Revista Contra-Relógio
// Especial //

Correndo pelo Oriente Médio

Edição 290 - NOVEMBRO 2017 - ANDRÉ SAVAZONI

Passeie por 12 provas em 7 países: Israel, Líbano, Kwait, Emirados Árabes Unidos (Dubai e Ras Al Khaimah), Jordânia e Turquia, incluindo asfalto, deserto, litoral, tradição, conflitos, cultura e religião.

O Oriente Médio, com população aproximada de 250 milhões de habitantes, engloba a porção oeste do Continente Asiático e 15 países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria e Turquia. Trata-se de uma das áreas mais conflituosas do mundo, há séculos.
Atrai os olhos internacionais por dois motivos: a instabilidade política e a imensa riqueza de petróleo. Além disso, a própria história contribui para os problemas, com a origem dos conflitos entre árabes, israelenses e palestinos; e também a posição geográfica, no contato entre três continentes, assim como as condições naturais, pois a maior parte dos países ali localizados é dependente de água de vizinhos.
E, para complicar um pouco mais está o fato de ser o berço das três maiores religiões monoteístas do mundo: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo (ou islã), que predomina na maioria dos países do Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, o esporte é muito praticado e a corrida de rua tem sido utilizada nessa tentativa de reconstrução da região e na valorização do turismo, que vem crescendo anualmente.
Dessa forma, nesta série de passeio pelo mundo por maratonas e meias, separamos 12 provas por 7 países. A relação inclui provas no asfalto, no deserto e no litoral, mesclando modernidade, história, tradição, cultura e religião. As de novembro e dezembro são citadas com datas prováveis de 2018.

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5 de janeiro
Tiberias Marathon
Israel
42 km e 21 km
http://www.tiberiasmarathon.com/en/
Tiberias é uma das quatro cidades sagradas do judaísmo e uma região popular para os cristãos que visitam locais sagrados ao redor do Mar da Galileia. Uma estância turística de Israel que mescla a arquitetura dos anos 1970, praias sagradas, fontes termais e toda a veneração religiosa.
A maratona é conhecida por ser a corrida no ponto mais inferior da Terra, cerca de 200 metros abaixo do nível do mar, às margens do Mar da Galileia, ao norte de Israel. No percurso, os participantes contemplam as belas paisagens e ruas históricas antes de se dirigir ao sul da cidade, onde fica o famoso Rio Jordão. Tanto os 42 km quanto os 21 km largam às 7h30 (há ainda uma prova participativa de 10 km com início às 7h55). O tempo limite de conclusão da maratona é de 6 horas.


26 de janeiro
Dubai Marathon
Emirados Árabes Unidos
42 km
http://www.dubaimarathon.org/
A Maratona de Dubai conta com selo ouro da IAAF e terá a 19ª edição em 2018. Conhecida por pagar prêmios milionários aos vencedores, tem sido marcada também por ótimos tempos de etíopes, tanto no masculino quanto no feminino.
A largada e a chegada ocorrem no famoso complexo hoteleiro Madinat Jumeirah, com hotéis luxuosos que recriam o ambiente da antiga Arábia. No mesmo local é montada a Vila da Maratona, com a entrega dos kits e uma série de atrativos aos participantes e acompanhantes. O trajeto cruza com a Torre das Arábias (Burj Al Arab), a Mesquita de Jumeirah, centro cultural e religioso de Dubai, e a Palmeira Jumeirah, a famosa ilha artificial em formato de palmeira.
Além disso, totalmente plano e basicamente formado por duas longas retas, é propício tanto para estreantes quanto para quem pretende buscar um recorde pessoal. A largada ocorre às 6h30. Há também mais duas distâncias: 10 km e 4 km.
Mais moderna do que tradicional em relação aos outros territórios dos Emirados Árabes Unidos, Dubai combina um grande centro de negócios, lojas de luxo e muitas atrações. A arquitetura é formada por inúmeros arranha-céus. Entre os que mais atraem a atenção estão o Burj Khalifa, considerado o mais alto do mundo (com o mirante no 124º andar), e o Burj Al Arab, com a forma de uma vela.
O clima no início do ano é muito agradável, com temperaturas ao redor de 15°C durante a noite, subindo até os 27°C. O abastecimento também é ótimo, abundante e fácil de memorizar: água em garrafas a cada 2,5 km desde o km 5 até o km 40, além de isotônico, esponjas, assistência médica e banheiros a cada 5 km em média.
A participação dos atletas de elite é sempre um espetáculo à parte, certamente atraídos pelas polpudas bolsas e pela premiação em dinheiro.
Uma dica importante: é necessário visto para ir a Dubai. O site oficial é bem completo, de fácil navegação e com todas as informações, além da opção de hotéis.


9 de fevereiro
RAK Half Marathon
Emirados Árabes Unidos
21 km
http://www.rakmarathon.org/


Estatisticamente, trata-se da meia-maratona mais rápida do mundo, como os organizadores gostam de destacar no site oficial. Essa fama (e a alta premiação) atraem anualmente alguns dos principais nomes da elite mundial, o que também contribui para tempos baixos e inferiores a uma hora no masculino.
Ras Al Khaimah faz parte dos sete emirados árabes unidos. Está situado entre as montanhas Hajjar a leste e o Golfo Arábico a oeste e compartilha fronteiras montanhosas com o Sultanato de Omã. São 40 quilômetros de litoral.
A meia-maratona é totalmente plana. Além de contar com a aferição de um medidor do maior nível da IAAF e AIMS, ele acompanha a prova no carro-madrinha para garantir que o percurso seja seguido nos mínimos detalhes (devido à possibilidade real todos os anos da quebra de recordes).
Na edição deste ano, os quatro primeiros colocados fizeram abaixo de 1 hora no masculino, mas a grande atração ficou mesmo entre as mulheres. Peres Jepchirchir bateu o recorde mundial da meia-maratona com 1:05:06. Porém, dois meses depois, em abril, na Meia de Praga, na República Checa, a também queniana Joyciline Jepkosgei quebrou a marca ao fazer 1:04:52.
O ponto de largada e chegada é o mesmo, o Al Qawasim Corniche, ao lado da Mesquita Sheikh Zayed.


23 de fevereiro
Tel Aviv Marathon
Israel
42 km e 21 km
http://www.tlvmarathon.co.il


A relação de provas pelo Oriente Médio volta para Israel, mais precisamente para Tel Aviv, uma cidade que mistura cultura, negócios e entretenimento. O evento conta com patrocínio da Samsung e da Adidas, destacando-se pela excelente organização, com opções também de 10 km, 5 km e uma prova kids. Basicamente, o trajeto é todo na beira do Mediterrâneo, além de passar pelas principais ruas da cidade, um patrimônio da Unesco. Assim, além do litoral, os corredores percorrerão por Jaffa, a cidade velha de Tel Aviv e uma das mais antigas do mundo. O evento, o maior de Israel, reúne cerca de 40 mil participantes anualmente.
Entre 1948 e 1950, Tel Aviv foi capital de Israel, mas, por razões políticas, Jerusalém assumiu o posto desde então. No entanto, ainda concentra o maior número de embaixadas e consulados e é a capital cultural, industrial e comercial do país.
Bem mais liberal, moderna e cosmopolita, Tel Aviv se livrou do peso da tradição e da história do povo judaico. Não há ruínas nem monumentos religiosos e, por isso, a cidade está mais plugada na diversão e em atrações como museus, teatros e parques bem arborizados.
A prova é disputada em um período de temperatura amena, entre 10 e 17°C, porém, em 2013, devido a uma forte onda de calor, o evento teve de ser cancelado e, em 2015, foi suspenso depois da conclusão dos atletas de elite, também por causa da alta temperatura e do colapso de dois corredores. O evento é uma grande festa, com bastante gente nas ruas (incluindo centenas de crianças distribuindo água e frutas) e palcos de música eletrônica e de bandas locais.


9 de março
Jerusalém Marathon
Israel
42 km e 21 km
https://jerusalem-marathon.com


Trata-se de um dos principais eventos esportivos de Israel, com 30 mil participantes, a maioria atraída pela história de 3 mil anos de Jerusalém. A maratona (com opção também de 21 km e 10 km) combina desafio físico (altimetria marcada por várias subidas e descidas) com paisagens exóticas, ar fresco das montanhas, cultura única e áreas de patrimônio.
Apesar de estar localizada em uma região desértica, o fato de a prova ser realizada em março, período de inverno no Hemisfério Norte, torna as condições climáticas bem favoráveis. Jerusalém pode ser divida entre a Cidade Velha e o entorno urbano surgido durante o século 19 e notadamente no 20, ao ser criado o Estado de Israel, em 1948.
A Cidade Velha é toda murada, em construção do século 16, separada em quatro bairros, cujas comunidades convivem harmoniosamente: judeus, muçulmanos, cristãos e armênios. Os últimos dias de Jesus Cristo aconteceram por suas vielas.
Os percursos apresentam vários aclives e declives, mas como a saída e a chegada são no mesmo lugar, o que se sobe, se desce. De qualquer forma, não são efetivamente provas para recordes pessoais, valendo muito mais pelo aspecto turístico, sem dúvida compensador, principalmente para os mais religiosos. Como não poderia deixar de ser, uma pequena parte do trajeto das corridas é dentro da Cidade Velha, mas o piso não oferece problemas, como se poderia imaginar. O abastecimento no percurso é eficiente.
Além da Cidade Velha e suas inúmeras atrações, que exigem pelo menos dois dias de passeios, há muitos outros pontos turísticos em Jerusalém, tanto os ligados à longa história da cidade, como locais novos. E estando em Israel, uma visita ao Mar Morto é obrigatória, um enorme lago de água extremamente salgada, a mais de 400 metros abaixo do nível do mar, na divisa com a Jordânia, com vários hotéis SPA.
Por sinal, se puder separar 20 dias para viajar por Israel, poderá incluir as duas principais maratonas do país (ou meias, ou fazer a dobradinha 21 km + 42 km) no mesmo passeio, pois a Maratona de Tel Aviv ocorre duas semanas antes.


1º de setembro
Petra Desert Marathon
Jordânia
42 km e 21 km
http://petra-desert-marathon.com/


Somente o passeio para Petra vale o tempo gasto no deslocamento. Toda em arenito vermelho, é patrimônio mundial da Unesco e uma das "Sete novas maravilhas do mundo". Principal cartão-postal da Jordânia, está localizada a cerca de 3 horas e meia da capital, Amã.
Chamada de "cidade rosa", Petra (pedra, em grego) foi fundada por volta de 312 a.C. pelo povo dos nabateus, uma tribo nômade árabe. A cidade, então, transformou-se em um ponto estratégico das rotas de caravanas, que transportavam incenso, mirra e especiarias pelo Oriente Médio. Foi esquecida pelo tempo e somente os beduínos locais sabiam da localização, até ser redescoberta em 1812, pelo explorador suíço Johan Burckhardt. Para conhecê-la a fundo, serão necessários de dois a três dias, já que suas atrações estão espalhadas por 5,2 quilômetros quadrados, repletos de túmulos, templos, cisternas e teatros.
A entrada nessa viagem no tempo é feita pelo "Siq Al Bard", um estreito com mais de um quilômetro de comprimento, com paredes com 80 metros de altura (e parte integrante do roteiro tanto da maratona quanto da meia). Ao fim deste caminho, aparece Al-Khazneh (Tesouro), uma fachada imponente com 30 metros de largura e 43 de altura esculpida na própria rocha no início do século 1.
A Maratona do Deserto de Petra oferece duas distâncias: 42 km e 21 km. As rotas seguem realmente pelo deserto, onde os corredores poderão deslumbrar-se com as belas paisagens o tempo inteiro. A temperatura fica entre 16 e 34°C, o que, aliado à altimetria, transforma o evento realmente em um desafio. Todos os corredores têm 7 horas para completar a corrida (há pontos de corte no percurso).


Outubro
Amman Marathon
Jordânia
42 km e 21 km
http://www.runjordan.com


Depois do passeio pela histórica Petra, seguimos na Jordânia, mas na capital Amã, com cerca de dois milhões de habitantes e o centro de decisões políticas, culturais e comerciais do país. Foi uma das cidades antigas mais habitadas do Antigo Oriente e, durante uma escavação em 1994, foram descobertas pequenas casas e torres que poderiam ter sido construídas durante a idade de pedra, cerca de 7.000 a.C.
A localização e a altitude de Amã têm um efeito profundo sobre o clima (o que impacta diretamente na maratona, realizada tradicionalmente em outubro e sem a data oficial fechada para 2018).
Os períodos de inverno são rigorosos e longos, com o verão bem quente e com variações de temperatura. A boa infraestrutura rodoviária faz de Amã a base para conhecer os pontos turísticos do Vale do Jordão, desde o Mar Morto, passando Petra e pelas margens do Mar Vermelho.
Na capital, não deixe de visitar a Mesquita El-Malek Abdullah, que, com um domo azul turquesa, é a principal da cidade. Igualmente atraente, o Anfiteatro Romano foi erguido no ano 170 d.C. e era capaz de abrigar 6 mil pessoas (esse é o local de chegada da maratona e da meia, ou seja, o passeio está garantido). Outros atrativos são o Museu Arqueológico e as ruínas de uma igreja bizantina do século 6. Do alto do monte Jebel al-Qala'a, o mais alto da capital, avista-se as colunas do Templo de Hércules e a Cidadela, com os resquícios de palácios e muralhas.
A maratona tem largada na Mesquita Al Nourain e chegada no Anfiteatro Romano (por sinal, essa região é percorrida quatro vezes, em ambos os sentidos, ao longo da prova), com o trajeto plano na maior parte. Outros pontos arquitetônicos e históricos de Amã estão espalhados pelos 42 km. A organização é a mesma da Red Sea Half Marathon.


11 de novembro
Beirute Marathon
Líbano
42 km
http://www.beirutmarathon.org/


Líbano é um país que enfrentou anos de guerra civil, viu a capital Beirute ser destruída, reconstruída e agora vem sendo afetada pelo problema na vizinha Síria. Independentemente da questão política e da tensão nas fronteiras, Beirute vai se reerguendo, com destaque para a vida noturna mais movimentada do Oriente Médio. Além disso, ainda há a beleza do Mar Mediterrâneo que banha a cidade.
O contraste entre os modernos edifícios e as construções antigas que resistiram aos anos de bombardeios do passado também chamam a atenção em um passeio por Beirute. Entre os pontos turísticos de destaque estão a Mesquita Al Omari e a torre do relógio (Place d' Etoile), ponto central da cidade.
A Beirute Marathon tem a supervisão de uma organização não governamental, com a primeira edição sendo realizada em 19 de outubro de 2003 com 6 mil corredores de 49 países. O tema principal da maratona é a unidade, ou seja, o processo de reconstrução por que passa a cidade, além de valorizar o amor e a paz. Tanto que há uma prova de 3 km para diplomatas, políticos, deputados e integrantes dos órgãos das Nações Unidas presentes na região.
O trajeto é bastante plano e faz um tour por Beirute, passando, entre outros pontos, por Pigeon's Rock, campus da Universidade Americana, Hipódromo e Rio Beirute. São longas retas, com largada em Beirut WaterFront e chegada na Martyr's Square. No YouTube há um vídeo em inglês com uma volta detalhada pelos 42 km (www.youtube.com/watch?v=uwvp07rmrcM). Inclusive, houve mudanças no percurso com o objetivo de reduzir a variação altimétrica e cortar o número de curvas. A maratona tem selo prata da IAAF, com largada às 6h30, enquanto a meia parte às 7h.
Atenção a um importante detalhe (que vale para o acesso a muitos dos países citados nesta matéria): cidadãos brasileiros precisam de visto de entrada para visitar o Líbano.


11 de novembro
Istambul Marathon
Turquia
42 km e 15 km
http://www.istanbulmarathon.org/en


Você pode estar um pouco em dúvida pela inclusão da Turquia nesta relação, mas o país faz parte tanto da Europa quanto da Ásia, sendo incluído geopoliticamente nas 15 nações do Oriente Médio. Inclusive, na Maratona de Istambul, um dos pontos principais é poder correr em ruas e avenidas asiáticas e europeias, por isso também o nome de Eurasia Marathon.
A largada ocorre às 9h, cerca de 300 metros distante da famosa ponte sobre o Estreito de Bósforo, e não espere muita velocidade nos primeiros 2 km. A razão é simples e justificada: essa ligação intercontinental entre a Ásia e a Europa só é aberta neste único dia aos pedestres (o resto do ano somente para veículos) e isso faz do momento uma grande festa. São muitos os que não resistem e dão uma paradinha para bater uma foto, aproveitando a chance especial de estar ali. O percurso das duas, após o estreito, se divide em Besiktas, passando por pontes, bosques, mesquitas e várias construções históricas, na maior parte margeando o litoral.
Se o ponto de partida é emocionante, a chegada é do mesmo nível, em frente à belíssima Mesquita Azul. O quilômetro final de acesso à praça é dentro do Parque Gülhane. O atrativo visual tem um motivo justo - deixar os corredores menos raivosos com a subida justamente no fim da maratona e dos 15 km. A praça final é também o Hipódromo, centro da antiga Constantinopla, local usado desde 200 a.C. para as corridas de bigas e eventos públicos e esportivos de romanos, bizantinos e do Império Otomano. O pórtico fica entre o portão de entrada da Mesquita Azul e o Obelisco do Egito. O tempo limite de conclusão da maratona é de 6 horas e há oito pontos de corte, a cada 5 km. Os pontos de hidratação estão disponibilizados a cada 2,5 km.


18 de novembro
GulfBank 642 Marathon & Half Marathon
Kwait
42 km e 21 km
http://www.gulfbank642marathon.com/


Deixando o Líbano e a Turquia, vamos para outra região que em décadas recentes enfrentou muitos problemas políticos e econômicos, o Kwait (invadido pelo vizinho Iraque do então ditador Saddam Hussein na década de 1990). Os atrativos começam pelo nome. Sabe o que significa o 642 da GulfBank Marathon & Half Marathon? O número total de músculos no corpo humano!
O trajeto da maratona tem um loop, ou seja, um circuito de 4 voltas no meio dos 42 km, além de percorrer boa parte da área litorânea. Os pontos de largada e a chegada são bem próximas, diante do Souq Sharq, o maior shopping center da cidade. Os corredores passam por atrações turísticas durante a prova, como Grande Mesquita, Kuwait Towers (depósitos de água e com uma vista de 360 graus da região) e Gulf Road. A largada ocorre às 7h30 e o tempo limite de conclusão é de 6h30. A altimetria do país comprova como a maratona é plana. O máximo de altitude existente em todo o Kwait é de 290 metros.


18 de novembro
Eilat Desert Marathon
Israel
42 km e 21 km
https://desertrun.co.il/en/


No site oficial o chamamento: "A rota mais linda e selvagem em Israel. Uma prova que começa no deserto e termina no Mar Vermelho." Da mesma forma em que é bonito, o trajeto exige uma preparação especial, por ser bem difícil. Os primeiros 5 km até que são planos, em direção à região norte de Eilat, porém, há o aviso: em dia de vento forte (comum na região), o deslocamento será complicado. A partir desse momento, começam as subidas e as descidas, de distâncias variadas. Perto do final, uma descida contínua em direção ao Parque de Observação de Pássaros e, depois, 4 km planos, contornando o Hotel Herodes, ponto de chegada de todas as distâncias.
Localizada ao sul de Israel, Eilat é destino obrigatório para quem pretende percorrer a fronteira do país até a Jordânia. Conhecida como a cidade de veraneio dos israelenses, o destino conta com hotéis e praias que recebem anualmente milhares de turistas. No inverno, inclusive, é invadida por europeus que preferem o clima ameno e agradável da região.
A combinação do clima quente (com o mar tropical e as paisagens) com as montanhas selvagens de granito atrai os turistas. Já as águas turquesas do Mar Vermelho proporcionam oportunidades de mergulho e de natação, além de esportes náuticos e outras atrações, como um aquário, um parque temático e lojas isentas de impostos. No sul da cidade encontra-se a Reserva de Corais, com peixes tropicais nadando entre os recifes.


9 de dezembro
Red Sea Half Marathon
Jordânia
21 km
http://www.runjordan.com


A cidade portuária de Aqaba está distante 300 quilômetros de Amã, capital da Jordânia, na costa do Mar Vermelho, e mais precisamente no golfo de mesmo nome. Faz fronteira com a israelense Eliat. Assim, caso tenha tempo para passar três semanas viajando pelo Oriente Médio, pode pensar em uma dobradinha. Apesar do conflito entre palestinos e israelenses, o clima entre a população das duas cidades é bem ameno.
A principal característica de Aqaba é o perímetro urbano bem delineado, porém, na cidade, há poucas atrações. O que vale mesmo é pegar um barco e partir para os passeios (algo fácil de agendar em qualquer hotel que se hospedar).
Aqaba, único porto marítimo da Jordânia, chama a atenção dos turistas por dois outros motivos: trata-se de uma excelente base para visitar as ruínas de Petra (também incluída nesta relação) e o deserto de Wadi Rum.
O percurso da Meia-Maratona do Mar Vermelho é bem panorâmico, além de passar por marcos históricos e arquitetônicos da cidade. A largada ocorre diante do Hotel Intercontinental, com os corredores partindo em direção à Praça da Revolução (Sahet Al Thawra), local de chegada. Dos 21 km da meia-maratona, 9.500 m são percorridos dentro do projeto Ayla (uma propriedade comercial e residencial que abriga dezenas de hotéis na beira do litoral, lagoas e um campo de golfe).


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