Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Principais maratonas brasileiras evoluem e tornam-se ótimas opções

28/novembro/2016

Vamos chegando ao final de mais um ano e, entre tantos problemas, uma questão bem interessante: as maratonas brasileiras vêm melhorando a cada edição, com boas perspectivas para 2017, se tornando cada vez mais uma opção para os corredores.

Das principais e oficiais realizadas até o momento, neste ano, só não estive em Foz do Iguaçu (uma “falha” que pretendo “corrigir” em 2017). Algumas corri, outras observei, em outras fiz uma distância menor e observei… Nada de ficar no sofá, comentando pelo que ouviu (o que mais temos, aqueles que adoram o, “estão falando que”…).

rio

Maratona do Rio

Em São Paulo, fiz 10 km e acompanhei o restante da prova, caminhando pela raia da USP, conversando com os treinadores e, depois, voltando de ônibus até o Ibirapuera e vendo a chegada. No Rio de Janeiro, corri a meia-maratona e, então, fiquei também assistindo à prova e a grande festa no Aterro do Flamengo.

Nas outras (Porto Alegre, Uberlândia, São Paulo City Marathon e Curitiba) corri e completei os 42 km, o que garante uma ótima impressão do “todo”.

Em todas há pontos positivos, outros a melhorar, mas, sem exceção, a nota média foi bem satisfatória, entre 7,0 e 8,0, bem merecidos.

Em relação às provas geladas no Hemisfério Norte (o que a maioria procura), Porto Alegre não deveu em nada. Fez tanto frio que ainda gela os pés e pernas apenas de lembrar!. Praticamente plana, ótima. Houve falhas na entrega dos kits e na demora na divulgação dos resultados, o que os organizadores já prometeram acertar para 2017. Tirando esses dois fatores, uma prova “redonda” e disparada a melhor das três que já fiz na capital gaúcha.

Rio de Janeiro, Uberlândia e Curitiba ficaram no limite da temperatura, porém, para quem correu perto ou acima das 4h, o calor foi um adversário (um risco em um país tropical). Nas três, a boa hidratação ajudou bastante.

São Paulo superou o limite (em muito) em um dia de bastante calor (é a que precisaria, sem dúvida, ter a largada mais cedo).

Por outro lado, a São Paulo City Marathon talvez tenha sido a prova com o melhor equilíbrio no clima, principalmente pelo excelente fato de a largada ocorrer às 6h (o que deveria ser uma regra em praticamente todas as provas de 42 km pelo Brasil, com exceção talvez para Porto Alegre, com 7h em junho sendo ótimo) e com separações de ritmo (por sinal, algo que deveria ser copiado por todas as outras).

Não temos como controlar o clima, então, a questão primordial é essa, largada o mais cedo possível: 6h deveria ser a referência. Dessa forma, para quem faz entre 4h e 5h (a maioria dos concluintes), estará correndo a hora final das 9h às 11h, o que é muito melhor do que das 10h às 12h (começando às 7h) ou das 10h30 às 12h30 (com o início às 7h30), em duas comparações.

Rio de Janeiro brilha (sempre) pelo visual, uma prova única e lindíssima (mas deveria, mesmo com a logística do transporte, largar mais cedo). Curitiba destacou-se pela união das assessorias e corredores, como já citado aqui no blog. Uberlândia (com boas subidas e descidas, além da temperatura tradicional da cidade) deixou uma ótima primeira impressão.

Em termos de hidratação, percurso aferido e organização, tudo funcionou corretamente.

A nota de corte vai subindo e, assim, cresce a expectativa para as maratonas brasileiras em 2017.

Aproveitando, para quem esteve nas provas neste ano, fica a dica que, na edição de janeiro da Contra-Relógio, teremos o tradicional Ranking Brasileiro de Maratonistas.

Assim, para quem ainda não é assinante, fica a dica de fazer a assinatura agora em novembro ou dezembro (Tomaz Lourenço, editor da CR, estará na entrega dos kits da Volta da Pampulha nesta semana) e, dessa forma, em janeiro, já receberá automaticamente o diploma em casa. Pois essa é a linha da revista, de estar ao lado dos corredores, mas não apenas em opinião e força, presencialmente também, como fizemos na maioria das maratonas nacionais e repetiremos na próxima temporada.

Postado em: Maratonas por André Savazoni às 16:30

3 Respostas para “Principais maratonas brasileiras evoluem e tornam-se ótimas opções”

  1. @revistacontrarelogio a história completa está na minha fan page. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1676195162661384&substory_index=0&id=1439052769708959 (www.fb.com/aulasdoasfalto)

  2. Colegas corredores, já acompanhei e corri maratonas em diversos países e várias no Brasil – o que realmente me faz falta é mais gente correndo e, também, incentivando. Quando aumentar o “crowd” volto a correr as nossas provas. Abraço de um assinante das escadarias da Tv Gazeta (e que deve à revista sua primeira planilha…).

  3. Boa tarde, Rubens
    Quem legal a história sobre assinante das escadarias da Gazeta.
    Um local emblemático. Ligado tanto à revista quando ao período em que cursei jornalismo na Cásper Líbero!
    Realmente, falando das provas, quem já correu lá fora em provas com público, sabe mesmo que a diferença e a emoção são enormes.

    Um abraço
    André Savazoni

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