Revista Contra-Relógio

Analista de sistemas por profissão e corredor por livre e espontânea opção. Atualmente arriscando na vida de triatleta. Sempre buscando superar novos desafios, quando a coisa está calma demais propõe um novo objetivo.

// Vida Corrida/

Primeira Maratona de Diogo Junqueira.

25/junho/2018

Diogo Junqueira, nos conta como foi se preparar para correr sua primeira maratona em Porto Alegre, já que o gaúcho estava residindo em São Paulo.

 

Comecei a correr por uma questão de saúde. Duas ou três vezes por semana, corriadiogo
aproximadamente 5 km para emagrecer e manter uma atividade aeróbica que me propiciasse um melhor condicionamento físico. Empolgado, voltei a nadar e, então, procurei uma assessoria esportiva para me ajudar com os treinos. Com o apoio especializado, o que era obrigação acabou se tornando parte do meu dia a dia. Quando não treinava, sentia que faltava algo. Os treinos passaram a
ocupar 5 ou 6 dias da semana e, quando me dei conta, estava fazendo a inscrição para a minha primeira prova de duathlon. Logo em seguida, a bicicleta passou a fazer parte dos treinos e, o que parecia loucura, estava prestes a acontecer: a primeira prova de triathlon.
O gosto pelo esporte foi aumentando e, com ele, o tempo dedicado na agenda. Os desafios e as distâncias foram ganhando corpo, até que, entre uma travessia e outra, veio uma prova de longa distância e, no final de 2017, um Ironman 70.3 (1,9km de natação, 90km de pedal e 21km de corrida).
Já estava projetando os desafios para 2018, quando, conversando com alguns amigos, passamos a falar sobre maratonas. De repente, fui indagado: tu nunca fizeste uma maratona? Como a minha resposta foi negativa, ouvi na sequência: por que? Tens medo? Pronto, estava definida a meta para o primeiro semestre de 2018: a Maratona Internacional de Porto Alegre.
Nunca tive medo. Na verdade, como tinha deixado a capital gaúcha e ido morar em São Paulo, achava aqueles treinos solitários muito monótonos. Sentia falta dos amigos, da troca de ideias e dos longos na beira-rio. Mas se aquilo poderia me dar medo é porque realmente tinha algo diferente. Fiz a inscrição e já tratei de alinhar os treinamentos com o meu treinador. Planilhas prontas, a bicicleta ficou de lado e a corrida dividia espaço com a natação e a musculação.
Nos meses mais próximos à prova, o volume aumentava e com ele a preocupação com a alimentação e com a recuperação. É extremamente importante ter o acompanhamento de um profissional de educação física e de um nutricionista para cargas tão grandes. Também é fundamental conhecer o seu corpo, saber ler as mensagens que ele te dá e evitar lesões.
Planilha concluída com sucesso. Era só aguardar a largada. Estava tudo em ordem, ou melhor, quase tudo. Na semana que antecedeu à prova, uma frente fria chegou ao Rio Grande do Sul trazendo mínimas na casa de 6ºC e previsão de chuva forte para o domingo. Naquele momento, o melhor a fazer era relaxar, esfriar a cabeça e deixar de se preocupar com o que estava fora do meu controle.
Chegou o grande dia. Milhares de pessoas de diversos estados e países inscritas nas diversas modalidades oferecidas pela organização. Atletas profissionais, amadores, corredores de diferentes idades e com objetivos bastante pessoais. Histórias de vida absolutamente peculiares que fizeram com que cada um daqueles guerreiros estivesse ali naquele momento.

Dada a largada, acabei ingerindo mais do líquido do que devia, mas compensei e consegui seguir normalmente. Tudo dentro do programado até o quilômetro 37, quando dores e ameaças de cãibras fizeram o desempenho cair bastante. Hora de deixar o relógio em segundo plano, seguir com a mente forte e focar nos 5 km restantes.

Quando avistei o shopping e aquele cordão humano, foi só seguir na direção da linha de chegada. Consegui alcançar minhas metas pessoais, conclui a prova dentro do tempo programado e, mais importante, não me lesionei. O maior aprendizado que fica é que tudo pode se resolver em 3, 4 ou 5 horas de prova. Isso pode parecer muito, mas na verdade é só uma pequena porção dos meses de treinamento, dedicação e preparação daqueles que resolvem encarar uma maratona.
Ao ver pessoas mancando, sentadas ou fazendo alongamento, mas sempre buscando uma forma de seguir em frente, tive a certeza de que o real sentimento que as move passa muito longe do medo: é pura determinação! Como na vida, não se pode deixar levar pelos momentos de euforia, tampouco pelos percalços do caminho. É preciso seguir e evoluir. Cada um com sua motivação própria, o certo
que todos estavam escrevendo uma bela página de sua biografia. Essa é a minha.

 

Relato enviado por Diogo Junqueira.

Postado em: corrida, vida corrida por Luciano Viera Martins às 15:35

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