Revista Contra-Relógio
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Maratona de Curitiba inova e melhora

Edição 279 - DEZEMBRO 2016 - ANDRÉ SAVAZONI

Com 1.834 concluintes nos 42 km, prova paranaense tem boa organização e potencial de crescimento com a união entre corredores, treinadores e assessorias da cidade.

A Maratona de Curitiba é uma das mais tradicionais (e difíceis) do Brasil. Sempre atraiu corredores de diversas regiões do país, pela premiação em dinheiro nas faixas etárias e mesmo depois, ao não mais oferecer. A edição realizada no dia 20 de novembro pode ser um marco para que ela volte a crescer. Isto porque aconteceu uma união entre organizadores, corredores, treinadores e assessorias para que o evento se torne uma festa aguardada no calendário estadual e nacional.
Além dos 42 km, houve disputas de revezamento em duplas (2x21 km), 10 km e 5 km, mas com largadas separadas por horários, o que garantiu um fluxo inicial sem congestionamentos. O percurso, aferido com selo bronze da CBAt, se manteve no tradicional, com subidas e descidas constantes, o que exige muito da musculatura.
A empresa Thomé & Santos Eventos Esportivos assumiu a partir deste ano a organização da prova, que faz parte do calendário oficial da Prefeitura de Curitiba. Houve facilidade de inscrição online, além de todas as informações necessárias no site. Foram três dias de entrega de kits na Loja Procorrer e tudo fluiu com tranquilidade.
No dia do evento, horários respeitados (desde a largada até as premiações), além da rápida e eficiente divulgação dos resultados na arena e também na internet. Havia tapetes de controle de passagem nos retornos onde era possível cortar caminho, além de pessoal do staff anotando os números de peito para uma garantia manual. Na questão da hidratação, apesar de bem dividida pelos quilômetros, havia em média apenas uma mesa com água e gelo.

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APOIO NO PERCURSO - Mas o que realmente tornou a prova diferente, principalmente na comparação com as outras maratonas brasileiras, foi o projeto de apoio e incentivo montado ao longo de todo o percurso, porém, mais em evidência a partir da segunda metade, quando é mais importante.
A organização colocou bandas de música e, a partir dos 21 km finais, os grupos de corredores, assessorias e treinadores se dividiram a cada 500 metros, em média, para distribuir água, isotônico, Coca-Cola, paçoca, balas de goma, frutas, entre outros itens, além de palavras de incentivo, aplausos, apitos, cartazes, ou seja, os corredores foram estimulados o tempo todo.
O projeto foi uma parceria entre a Thomé & Santos, a Associação de Técnicos de Corrida de Curitiba (ATCC) e o corredor Glacymar Rodrigues, que criou o movimento "Vem pra Rua na Maratona de Curitiba", inclusive com uma página no Facebook. A ideia é ampliá-lo a partir de 2017 e o grupo irá buscar o apoio da Secretaria de Esportes.
Mesmo assim, ainda há quem não concorde com uma maratona na cidade e, em diversos cruzamentos, eram muitos os motoristas xingando e buzinando contra o fechamento das vias, mesmo com o pessoal do staff e guardas liberando o fluxo, quando os corredores deixavam um vazio.
Em termos de clima, no sábado estava frio e nublado, mas no domingo céu azul, sol e temperatura em elevação. Complicou para quem terminou com mais de 4h de prova (a largada foi às 7h15), ou seja, a maioria. Nos 42 km foram 1.834 concluintes (1.487 homens e 347 mulheres), contra 1.825 no ano passado.
No masculino, a disputa foi grande até o final, com vitória de Marcos Antônio Pereira (2:23:52) e segunda colocação de João Marcos da Fonseca (2:23:53). Como comparação das dificuldades de Curitiba, apenas 51 corredores foram sub 3h. Entre as mulheres, vitória da queniana Tecla Chebet (2:49:28) e segundo lugar da veterana brasileira Dione D'Agostini Chillemi (2:56:48), sendo as únicas no feminino a completar o percurso em menos de 3h.
Mais informações e resultados completos em www.thomeesantos.com.br.

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