Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

Sandy Bodecker, o homem por trás do projeto Breaking2 da Nike

26/abril/2017

Particularmente, acredito que é uma excelente estratégia de marketing, Tanto a da Nike quanto a da Adidas na busca do sub 2h na maratona. Mais ainda pela busca de condições “perfeitas” e da busca de uma estratégia para o tempo.

Fisiologicamente, como já escrevi, acredito que ainda estamos bem distantes dessa marca, principalmente porque o recorde atual dos 42.195 m no masculino é de 2:02:57 e, na história, apenas o queniano Dennis Kimetto tem um sub 2h03.

Outro ponto, tênis não faz ninguém correr melhor. Isso chama-se treinamento, preparação… Claro que a maioria dos corredores não têm essa noção nem da fisiologia, nem dos números necessários para baixar das 2h e idolatram tênis!

Dessa forma, reforçando o que citei acima, como marketing, é uma jogada de craque, esse sim, um sub 2h! A Nike, inclusive, disponibilizou uma entrevista com Sandy Bodecker, vice-presidente de projetos especiais e responsável pelo projeto Breaking2. Confira os principais trechos:

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O desejo de testemunhar um atleta quebrar um recorde ou vê-lo ter um desempenho aparentemente impossível estimula o esporte. “É importante porque mantém a competição interessante e surpreendente”, diz Sandy Bodecker. “Os melhores dos melhores vivem para isso”, reforça.

Para ele, “isto” é o Breaking2, um projeto inovador e audacioso voltado para possibilitar uma maratona abaixo de duas horas. “Eu sou um sonhador”, diz ele, “e eu trabalho com outros sonhadores em um ambiente que encoraja a inovação e desafia os padrões diariamente”.

Bodecker começou na Nike há 35 anos, como coordenador de testes de desgaste de calçados e eventualmente chefiou o primeiro negócio Global de futebol da Nike, depois iniciou o negócio em Esportes de Ação e atuou como  primeiro Chefe de Design Global.

Embora Bodecker diga estar obcecado com a maratona abaixo de duas horas há anos (ele tem 1:59:59 tatuado no interior do pulso esquerdo), não se lembra de quando seu fascínio por quebrar barreiras começou. “O primeiro limite que eu superei foi antes que eu pudesse andar”, diz ele. Ele escapou de seu carrinho de bebê no Central Park, em Nova York, e engatinhou até a Central Park West (a rua que limita o lado oeste do parque) onde ele foi pego por um policial e devolvido para uma babá “muito angustiada”.

Mais recentemente, Bodecker enfrentou outro – e muito mais difícil – desafio: vencer o câncer. Ele estava jogando a final do jogo da sua vida, diz ele, e nada era mais importante do que garantir a vitória. “Não existe segundo lugar, então todo o seu foco está em ganhar e fazer tudo o que você pode física e emocionalmente para não ficar em segundo lugar”. Ele venceu. E é essa experiência que o ajuda a se identificar pessoalmente com a vitória e contra os prognósticos.

Mas de todos os recordes que ainda não foram quebrados, por que a fixação com este? “A barreira da maratona em menos de duas horas é um daqueles recordes raros que, se quebrado, pode transformar um esporte”, diz Bodecker. “A maratona de duas horas é a última grande barreira que acontece ao longo de uma geração”, ele diz. “Ela afetará para sempre a maneira como os corredores veem a corrida de longa distância e o potencial humano.”

Fazer isso requer uma combinação de superioridade atlética e uma vantagem mental. “O que separa o excelente do bom é o lado mental da equação”, afirma Bodecker. Isso significa que os atletas do Breaking2 escolhidos pela Nike, Eliud Kipchoge, Lelisa Desisa e Zersenay Tadese, precisarão ter uma autêntica e poderosa autoconfiança de que eles pertencem a este nível, uma confiança que vem do saber que eles estão preparados para este momento e uma confiança em sua capacidade de correr rápido o suficiente, durante um tempo suficiente para alcançar 42,2 km em menos tempo do que qualquer outro humano já fez. “Se eles não têm essa capacidade natural de concentrar toda a sua emoção e esforço nisso, eles não terão sucesso.”

Para preparar Kipchoge, Desisa e Tadese para terem sucesso, Bodecker e a equipe Breaking2 se propuseram a desenvolver os planos de treinamento, fomentando estratégias e produtos para ajudá-los a realizar o que sempre pareceu impossível.

Além de redefinir o potencial humano e inovar na corrida, esta missão está iniciando uma forte dinâmica para desenvolvimentos futuros e definição de metas.

Entre as inovações de produto, Bodecker está particularmente orgulhoso do Nike Zoom Vaporfly Elite, que conta com a inovação da entressola Nike ZoomX, do tênis de corrida projetado com o kit Breaking2 e do Nike Zoom Vaporfly 4% (uma versão usada pelos vencedores masculino e feminino em Boston). “O aspecto mais instigante deste tênis é que ele proporciona um benefício de desempenho mensurável para o corredor de elite”. Ele está falando sobre suas promessas de proporcionar uma média de 4% de melhoria na economia de corrida quando comparado ao Zoom Nike Streak 6, atualmente o tênis de corrida mais rápido da Nike no mercado.

“A quantidade de dados e insights que conseguimos coletar e a experiência adquirida com esses esforços nos fornecerão anos de territórios inovadores para explorar e inventar”, explica Bodecker, “o que, em última instância, leva a melhores produtos e serviços para atletas de todos os níveis”. E para o próprio Bodecker, ter sucesso no Breaking2 seria uma vitória enorme para adicionar ao seu já impressionante histórico.

Postado em: Maratonas por André Savazoni às 16:37
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