It’s only rock’n'roll – Parte 1
1/outubro/2011
Direto de San Jose, California – Cheguei na quinta-feira por aqui. Para quem não sabe, vou correr uma meia maratona da série rock’n'roll, a San Jose Half Marathon Rock’n'Roll, domingo agora, 2 de outubro. Ou seja, amanhã. Posso dizer que este é um daqueles sonhos que persigo há alguns anos, não pela prova em si ou pelo local, mas pelo tema “rock” associado à corrida. Tudo a ver. É uma banda tocando a cada milha… imagino que deva ser adrenalina em todo o percurso.
A primeira vez que tentei unir a agenda de trabalho (quem me conhece sabe que aproveito as viagens para encaixar as provas pelo mundo afora) com uma competicão da série do rock foi em 2006. Era exatamente San Jose. Mas nada aconteceu. O tempo foi passando e eu sempre tentando encaixá-la em algum lugar. Nunca deu certo. E, depois de várias meias aqui mesmo nos EUA, eis que finalmente surge a oportunidade de correr uma “half rock’n'roll”, e justamente a de San Jose. Não pensei duas vezes. Ajustei uma data aqui, outra ali e pronto. Fiz a inscrição, programei o roteiro da viagem, mesclando corrida e trabalho, os Deuses conspiraram a favor e aqui estou. E daqui corro a prova e vou na segunda mesmo direto para o Havaí cobrir pela primeira vez o Mundial de Ironman, dia 8 de outubro. Lagal! Ótimo. Sei que é o máximo… blablablá!!! Mas o fato é que ainda não consegui processar Havaí na minha cabeça, mesmo estando logo aí. E por isso mantive essa informação meio velada, com poucas pessoas sabendo. Não que eu estivesse escondendo, mas quero pensar numa coisa por vez! É um sonho também, mas por enquanto não quero viver isso. E não penso muito mesmo. Primeiro, foco na corrida.
Aliás, aqui parênteses… uma das coisas que aprendi com essas viagens, depois de muito quebrar a cara, é colocar a corrida principal logo no primeiro final de semana. É chegar, correr e depois trabalhar. Primeiro vem o assunto físico…. o resto, claro que tão importante quanto, vem sempre depois. Se pintar uma corridinha ou outra nesse meio-tempo, tudo bem. Por isso que meu roteiro acaba sendo algo sempre muito bem pensando.
Mas vamos ao dia de ontem, sexta-feira. Foi meio esquisito. Estava ainda tentando me adaptar ao fuso de 4h a menos. Acordei às 2h40 da manhã e fiquei esperando o dia amanhecer para dar minha primeira corridinha em solo californiano… demorou demais e, como sou impaciente, resolvi sair assim mesmo por volta das 6h da manhã, ainda escuro, mas pelo menos com algum movimento de carros pela rua. Segui uma linha reta numa avenida (a First Street) e os 5k da planilha acabaram virando 8k. Não conseguia parar. O dia estava amanhecendo e a luz do sol começou a aparecer por trás das montanhas que cercam parte da cidade, que é terceira maior em população da California, atrás somente de Los Angeles e San Diego. Foi bacana. Entrei num ritmo ótimo, sem variação. Cheguei a pensar que meu GPS estava congelado ou quebrado, mas não. A parte da cidade onde acontece a prova, e onde eu corri, é toda plana. Foi encaixar um ritmo e ir embora. A temperatura é ótima, entre 16 e 22 graus no horário da prova. Terminada a corrida e alguns trabalhos que tinha ainda para finalizar (vou ficar 40 dias por aqui, mas trabalhando… meu trabalho permite isso), resolvi dar uma passadinha na Expo e já retirar meu número. À medida que fui me aproximando da entrada, ouvia cada vez mais alto um punk rock de primeira, pelo menos para mim. Tocava “Rock The Casbah”, com The Clash. Sensacional.
Não posso ainda dizer muito sobre a Expo porque dei “uma passada geral”, até porque tenho intenção de voltar lá hoje. Aliás daqui a pouco. Mas, como é uma corrida que atrai mais corredores locais ou dos arredores, hoje será o grande dia de movimentação da feira. E quero ver isso de perto. Pelo pouco que vi, posso dizer que é uma Expo pequena, mas bacana, com vários stands dando brindes, oferecendo degustações e outras coisas mais. O que chamou mais atenção foram os 10% de desconto em qualquer Garmin (inclusive o 610 e o 210, que é lançamento). Bom, volto lá daqui a pouco e depois conto mais.
Meu número já está na mão… é 2668. Largo na corral #2. Nada mau. As baias são divididas por ordem de performance. Deve ter muito caminhante e iniciante na prova. São 16 mil inscritos, sem prova de menor distância junto. Pacers oficiais a partir de 1:30… depois 1:45 e a cada 15 minutos. Se eu quiser correr com pacer, tenho que optar pelo segundo pelotão. Mas não me preocupo com isso. Não corro início de prova em cima do relógio, salvo em poucas situações, como fiz na Golden Four BH e não foi muito bom, diga-se de passagem. Mas foi consciente. Corro sempre em cima da sensação de esforço. No ritmo, mas na sensação do esforço. Esse é meu estilo de correr. Só me preocupo com relógio numa meia depois dos 15k. Numa maratona depois dos 30k. Aí esqueço a sensação de esforço e começo a fazer contas. Aperto se der para apertar ou me esforço pelo menos para manter o ritmo.
Bom, fico por aqui. De ontem para hoje dormi 12 horas seguidas… tomei um relaxante muscular por conta de uma dor no ombro que me incomoda desde a Meia de Buenos Aires e apaguei. Pelo menos já entrei no fuso. Já tomei meu café e estou pronta para voltar a Expo, agora com câmera fotográfica na mão. Assim que der, trago mais informações.
Postado em: De algum lugar por Fernanda Paradizo às 14:40
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Luciana fioravanti, em 1/outubro/2011 às 18:26 diz:
Muito legal, é uma prova dos sonhos…e correr pela sensação de esforço sem olhar para o garmin é indicativo de inteligência cinética, adoro isso e estou treinando para nas próximas meias e marat. fazer exatamente isso! E gosto deste jeito de pensar: uma coisa de cada vez ( em relação ao Iron ), acho que assim se consegue mais intensidade nas experiências, focando uma de cada vez, embora sejam próximas em termos de datas. Diria que neste momento estou assim também!Excelente prova para vc domingo!