Revista Contra-Relógio
// MEMÓRIA //

A LUTA DAS MULHERES NO MUNDO DAS CORRIDAS

Edição 246 - MARÇO 2014 - POR NELTON ARAÚJO

Ao longo do século 20, elas conquistaram, com muita luta, o reconhecimento de seus direitos. E isso também aconteceu nas corridas de rua. Veja como foi.


É fato: as mulheres estão avançando exponencialmente nas corridas de rua. E os números não nos deixam mentir: no Brasil, só em 2013, por exemplo, elas já representaram 22,8% dos concluintes nas meias-maratonas, enquanto nos EUA essa porcentagem chega a 60%. Crescimento também visto na oferta de materiais de corrida voltados para elas, como roupas, maquiagem, tênis, acessórios, e até na criação de provas exclusivas.
Em passos firmes e constantes, as mulheres consolidaram seu espaço nesse universo ainda dominado pelos homens, e é historicamente motivo de orgulho. Sim, pois, a história das mulheres no último século é caracterizada por quase cem anos de lutas em prol do reconhecimento da igualdade de direitos no esporte, espelhando todo o contexto político e social das mulheres do século 20.
Exemplos não faltam para confirmar a total aptidão delas para com este esporte. Podemos voltar à Grécia Antiga: a mitologia grega fala de Atalanta, tão ágil e veloz, que seu pai determinou que só quem a vencesse em uma corrida poderia se casar com ela. E Hipomene, com ajuda da deusa Afrodite, foi o único que conseguiu tal proeza.
Além disso, jovens gregas competiam no Estádio Olímpico nos festivais em homenagem à deusa Hera. Damos outro passo e estamos em Roma, onde documentos mostram que eram comuns corridas públicas para "mulheres jovens e solteiras". Mais à frente, avistamos as mulheres do povo de Tarahumara, no México, que corriam horas e horas sem lhes acontecer nada de mal, bem como chineses e russos do século passado também reconheciam a força e resistência delas.
Contudo, boa parte do mundo Ocidental foi dominada a partir do final do século 18 por um pensamento burguês que via a corrida, sobretudo as de longa distância, como algo prejudicial para o sexo feminino, rotulado como mais fraco e sensível do que os homens, inaptas para treinar e competir em longas distâncias, e que poderia ameaçar a sua principal função social: a reprodução. Desde então, mulheres comuns romperam barreiras e transgrediram regras, em busca de respeito e reconhecimento.

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DUAS TRANSGRESSORAS. Quando o barão Pierre de Coubertin idealizou o retorno das Olimpíadas, ele não era favorável à participação feminina. Em 1912, deixara isso bem claro ao definir os Jogos Olímpicos como a "solene exaltação do atletismo masculino", tendo o internacionalismo deste como base, a lealdade como meio, e os aplausos femininos como recompensa. Logo, não surpreende que as mulheres fossem excluídas da primeira edição dos Jogos da era moderna, ocorrida em 1896 em Atenas.
O que poucos sabem é que uma mulher rompeu tal barreira e participou, mesmo que extraoficialmente da competição que tornaria os Jogos de 1896 lendários: a primeira maratona moderna, vencida pelo grego Louis Spiridon (tema desta seção na CR do mês passado). Uma não: duas.
A primeira, uma grega cujo nome não é conhecido, apenas seu pseudônimo - Melpômene (nome mitológico da musa da tragédia) -, percorreu os 40 km que separam as cidades de Maratona e Atenas, depois de ter sua inscrição na prova recusada. Isso foi final de fevereiro de 1896, mais de um mês antes da competição oficial. O jornal O Mensageiro de Atenas nos informa que "uma mulher do povo", por conta própria, levou 4h30 para percorrer a distância, parando por cerca de dez minutos para chupar algumas laranjas.
A segunda "transgressora" a correr extraoficialmente o percurso da maratona olímpica tem história mais conhecida. Era a grega Stamata Revithi, tinha 30 anos, e era descrita como loira, magra, de grandes olhos, e aparentava ser mais velha. Também pudera: muito pobre, sem marido, com um filho pequeno, tinha acabado de ver seu filho mais velho morrer. Resolveu então sair de sua casa, no município de Pireu, para tentar melhor sorte em Atenas, indo a pé para lá. No meio do caminho, um jovem, espantado por sua resistência, lhe aconselhou a competir na maratona olímpica.
A partir daquele momento, a ideia de correr a maratona ficara presa firmemente em sua mente. Chegou a Atenas e logo se juntou ao grupo dos maratonistas, chamando atenção da imprensa internacional. Deu várias entrevistas, afirmando que estava em pé de igualdade com os outros corredores, que correria na casa de 3h30 e que "se a comissão não me deixar competir, vou atrás deles de qualquer maneira".
A comissão não autorizou, mas Stamata Revithi cumpriu o que tinha prometido. No dia seguinte, 11 de abril de 1896, às 8h, a grega pediu para que um professor, além do magistrado e do prefeito da cidade-Estado de Maratona assinassem em um papel confirmando que ela estava saindo naquele momento em direção ao Estádio Olímpico. Levou 5h30 para chegar a Atenas, tendo parado algumas vezes para observar os navios. Na chegada, não pôde entrar no Estádio Olímpico, completando o percurso por fora.
Também não deu muita atenção aos repórteres que a esperavam: reunira algumas testemunhas que viram sua chegada, e fora em direção ao secretário-geral do Comitê Olímpico, para que ele confirmasse que ela percorreu a distância. Indagada sobre o motivo disso, vemos a sua real finalidade: "Assim o rei pode dar uma posição melhor ao meu filho no futuro". Se encontrou o secretário dos Jogos ou mesmo o rei, não temos fontes que confirmem. Só podemos confirmar que o fato é verídico. Todavia, a façanha de Louis Spiridon, o sucesso da Olimpíada, e o "ressurgimento do atletismo" fizeram as façanhas de Melpômene e de Stamata Revithi se perderem na poeira da história.


O TRAUMA DE AMSTERDÃ 1928. Ao entrar no século 20, a sociedade ocidental estava em plena transformação: a crescente industrialização e a primeira Grande Guerra fizeram as mulheres saírem de casa em busca de trabalho, mudando seu papel na sociedade de passivo para ativo. Isso lhes abriu os olhos para uma série de reivindicações de igualdade de direitos a seu favor. E nos esportes, eco da sociedade, essa alteração também era observada, sobretudo no atletismo. Começava a crescer o interesse feminino pelas corridas de longa distância, bem como aumentavam as críticas a tal desejo, considerado como uma espécie de provocação feminina, exibindo-se e flertando com algo novo. E que tinha como consequência a perda crescente da feminilidade e a masculinização desse grupo de mulheres "rebeldes".
Apesar das poucas fontes que noticiavam mulheres correndo extraoficialmente os 42 km, há de se mencionar a francesa Marie Louise Ledru, que completara uma maratona na França em 1918, e a inglesa Violet Piercy, que completou a distância em Chiswick, distrito de Londres, em 3h40, primeiro recorde não oficial. A pressão do movimento em prol das mulheres fez com que o Comitê Olímpico cedesse e, nos Jogos de 1928, em Amsterdã, fossem incluídas as competições femininas de atletismo pela primeira vez.
O inédito programa do atletismo feminino dessas Olimpíadas era composto por cinco modalidades: arremesso de disco, salto em altura, revezamento 4x100m, 100m e 800m. Esta competição foi o centro de grande polêmica. Realizada em um dia quente, os jornais e os rádios retrataram o que teria sido um grande fiasco: das 11 participantes, 5 desistiram antes do fim, enquanto as outras 6 chegaram em total colapso, ficando estiradas no chão. O resultado foi o retorno de um intenso debate sobre a aptidão da mulher ao atletismo e a decisão do COI - Comitê Olímpico Internacional - de retirar provas de mais de 200m do programa olímpico feminino, dada a fragilidade delas exposta no evento em Amsterdã.
Mas há evidências concretas que levam os historiadores do esporte a concluir que tudo foi meramente arquitetado entre a imprensa e o Comitê Olímpico, para conter o avanço da presença feminina no esporte. As fotos e os anais do evento deixam bem claro que apenas 9 mulheres começaram a corrida e não 11. E todas concluíram o percurso, cansadas, obviamente, mas nenhuma em colapso. E a vencedora, a alemã Lina Radke, tinha batido o recorde mundial feminino na distância, apenas 26 segundos atrás do recorde masculino.
No entanto, o trauma já estava enraizado na opinião pública e nos meios acadêmicos. Até a Olimpíada de Roma, em 1960, o atletismo feminino ficaria restrito a competições de 80m com barreiras, 100m, 200m e o revezamento 4x100m, ou seja, durante 32 anos.


APENAS PROVAS CURTAS. Ainda assim, a obstinação das mulheres pela corrida era maior do que o trauma de 1928, e o atletismo feminino avançava na Europa, Oceania e Estados Unidos durante os anos 1930, mas eram disputas ainda de curta distância, sendo a mais longa com apenas uma milha (1.609 m).
A partir da década de 1950, os embates contra a exclusividade de provas de longa distância para os homens ressurgem com maior vigor. Novamente, isso era fruto da época, marcada por ebulição política, social e cultural. Estava estabelecido todo um clima que desafiava os hábitos vigentes, levando as mulheres a repensar seu papel social. Logo, elas começaram a se interessar em entrar em novas áreas da sociedade, dominadas até então exclusivamente pelos homens, incluindo a corrida, uma vez que crescia o número de praticantes de médias e longas distâncias no período.
Há várias histórias de mulheres comuns, não dedicadas exclusivamente ao esporte, mas ousadas suficiente para desafiar aquele predomínio masculino e se tornar ícones de uma geração. Em 1964, uma dona de casa neozelandesa, chamada Millie Sampson, aceitou a proposta de seu parceiro de treino e resolveu participar de uma maratona em Auckland. Mesmo perdendo a hora e indo correr às pressas e em jejum, ela terminou a prova em 3h19. Apesar de uma capa no principal Jornal da Nova Zelândia, poucos deram atenção e por muito tempo a façanha de Sampson ficou esquecida.


A VIRADA, EM BOSTON. Foi justamente na disputa de rua mais tradicional do mundo, a Maratona de Boston, que ficaram registrados os fatos que elevaram a discussão de uma real inaptidão das mulheres às longas distâncias. Provavelmente, você já ouviu ou leu a lendária história de Katherine Switzer, que em 1967 se inscreveu usando apenas suas iniciais e conseguiu de forma dramática correr esta maratona.
Pois bem, saiba que ela não foi a primeira. Há relatos de que, em 1951, uma mulher desconhecida, completara anonimamente a prova. E em 1964, a americana Roberta Louise "Bobbi" Gibb solicitou à organização de Boston para que fosse inscrita, sendo obviamente indeferida. Assim como as gregas Melpômene e Stamata Revithi, ela também não aceitou a rejeição: se escondeu atrás de algumas árvores na largada e esperou os 415 homens participantes passarem, e foi logo atrás. Ultrapassou 290 corredores antes de completar, em 3h21, a maratona.
Entretanto, por que o caso de K.V. Switzer tornou-se muito mais emblemático que esses casos anteriores? Primeiramente, porque a tática de Switzer foi muito mais valiosa do ponto de vista histórico para a busca da igualdade de condições entre mulheres e homens nas corridas. Ao contrário de todas as outras, ela estava oficialmente inscrita na prova. Sabendo que se fosse pessoalmente se inscrever teria seu pedido indeferido, fez via correio, abreviando seus dois primeiros nomes e desviando a atenção da organização.
Assim, de forma inédita, uma mulher largara junto com os homens e portava um número de peito oficial. Quando o carro da imprensa informou que havia uma mulher correndo, o organizador Will Cloney constatou que era muito tarde para retirá-la da prova; contudo, o segundo diretor, Jock Semple, foi atrás dela e na altura da quarta milha (6,5 km), a atacou aos berros de "O que você está fazendo na minha corrida? Dê-me este número agora!". Porém, Switzer estava protegida pelo seu namorado, Tom Miller, e vários outros corredores que estavam ao seu lado. Miller empurrou o diretor e Katherine Switzer conseguiu seguir em frente, completando em 4h20.
Mas o que fez o caso ter dimensão simbólica foi a divulgação das fotos do evento. As fotografias dificilmente poderiam ter captado ângulos que produzissem efeito melhor. Como em um enredo digno dos filmes de Hollywood, elas mostram a bela Switzer sendo atacada pelo malvado Semple e protegida pelo bom Miller. E, obviamente, a opinião pública foi amplamente favorável à moça. Tanto é que, nesse mesmo ano, Bobbi Gibb correu também a prova, mas sem inscrição, e não possuindo fotos tão superlativas, foi ignorada pela imprensa.
Switzer logo se tornou porta-voz de um movimento a favor das mulheres na corrida, protestando contra a exclusividade dos homens sobre certas áreas do atletismo, sobretudo nas longas distâncias. As fotos e as entrevistas fizeram o mundo refletir e repensar se realmente as mulheres eram fisiologicamente inaptas a esse esporte.
E assim, em 1972, 8 mulheres estavam oficialmente na linha de largada da maratona de Boston, que, enfim, aceitara inscrições femininas. Jock Semple, ao invés de empurrar, dava um beijo em Switzer, também presente, e que, dois anos depois, venceria a Maratona de Nova York, que desde a sua segunda edição, em 1971, já tinha participação de mulheres. Switzer, Sample, e por que não falar de Gibb, e seus espíritos transgressores, tiveram como recompensa o desencadeamento da onda da presença feminina nas maratonas nos anos 70.


CADA VEZ MAIS RÁPIDAS. O crescimento da presença feminina nas corridas se deu também graças à publicação de artigos do médico alemão Ernst Van Aaken. Este, ao longo das décadas de 50 e 60, afirmava a pleno pulmões que fisiologicamente as mulheres eram "predestinadas" à corrida de longa distância, não sendo levado a sério pela imprensa. Meses depois da polêmica maratona de Boston de 1967, a menina canadense Maureen Wilton, de apenas 15 anos, pulverizou o recorde mundial, completando o percurso em 3:15:22, para espanto geral.
Assombrada, a imprensa voltou a procurar Van Aaken para saber se era possível uma mulher suportar tanto esforço. Além de responder que sim, ainda predisse que elas melhorariam em muito os seus tempos. Todo escárnio e zombaria que a imprensa fez a ele depois dessas palavras emudeceram quando ele treinou duas corredoras para uma maratona em sua cidade natal, Waldiniel, e uma delas, Anni Pede-Erdkamp, mãe de dois filhos, terminou em 3:07:26
A primeira prova de 42 km aberta ao público feminino na história aconteceu em 1968, na cidade de Braunligen, na mítica região da Floresta Negra, na Alemanha. A 1ª Schwarzwald Marathon contava com 51 competidoras de cinco países e a vencedora foi a mais velha, com 40 anos, concluindo em 4h19.
Os recordes mundiais femininos foram paulatinamente sendo aniquilados e, já em 1971, rompiam a barreira das 3 horas, com Elizabeth Bonner completando a Maratona de Nova York em 2:55:22. Três meses depois, a americana Cheryl Bridge, romperia a barreira sub 2h50. Entre 1970 a 1980, a marca foi batida 18 vezes, saindo de 3h07 e chegando até o impressionante tempo de 2h30. Uma melhoria de 26% em comparação ao 1% de evolução do recorde masculino. E tais recordes seriam batidos ainda mais 15 vezes, sendo o atual pertencente à inglesa Paula Radcliffe, com 2:15:25, alcançado na Maratona de Londres em 2003.
Mesmo assim, a luta pela igualdade de condições continuava. E atletas amadoras e profissionais exigiam que todas as competições registrassem os tempos oficialmente das mulheres, que terminasse a exigência de atestado médico somente para elas e qualquer outra forma de discriminação. Um dos casos mais exemplares se deu na Maratona de Nova York de 1972, quando o diretor da prova, o lendário Fred Lebow, fora orientado a fazer a largada feminina dez minutos antes da masculina. As maratonistas não concordaram e, querendo correr lado a lado com os homens, sem qualquer tipo de vantagem, ficaram paradas, esperando a largada masculina, para sair junto.


NA SÃO SILVESTRE EM 1975. O processo de reconhecimento mostrava-se, então, irreversível. Os organizadores foram cedendo à participação feminina nas corridas e o COI, gradativamente desde a Olimpíada de Roma, em 1960, foi inserindo novas modalidades ao programa feminino de atletismo. A participação das mulheres era mais presente onde estava se consolidando a febre do jogging, e não por acaso foi nos EUA que surgiram primeiramente as maiores multidões de mulheres correndo. Tal tendência desceu aos trópicos e, em 1975, a principal prova do Brasil, a São Silvestre, incluía a categoria feminina em seu programa.
Grandes maratonistas eram vistas pelo público feminino como modelo exemplar de superação, indo além do âmbito esportivo. Nomes como o de Kathy Switzer, da portuguesa Rosa Motta, da norueguesa Grete Waitz, que entre 1978 a 1988 venceu a Maratona de Nova York nove vezes, tornando-se o maior nome feminino do evento, e Ingrid Kristiansen, também norueguesa, vencedora da Maratona de Londres, Nova York e Boston a longo da década de 80. Não podemos deixar de mencionar grandes maratonistas no Brasil nesse período, como Eleonora Mendonça, Eliana Reinert e Carmem de Oliveira.
Finalmente, podemos dizer que a consolidação definitiva da presença feminina nas disputas de longa distância se deu no dia 5 de agosto de 1984. Foi quando a americana Joan Benoit, venceu a primeira maratona olímpica feminina, em Los Angeles. Enfim, o COI, depois de quase cem anos, abria as portas em definitivo para as mulheres no atletismo. Não sem algumas doses cavalares de lutas e desconfianças em seus bastidores.


BENOIT E ANDERSEN. Não seria em 1984 que o programa olímpico do atletismo feminino se igualaria ao masculino, fato que só aconteceu em definitivo na Olimpíada de Atlanta, em 1996, mas a aceitação (ou resignação) do COI pela realização de uma maratona exclusivamente para mulheres em seus Jogos Olímpicos em Los Angeles leva consigo a marca simbólica da vitória feminina.
Curiosamente, o feito de Jean Benoit teve menor impacto, na imprensa e no público, que a chegada dramática da suíça Gabrielle Andersen, que, totalmente depletada e desidratada pelo calor de mais de 30°C e a alta umidade que assolava Los Angeles, chegou cambaleando por 200 metros até a linha de chegada, protagonizando os dez minutos mais angustiantes das olimpíadas.
Mas, ao contrário de 1928, isso não foi visto como um traço da fragilidade feminina, mas sim do vigor das mulheres, capazes de se superar diante das piores adversidades. Gabrielle Andersen, que nem corredora era e que não tinha se preparado para a prova, também entrava no rol das atletas-símbolo para a sociedade daquela época.
Melpômene, Revithi, Piercy, Sampson, Gibb, Switzer, Waitz, Mota, Benoit, Andersen: todas elas e outras tantas de que não temos conhecimento lutaram no espaço de um século pelo respeito de serem consideradas aptas à corrida e pelo reconhecimento da igualdade de direitos. As corredoras que felizmente invadem as provas de hoje são fruto do empenho e da persistência dessas mulheres comuns, muitas delas amadoras, mas de muita fibra e garra. Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher, dia 8 deste mês.

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