Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Uma questão de paciência no início, o que mais chama a atenção

10/janeiro/2017

hqdefaultComeçando a treinar pela frequência cardíaca, muitos me perguntaram o que mais senti de diferença. A resposta é clara: a necessidade de paciência (bastante) no início.

Caso não tenha lido o texto inicial, clique aqui para ter acesso.

A questão é simples. No começo, você acaba correndo muito abaixo do que está acostumado e, para a cabeça de corredor, a sensação é péssima. Um ou outro treino regenerativo, tudo bem, mas todos?

Vou perder velocidade, não vou conseguir correr a prova nem perto do que imaginava… e por aí vai. As dúvidas povoam a cabeça.

Ouvi, inclusive, de gente que desistiu nesse começo. Com isso, já tenho uma certeza: é muito mais fácil optar por essa metodologia com iniciantes e com quem tem menos experiência no mundo da corrida. Os mais “rodados”, literalmente, correm o risco de pirar! Esse é um ensinamento que fica para o meu lado da Educação Física. A não ser que a pessoa esteja convicta a experimentar (e confiante no precipício), custe o que custar.

Agora, não sei se é uma impressão falsa, mas a partir desta semana tive a sensação que tudo começou a se encaixar rapidamente, com o ritmo baixando bem. Farei amanhã o teste das 5 milhas, para ter um parâmetro, e um treino na sexta-feira no plano apenas, bem controlado, para no final analisar o desempenho.

Postado em: Corridas, Frequência Cardíaca por André Savazoni às 19:05

6 Respostas para “Uma questão de paciência no início, o que mais chama a atenção”

  1. Tem-se que treinar em um local completamente plano? Em caso de subidas deve-se caminhar para não ultrapassar o limite, correto?

  2. Correto, Tadeu

    Não há qualquer menção à altimetria. Treina-se onde pode e quer.

    A questão é manter a FC no intervalo de cada um, o mais próximo possível da marca determinada (no meu caso, 143). Se tiver de andar em alguma subida no período de adaptação e base, o protocolo manda andar, como vai acelera mais nas descidas e ver o ritmo no plano. O que vale não é o pace nesse momento, mas a FC.

    Abraço
    André

  3. André, tem idéia de como conciliará (se for o caso) este método com treinos visando maratonas?

    Ou, em outras palavras, como entende que deveria ser o período específico para uma maratona ( 8 semanas +/-)no que diz respeito à treinos de estímulo?
    Abços
    Marco

  4. Marco, o treino é visando à maratona
    Na verdade, pelo protocolo, são 12 semanas de base e depois, um ano para estar 100%. Claro que vou fazer provas ao longo desse período, mas tenho de experimentar na prática. Pelo menos 10 semanas de treino específico e mais 2 de descanso, é o que geralmente faço, até mais, a partir de uma base bem feita.

    Abraço
    André

  5. Ok André.
    Se entendi corretamente, fará uma base de 12 semanas c/ treinos em função da freq. cardíaca, e depois partirá pra parte + específica p/ maratona?

    Eu farei uma experiência: ja ia fazer os 42 da Maratona de SP (yescom) como treino. Farei um treino até lá focado somente na frequência cardíaca e vamos ver no que dá!

    abços e bons treinos
    Marco

  6. Na verdade, Marco, o que irá mudar na específica é um treino por semana de velocidade, cerca de 20 minutos de duração, também pela FC.

    Abraço
    André

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