Revista Contra-Relógio

Danilo Balu é Bacharel em Esporte e corredor há mais de 20 anos. Trabalha com Marketing Esportivo. A corrida é terapia, é lazer, trabalho, hobby e objeto de estudo e leitura.

// Recorrido/

Leituras de 4a Feira

11/dezembro/2013

A parte mais chata de provas sensacionais como a Nike 600 e a UpHill Marathon realmente é o ego de uns amadores pangarés que sobe mais do que o dólar em crise. O que ouvia de uns malas na primeira edição da SP-Rio dava uma preguiiiiiça… Quer ver o que organização e marketing bem feito fazem? Separei a recepção e cobertura de um evento pra qualificados nos EUA, o Nike Cross Nationals 2013 que monopolizou a cobertura do atletismo neste final de semana. Aqui o vídeo com os melhores momentos!

A equação matemática do corredor envelhecendo.

Um link interessante enviado pelo leitor Felipe Telles meio que em resposta ao post de 2ª feira que falava sobre a irresponsabilidade maximalista. Basicamente o autor corta o seu Hoka One One Evo Stinson Trail pela metade tentando mostrar que ele nem é tão bizarro. Não preciso me alongar pra falar sobre o quão falha é a ideia por trás do suporte nos tênis. Tem um paralelo que gosto de fazer: use luvas e veja o que você perde sensorialmente. Use luvas grossas e vá jogar vídeo game. Depois tente me explicar se há alguma razão pra usarmos um trambolho desses correndo.

Em 2012 o temporal que afligiu a região de Nova Iorque levou milhares de amadores a correr 42km ou quase isso pelas ruas do Central Park. Após o cancelamento da Maratona de Dallas (5.000 concluintes em 2012, maior do que nossa maior maratona, a do Rio) por causa do frio, alguns corredores saíram no dia por conta própria para atingir suas metas.

Aqui a bela história de mais 2 quenianos indo aos EUA pela primeira vez tentar a vida como maratonistas estreando na California International Marathon.

O prêmio Surra de Gato Morto até o gato miar de hoje vai ao fisiologista que vai à Globo em rede nacional falar que câimbra se resolve comendo fruta e se hidratando. Melhor! Pegar o livro Waterlogged (que é pesado!) e bater até cansar. *falar “não sei” é tão difícil, né? O ego não deixa…

A Marseille-Cassis 20K está na minha lista de sonho de consumo. Vejam abaixo o belo vídeo da edição deste ano.

Postado em: Curiosidades, Leituras, Vídeo por Danilo Balu às 1:30

12 Respostas para “Leituras de 4a Feira”

  1. “A parte mais chata de provas sensacionais como a Nike 600 e a UpHill Marathon realmente é o ego de uns amadores pangarés que sobe mais do que o dólar em crise.”

    O Feissibuqui contribui para que este ego atinja a estratosfera??? (risos)

    P.S. A Nike e a New Balance apostou bem nestas provas para atletas amadores competitivos! Tem alguma fornecedora de material esportivo que ainda assim pensa que o mais importante é o lucro e continurá “batendo na tecla” das provas de 5 e 10k para 10 mil pessoas no mínimo??? Prova de Corrida de Rua é mais do que nunca um negócio e não mais um esporte…???

    =========================================

    “Tem um paralelo que gosto de fazer: use luvas e veja o que você perde sensorialmente. Use luvas grossas e vá jogar vídeo game. Depois tente me explicar se há alguma razão pra usarmos um trambolho desses correndo.”

    Entendo a analogia feita. Mas para que se faça ser compreendido na colocação que se refere aos pés, teremos que morrer, nascer novamente e passar a maior parte da vida descalços. Nós passamos 99,9% de nossas vidas sem luva e 55~66% de nossas vidas com algum calçado, sendo assim, não tivemos tempo para aguçar o sentido do tato na planta dos pés ao contrário do sentido do tato das mãos e da ponta dos dedos. Digamos que temos a sensibilidade dos pés em estado “anestesiado”.
    _________________________________

    1. Enqto não sabemos dos números ninguém pode dizer o que funciona melhor, provas como o Circuito das Estações ou um circuito como a Golden Four. E, sim, o FB hj amplifica o egocentrismo de pangaré rsrs

    2. Serei o primeiro a ser contra a corrida descalça, mas um cirurgião usa luvas finas ou luvas de esquis? Esse era meu pto.

    Balu

  2. Imagina no Brasil se inventassem de correr maratona por conta própria na rua. Ia chover de foto em redes sociais sobre “corredores irresponsaveis atrapalhando o transito”, dezenas de relatos de fechadas intencionais de motoristas sobre os participantes e por ai vai.

    Infelizmente esse assunto da caimbra vai longe. A teoria mais usada hoje em dia (eletrolitos e hidratação) é burra e ninguem pensa um pouco a respeito dela. Tive minha primeira caimbra no primeiro duatlon que eu fiz. Só tinha feito 1 treino de bike antes com 20 kms e na prova fiz 20 kms…obvio que fiquei com caimbra. E tdo mundo me falou que eu tinha desidratado. Na boa, desidratar em 1 hr fazendo exercicio fisico na chuva????? E olha que eu tomei 400 ml de agua antes da caimbra. Infelizmente essa teoria vai persistir por anos e anos e o pessoal só vai papagaiar ela…

  3. Não entendo nada de marketing e nem sou contra essas provas exclusivas (a festa é minha eu convido quem eu quero) mas, pelo que vi na internet, houve mais gente com a sensação de “quero participar mas não me convidaram” do que gente que parabenizou a marca pela realização de uma corrida tão original e bacana como essa da Mizuno. Talvez seja algo da natureza do brasileiro, pois somos adeptos da teoria do coração de mãe e desacostumados a levar um não. Minha única e exclusiva bronca é com esse nome inglês da prova. Daqui a pouco precisaremos de dicionário pra correr no Brasil.

  4. Este vídeo da Nike Cross mostra bem pq estamos a anos-luz na quantidade de corredores e organização de eventos… Show!!!

  5. Sobre maximalismo e minimalismo: tenho menos lesões com tênis mais leves.

    Sobre câimbra: é como aftas, ninguém sabe o que causa e o que cura…

  6. Desculpa, Balú.

  7. Perdão. Pensei uma coisa e digitei outra quando correlacionei prova e patrocinadora (fornededora de material esportivo).

    Errata:
    Onde se lê: P.S. A Nike e a New Balance apostou (…)
    Leia-se: P.S. A Nike e a Mizuno apostou (…)

    De qualquer forma a New Balance e a New Balance Excellent Series também faz parte do contexto Provas para atletas amadores competitivos.

    ======================================

    Entendi o seu ponto. Também sou reticente a uma corrida descalça em todas as provas. O que eu comentei acima foi a de que precisaríamos passar mais tempo descalço – não mencionei que precisaríamos estar competindo descalço – para que se aguçasse a sensibilidade na planta do pé – e até mesmo no pé como um todo – e assim nos fazer ter o entendimento que correr de “tamanco” não nos trará tantos benefícios como nos é informado. (^_^) São gramas carregados desnecessariamente em excesso!

  8. “O prêmio Surra de Gato Morto até o gato miar de hoje vai ao fisiologista que vai à Globo em rede nacional FALAR QUE CÂIMBRA SE RESOLVE COMENDO FRUTA E SE HIDRATANDO…”

    Lembrei daquela propaganda veiculada na época dos Jogos Olímpicos do ano passado,em que um corredor se arrastava por causa de dores e ao tomar o tal comprimido melhorava na hora a ponto de voltar a acelerar kkkkkkkkkkk,você até comentou esse comercial nessa coluna.

  9. Balu,
    A maioria absoluta dos profissionais e artistas que trabalham com as mãos não usam qualquer tipo de luva. Cirurgiões são exceção. Você me deu, involuntariamente, um ótimo argumento pró-corrida descalça :) Não que eu seja um fanático da corrida descalça. Corro muito mais calçado do que descalço.

  10. Sobre aftas (comentário do Marcos Medeiros): eu tinha muito. Incomodava bastante. Depois que adotei lowcarb diminui 95%. Acho que não se sabe a causa porque não querem descobrir.

  11. Que baita especialista em caimbras. Câimbra pra mim é tão misteriosa que sempre fico em dúvida em como se escreve cãimbra. Tento evitá-las, tanto na corrida quanto na escrita. Cramp é muito melhor.

  12. Longe de mim defender aquela aberração maximalista, mas esse “paralelo” não tem o menor cabimento. Perda sensorial ?? O argumento pró uso de tênis é a absorção de impacto. Quer outro paralelo ? Senta na mesa e fica três horas (ou quatro) batendo com o dedo médio da mão direita na mesa, uma vez por segundo. Não precisa bater com força, não. Vamos ver como vai estar o seu dedo depois dessas três ou quatro horas…
    _________________________

    Sim, sensorial. Sem essa capacidade, não tem como a musculatura do pé trabalhar. Tente antever um choque sem sentir o solo (no caso da corrida). Qto ao bater o dedo sentado, alguém teria que fazê-lo pra saber o resultado. Qto ao tênis amortecer impacto, este é o seu pto propósito com uma indireta redução das lesões, porém nunca foi provado. Nenhum dos 2.

    Balu.

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