Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

Três maratonas em 21 dias. Pensei que seria bem mais complicado

5/julho/2016

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Crédito da foto: Christina Volpe

A meta era pessoal. Estava desde o começo do ano com a Maratona de Porto Alegre, no dia 12 de junho, incluída no calendário. Tanto que, ao lado da Mari, fizemos a série sobre a prova gaúcha aqui no blog.

Surgiu, então, no começo de junho, o convite para participar do Mountain Do Costão do Santinho, em 25 de junho, na bela Florianópolis.

Por fim, havia a vontade e o compromisso de estar, ao lado da Mari, em Uberlândia no final de semana de 1 a 3 de julho para a UDI 42 – Maratona Nilson Lima. Claro que com o intuito de correr os 42 km e mais do que prestigiar tanto o amigo Nilson quanto a primeira edição da prova (a Mari com a inteligência das mulheres, foi de 21 km).

Ou seja, seriam três provas de 42 km, com características e clima totalmente diferentes, em 21 dias. No meio delas, um treino de 16 km.

Junte-se a essa história o fato de vir de uma sequência de corridas, a maior que já fiz. Começou com a Tribuna em Santos (15 de maio), depois, 10 Milhas Outdoor em 22 de maio (com um longo de 28 km na véspera), Meia do Rio em 29 de maio (junto com a maratona) e Meia das Cataratas (Foz do Iguaçu) em 5 de junho, além de Porto Alegre (12 de junho) e Mountain Do (25 de junho).

Alguns pontos ajudaram. Claro que diminuí um pouco a intensidade dos estímulos durante esse período com a orientação do Marcelo Camargo, meu treinador. Mas o ritmo de vida foi mantido. As provas foram usadas como treino. Em nenhuma fui para o limite, mas também não corri fraco.

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Crédito da foto: Tião Moreira

Neste ano, como o foco era Boston, onde não consegui o tempo que queria e treinei, eu tinha feito uma base muito boa. Entre dezembro e meados de fevereiro. Ou seja, o alicerce está aguentando bem as paredes e o telhado. Mesmo querendo construir uns três andares! Descanso e a experiência para ouvir o corpo complementam esse treinamento.

Sinceramente, no começo, achei que seria mais difícil essa sequência.

Em Porto Alegre, corri forte, mas longe do limite físico. O clima e o percurso ajudaram bastante.

O que mais “judiou”, foi no Costão do Santinho, pela variedade de pisos (areia fofa e dura, terra, pedras, costão, barro/lama, dunas, bosques… sem contar os tombos e a altimetria. Fiquei com as panturrilhas bem doloridas até terça-feira.

Agora, no último domingo, o complemento, com outras características. Altimetria pior que a do Costão. Mas no asfalto. A mais difícil que já corri no asfalto, diga-se de passagem. Muitas subidas. Um dia quente. Não briguei com o corpo nem com o trajeto. Fiz uma prova com a cabeça, novamente.

Correr três maratonas (duas em asfalto, uma plana e outra quase sem plano) com uma de montanha o meio em 21 dias é motivo de superação, de exemplo, de se sentir um super-homem? Nada disso. Bem distante, eu diria, como mais de 500 quilômetros entre Jundiaí e Uberlândia. Apenas uma meta pessoal e algo extremamente possível. Quer realmente fazer? Basta estar preparado para isso. Que venha a São Paulo City Marathon, em 31 de julho.

Mas antes, no próximo sábado, tem o treino de 42 km do aniversário de 42 anos, mas essa é a história de amanhã no blog (e, nessa, o Marcelo Camargo já avisou que não se responsabiliza, pois estou em semana de transição e o risco é todo meu!).

Postado em: Crônica por André Savazoni às 10:56
2 comentários »

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