Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

Três meses da nova metodologia de treinos e segue a experiência

4/abril/2017

O trabalho começou em dezembro, próximo do Natal. Uma nova forma de controlar os treinos, pela frequência cardíaca pelo protocolo do treinador norte-americano Phil Maffetone (também utilizada pelo triatleta e técnico Mark Allen, para citar outro exemplo).

Basicamente (clique aqui para ler mais sobre a metodologia), em linhas gerais, trabalha-se muito na famosa “zona de rodagem”, no meu caso, entre 133 e 143 BPM, com uma base muito forte e longa e poucos intervalados/ritmos, apenas em um período mais específico.

Mas deixando as explicações técnicas de lado, apenas vou passar as minhas experiências e sensações até este momento, entrando no quarto mês da preparação nessa linha no planejamento, agora, tendo como objetivo a Maratona de Porto Alegre, no dia 11 de junho.

Antes, um adendo, pois muita gente não compreende (ou não quer compreender, o que é típico das relações humanas atuais, ainda mais aqui no Brasil). Treinar por ritmo, por velocidade, com um controle de carga rígido, funciona. Muito. Já testei em mim e sigo estudando o tema, sozinho ou nas aulas específicas da faculdade. Utilizar bastante intervalado e quilometragem baixa, idem. São metodologias excelentes. Novamente, reforçando, sem certo ou errado. Apenas, se quer ou não fazer; se “encaixa” na sua vida ou não.

E longa quilometragem com pouco ou sem intervalado? O texto anterior, no blog, sobre o Farnese em Santiago, é um exemplo. Dá certo? Com certeza, também. E a metodologia do Phil Maffetone? Qual a melhor forma de analisar, de conhecer e de poder discutir sobre o tema? Para mim, testando na prática. Falar sem conhecer, é outra situação típica das pessoas. A melhor cobaia? Eu! Assim, segue o jogo.

Voltando ao tema principal, esses são os temas que mais me chamaram a atenção neste início do trabalho (novamente, um adendo, quando você muda de metodologia, o ideal são 12 meses, inclusive, é o que mostra no protocolo tanto do Phil quanto do Mark Allen, assim, essas sensações podem mudar ao longo dos próximos meses de 2017 pois dezembro, ainda, está longe):

  1. A corrida fica muito mais “gostosa”, no quesito social, pois você pode correr com amigos e não o tempo todo sozinho se está fazendo por ritmo e “pancada” (pelo menos, no meu caso). Por outro lado, você precisa “encaixar” mais tempo.
  2. A recuperação muscular foi extremamente rápida e surpreendente. Cheguei, durante a base, a fazer 120 km e 140 km na semana, sempre com rodagens, muitas vezes, em dois períodos no dia, e “inteiro”, sempre. Corri os 42 km e, no dia seguinte, nem parecia que tinha feito uma maratona.
  3. Quando entraram alguns treinos intervalados, sempre controlados pela FC, nas quartas-feiras, ou seja, uma vez por semana, a sensação geral continuou a mesma.
  4. É necessário ter muita paciência no início, pois você começa a correr em um ritmo muito mais lento do que está acostumado (o que faz muita gente desistir, ainda nesse começo. Uma questão de escolha e absolutamente, normal.)
  5. No meu caso, após 5 semanas da base, com a mesma frequência, o ritmo começou a ficar muito melhor, com uma diferença de mais de 40 segundos.
  6. Além da FC, ao lado do André Pizzinato, meu  treinador, também inclui quilometragens mais longas semanais.
  7. Em termos físicos, o corpo “secou” mais nesse período, mesmo a alimentação estando bem atrapalhada pelo cotidiano, pela correria da vida e a falta de horários mais corretos para comer realmente quando tenho fome. O “cansaço geral” também foi bem menor, mesmo correndo o dobro por semana do que estava acostumado ou até mais, em muitas vezes.
  8. Um primeiro teste foi a Maratona de Los Angeles, quando acabei fazendo um tempo abaixo do que esperava e em um ritmo melhor do que todos os treinos que fiz. Nenhum longo corri no ritmo dos 42 km, como comparação.

Bem, como comentei, foram vivências pessoais nesse período. Tudo está sendo anotado, inclusive, para trabalhos na faculdade de Educação Física. Como será os próximos meses? Não sei. Apenas, uma certeza, vamos seguir os trabalhos e as experimentações!

Postado em: Corridas, Crônica por André Savazoni às 16:57
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