Revista Contra-Relógio
// Brasileiros lá fora //

Los Angeles Marathon

Edição 283 - ABRIL 2017 - ANDRÉ SAVAZONI

Percurso passa por pontos famosos, relacionados ou não ao cinema, mas é cheio de sobe e desce.

Los Angeles é conhecida mundialmente por ser a casa do cinema, com os famosos estúdios e produções de Hollywood, além da premiação do Oscar. Mundialmente, não há como falar da sétima arte sem citar a cidade. No campo esportivo, foi onde Magic Johnson brilhou com a camisa dos Lakers, na NBA (a liga profissional norte-americana de basquete), sem falar dos Clippers (também do basquete), dos Kings (hóquei), dos Dodgers (beisebol) e do Galaxy (futebol). Toda essa magia do cinema e a paixão esportiva estão muito bem representadas pela Maratona de Los Angeles, iniciada em 1984, que cresce anualmente e teve mais uma edição no dia 19 de março.
Muito gente prioriza a participação nas Majors, mas já citamos inúmeras vezes aqui na Contra-Relógio que é interessante abrir o olhar para outras provas tão boas quanto (inclusive é o motivo da série especial que temos apresentado mensalmente desde setembro do ano passado).
E Los Angeles é um belo exemplo. A começar pelo site, extremamente completo, de fácil navegação e com todas as informações. Assim, é possível fazer a inscrição, escolher a hospedagem em um dos inúmeros hotéis oficiais da maratona (com vantagens como transporte para a largada e da chegada para o hotel, além de late check-out no domingo, entre outras). No dia da prova, o APP funciona perfeitamente, podendo acompanhar os corredores on-line de onde estiver no mundo.
A feira de entrega dos kits ocorre por dois dias, na sexta e sábado, mas ainda é tímida. O grande destaque é o estande da Skechers, fornecedora de material esportivo e principal patrocinadora do evento. Os produtos oficiais (tênis e roupas) se destacaram pela diversidade e toda a coleção estava com descontos de 30%.
Na maratona tudo funcionou com perfeição. A largada é separada por baias (ao se inscrever, existe um campo para colocar o tempo previsto). No dia da maratona, locais de controle rígidos (com apenas uma entrada estreita e fiscais) completam o trabalho.
Há postos de hidratação a cada milha com água e isotônico (em copos abertos, mas essa é a tradição em provas no exterior), nos dois lados da rua e com inúmeras mesas, além de dois de gel de carboidrato. Na cronometragem, relógios a cada milha e informações de km de 5 em 5 (com tapetes de controle das passagens dos participantes).
Nos quilômetros finais, placas informando que "bandits" (pipocas) não eram aceitos e fiscais em um ponto, próximo ao km 42, retiravam quem insistiu em não sair, apesar dos avisos. O clima, com vento frio o tempo todo e a maior parte nublado, ajudou bastante os corredores (largada com 13,5 graus e chegada com 17).

Publicidade


BELEZA DO TRAJETO - O grande atrativo da Maratona de Los Angeles é a beleza do percurso. Mas há inúmeras subidas e descidas (longas e curtas) pelos 42 km, então, o treinamento precisa levar em conta isso. O slogan da prova é "Stadium to the Sea", que inclusive está escrito na medalha. Isso porque a largada ocorre no estádio dos Dodgers e a chegada é quase no píer de Santa Mônica, na beira do Oceano Pacífico, ou seja, trata-se de um trajeto ponto a ponto.
Nesse caminho do estádio ao mar está a "cereja do bolo", pois pontos turísticos não faltam. Os corredores passam por Chinatown (o bairro chinês), City Hall (primeiro prédio com sistema antiterremotos do mundo, em 1928), Disney Concert Hall, Hollywood Bulevar (incluindo a calçada da fama, o teatro chinês, a famosa placa de Hollywood nas colinas e o Hollywood Pantages, o primeiro teatro de cinema, que abrigou a entrega do Oscar de 1949 a 1959), Sunset Bulevart (indústria da música com prédios históricos), Beverly Hills, Rodeo Drive e termina em Santa Mônica, perto do famoso píer com sua roda-gigante.
A maior parte (com exceção do início, na região do estádio) tem avenidas largas e bastante espaço. A presença de público ainda é pequena, mas aqui, uma explicação: Los Angeles é a "cidade do carro", com longas distâncias. A organização compensa com muitos pontos de animação (mais de 500 cheerleaders, bandas de rock, DJs e grupos musicais).


ESTATÍSTICA - Em termos de números, a prova teve pouco mais de 20 mil inscritos, com representantes dos 50 estados norte-americanos e de 63 países. Desses, 19.482 largaram e 19.223 concluíram os 42 km (na véspera, sábado, há uma prova de 5 km). A dificuldade do percurso fica evidente nos tempos altos dos primeiros colocados em comparação a outras provas mundiais do mesmo nível. O que não muda é o domínio queniano. Os vencedores foram Elisha Barno (2:11:52) e Hellen Jepkurgat (2:34:23).
Uma curiosidade é que a prova contou com a presença de fiscais do Guinness Book e oito recordes mundiais foram quebrados, por exemplo, como os da maratona mais rápida corrida por uma pessoa vestida como jogador de tênis e outro com roupa de flamingo! Os resultados completos podem ser obtidos no site oficial, o www.lamarathon.com.


O editor André Savazoni participou da prova a convite da Skechers, completando em 2:54:05.

Deixe o seu comentário


Publicidade

















11 3031.8664
Rua Hermes Fontes, 67
São Paulo - SP





© 1993 - 2014
Todos os direitos reservados