Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Fazendo rodagens diárias, Farnese chega a 2h41 em Santiago

2/abril/2017

IMG-20170402-WA0010[1]Mineiro, com fala mansa, coração enorme e uma força incrível,  Farnese da Silva Borges já foi personagem aqui do blog na época da Maratona de Boston do ano passado e, também, entrevistado na Contra-Relógio por ter sido o melhor brasileiro na Comrades de 2016.

É daquelas pessoas que cativa a partir da primeira conversa. Impossível passar despercebido. Agora, na linha de largada de uma maratona ou de uma ultra como a sul-africana, garanto que poucos apostariam nele. E também garanto que a maioria iria perder!

Farnese mostrou, mais uma vez, na Maratona de Santiago (onde tem os dois melhores tempos da vida) que perto de completar 48 anos, está na melhor forma da vida. Com 2:41:01, bateu o recorde pessoal e foi o primeiro colocado na faixa etária 45-49 anos da prova chilena.

O mais interessante é que Farnese comprova aquilo que canso de escrever aqui no blog e uso como “mantra”. Em um mundo chato que parte da corrida vem se tornando, questionar ou classificar como certo ou errado é uma baita bobagem. Claro que existe um princípio de treinamento, mas as variações são possíveis, as metodologias, os caminhos… o que deve, inclusive, levar em consideração como algo fundamental o dia a dia da pessoa, a vida, o cotidiano.

“Não uso planilha e só obedeço o meu corpo. Corro quando estou descansado e, se cansar, paro até dois dias seguidos. Geralmente, faço rodagem de 12 a 20 km todo dia e um longo que varia de 30 a 50 km. Não faço intervalado, tiro, essas coisas, somente rodo”, explica Farnese. “Poderia melhorar alguma coisa, mas não seria muito. Faço por hobby, então, não acho que vale a pena o sofrimento.”

E Santiago estará para sempre no coração de Farnese, assim como a Comrades.

“Hoje, não poderia fazer nada de diferente, pois dei tudo o que podia. Não economizei energia. Antes da largada, falei aos amigos que iria para matar ou morrer. A chance de dar errado era maior, mas no final, deu tudo certo. Consegui negativar (fazer a segunda metade mais rápida do que a primeira) em dois minutos. Essa prova em Santiago é fantástica”, afirma o imparável Farnese, que no próximo domingo estará na Maratona de São Paulo!

Postado em: Corridas, Crônica por André Savazoni às 23:04

7 Respostas para “Fazendo rodagens diárias, Farnese chega a 2h41 em Santiago”

  1. Farnese como sempre mandando muito bem. Parabens !!

  2. Parabéns Farnese,nos veremos domingo no Ibirapuera.

  3. Parabéns, vc é o verdadeiro campeão das pistas, faz o que gosta e respeita seu corpo. Exemplo de atleta.Continue brilhando nas pistas, um grande abraço.

  4. O Farnese é um motivo de orgulho e inspiração para todos os corredores brasileiros! Além de um excelente atleta, é um cara humano! Torço muito por você guerreiro! De São Gotardo para o mundo!

  5. Parabéns ao Farnese. Excelente a técnica de treinamento.Seguir planilhas, tiros só serve para lesionar e nada de comer a cada tres horas. Fazer rodagem quando sentir que o corpo está bem, comer e beber s
    ó quando se está fome e sede.

  6. […] longa quilometragem com pouco ou sem intervalado? O texto anterior, no blog, sobre o Farnese em Santiago, é um exemplo. Dá certo? Com certeza, também. E a metodologia do Phil Maffetone? Qual a melhor forma de […]

  7. O nome dele é parecido com os sobrenomes dos quenianos e etíopes. Faz sentido correr rápido assim. :)

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