. Nem esperava fazer sub 3h, mas acabei conseguindo o recorde pessoal com 2h57, o que comprova ser realmente uma prova rápida", completou José Eduardo.


PROVA OFICIAL. A maratona conta com certificações internacionais, da AIMS e da IAAF, além da Federação Uruguaia de Atletismo (como pode ser conferido no site, incluindo o percurso completo e a altimetria), ou seja, vale como classificação para a Maratona de Boston, por exemplo.
A prova ainda tem tempos altos de conclusão, sem atletas de elite; dobradinha dos uruguaios Julio Saroba (2:31:05) e Richard Sosa Fernandez (2:34:31), e o brasileiro Edivaldo Bueno do Prado, que já foi personagem aqui da Contra-Relógio, chegando na terceira posição, com 2:36:02. No feminino, o pódio teve Nelly Portillo (3:01:04), Soledad Morlio (3:03:39) e Leticia Ines Moroso (3:19:09). No total, foram 779 concluintes nos 42 km e 1.952 nos 21 km.
A edição de 2018 está marcada para o dia 22 de abril. Mais informações em www.maratonmontevideo.com.uy.


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