Revista Contra-Relógio
// Desafio //

Hora dos 42 km

Edição 271 - ABRIL 2016 - ANDRÉ SAVAZONI

Maratona de São Paulo, no dia 24 de abril, é a atração para parte dos desafiantes chegar ao objetivo do semestre e provar que o corpo não nasceu para ficar parado.

O Desafio Olympikus-CR 42 km entra definitivamente na reta final. Teremos, agora no mês de abril, a 22ª edição da Maratona de São Paulo, no dia 24, quando parte dos corredores estará nas ruas paulistanas para cumprir o objetivo do semestre, seja de estrear na distância ou correr dentro dos tempos determinados em cada faixa etária. É um aquecimento para o grande encerramento, na Maratona do Rio de Janeiro, em 29 de maio.
Como uma forma de ajudar os desafiantes que optaram por correr em São Paulo, o treinador Daniel Neves, diretor da DPN Run (www.dpnrun.com.br), analisou o percurso da maratona paulistana, mostrando os pontos mais complicados e os favoráveis.
"Com largada do pelotão geral às 7h30, vamos torcer por uma boa temperatura. O ideal é que esteja entre 12 e 18 graus para os atletas obterem seus melhores rendimentos, sem o desgaste com um possível calor na prova. Uma pessoa que corre a 6 minutos por km, por exemplo, terminará a maratona em 4h12, portanto, será quase meio-dia.
Como o ponto de largada em frente ao Obelisco do Parque do Ibirapuera é muito bonito, aproveite o momento para curtir as paisagens dessa região, os monumentos, o parque e as áreas verdes, pois logo terá o Túnel Tribunal de Justiça pela frente. Na saída do túnel uma leve subida (km 4), pegando a Avenida Juscelino Kubitschek com seus prédios altos e bares nas esquinas. Logo estará ao lado do Parque do Povo, pequeno, porém muito charmoso em meio ao bairro do Itaim, uma região de muitos prédio e empresas (km 6), pegando uma leve subida na alça da Ponte Cidade Jardim, e seguindo em direção ao Jockey Club, uma avenida larga e plana, onde você pode encaixar um bom ritmo, já estando bem aquecido (km 8).
Logo à frente teremos um pequeno túnel de passagem (tome cuidado com vários buracos na via), indo em direção à Ponte Cidade Universitária, na Rua Alvarenga, e, depois, a Avenida Pedroso de Moraes e suas travessas. Na minha opinião, essa é a parte mais bonita da Maratona de São Paulo. Serão nove quilômetros de ruas arborizadas, com sombra e planas, ideais para aumentar um pouco o ritmo ou mantê-lo. Passará em frente ao Parque Villa-Lobos, uma ótima área de lazer de São Paulo e que fica muito cheio aos fins de semana.
Voltando à Ponte Cidade Universitária, entraremos na USP, um percurso legal também, porém muito vazio, alcançando a marca da meia-maratona e depois a Avenida Politécnica, um dos piores trechos da prova, onde são finalizadas as 15 milhas (24,1 km). Quase nada de sombra e ainda uma subida leve, mais longa nesse trecho. Não deixe que a chegada das outra prova atrapalhe sua concentração. Mantenha foco e entre novamente na USP (km 28). Então, terá mais alguns bons quilômetros até sair da cidade universitária. Percurso plano, com alguns vaivéns. Tome cuidado nas curvas fechadas dessa parte do percurso. Fazendo elas mais abertas, você até não perderá o ritmo, mas poderá correr alguns metros a mais.
Na saída da USP, a sensação é de que deixamos um peso para trás, pois já estaremos no km 33. Voltando em direção ao Jockey Club, haverá um túnel longo, com subida na saída, então, retornando à Avenida Juscelino Kubitschek (km 38), novamente o Túnel Tribunal da Justiça com aclive no final e, partindo para o esforço decisivo na Avenida República do Líbano, ir beirando o Parque do Ibirapuera (km 41). No trecho final dela já avistará a chegada. Então, a partir daí, é só administrar e cruzar a linha de chegada."
De acordo com Daniel, entre os pontos positivos de São Paulo está a possibilidade de os paulistanos correrem em casa e a estrutura da maratona ter melhorado a cada ano, com hidratação a cada 2,5/3 km. "Por outro lado, muitas distâncias em um mesma evento podem atrapalhar os corredores e certo congestionamento haverá, até os participantes da corrida de 8 km se separarem. Outro ponto é que, em vários trechos, as ruas (como é comum em nossas maratonas e provas em geral) são totalmente vazias de público. Assim, se possível, chame seus amigos e sua família para irem lá incentivar", afirma o treinador.

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MÊS DECISIVO - Para a maioria dos desafiantes, que têm como foco a Maratona do Rio de Janeiro, a maior do Brasil na atualidade, no dia 29 de maio, o mês de abril é um dos mais importantes, com as quilometragens semanais mais altas e um volume grande de treinamento. É o que está ocorrendo com a personagem do Desafio Olympikus-CR 42 km, Laís Tenenbaum de Oliveira, de 24 anos, que irá estrear na prova carioca. Neste mês, ela fará os longos de 32 a 34 km sob a supervisão do treinador Leonardo Schwab, da assessoria ML Mix Run, na adaptação do corpo para o grande dia da maratona.
Nessa reta final, aproveite para divulgar a preparação nas redes sociais. Compartilhe os treinos/fotos e comentários com hashtag #desafioOlympikusCR42km, além de curtir/seguir as páginas da Contra-Relógio e da Olympikus tanto no Facebook quanto no Instagram.



Camisas prontas
As camisas do Desafio, confeccionadas pela Olympikus, estão prontas e começam a ser distribuídas pela empresa, agora no mês de abril. Para quem já atingiu o objetivo, basta enviar os dados completos (nome, endereço completo com CEP e cidade, tamanho da camisa no P, M ou G, além do tempo obtido e a prova) para o e-mail desafio@contrarelogio.com.br. As informações, então, serão enviadas pela Contra-Relógio para a Olympikus, que fará a remessa do merecido e suado prêmio, uma vez que seu corpo não nasceu para ficar parado.

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