Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Adhemar Ferreira da Silva é eternizado no Hall da Fama

8/março/2012

Vivemos em um país de poucos ídolos esportivos. Muitos, inclusive, não reverenciados como deveriam. Diria a maioria. No atletismo, então, são histórias e mais histórias de esquecimento e não valorização de nossos heróis solitários. Felizmente, um deles, Adhemar Ferreira da Silva, foi eternizado no Hall da Fama do Atletismo, anunciado nesta quinta-feira (08) pela IAAF. Homenagem justíssima ao nosso bicampeão olímpico do salto triplo.

A criação do Hall da Fama do Esporte é o ponto alto do centenário da Iaaf. A primeira lista conta com 12 atletas, ente eles Adhemar. Outros 12 serão incluídos ao longo de 2012. Uma pena que Adhemar morreu há 11 anos e não pode ser homenageado em vida. Isso, sinceramente, me incomoda. Há inúmeros casos assim. O atleta merece sempre participar da festa, vivenciar o momento.

Adhemar (1927 – 2001) foi o primeiro brasileiro bicampeão olímpico. Inclusive, as duas estrelas amarelas no escudo do São Paulo representam as conquistas dele. O primeiro ouro olímpico foi em 1952 (Helsinque, na Finlândia) e o segundo em Melbourne, na Austrália, em 1956.

Foi ainda tricampeão pan-americano em Buenos Aires-1951, Cidade do México-1955 e Chicago-1959. No Pan-Americano do México, o salto da vida: 16,56 m, que representou a quinta quebra do recorde mundial do salto triplo. No site da CBAt, há um perfil completo de Adhemar. Vale a leitura. Em inglês, há o texto na IAAF.

Falando do Hall da Fama, pelas informações da IAAF, para ser incluído o atleta precisa estar aposentado há no mínimo dez anos, ter vencido duas olimpíadas ou mundiais e quebrado ao menos uma vez o recorde mundial. Ou seja, é a soma desses quesitos. Coisa muito fácil. Entre os selecionados estão os americanos Jesse Owens (quatro ouros em Berlim-1936) e o lendário Carl Lewis (dez medalhas olímpicas, sendo nove de ouro!).

Para confirmar como Adhemar é um mito, veja dois companheiros nessa primeira lista do Hall da Fama: o etíope Abebe Bikila e a Emil Zatopek, a Locomotiva Humana. Está ou não muito bem acompanhado? Veja a moral na apresentação da IAAF para o brasileiro: “Triple jumper Adhemar Da Silva has a good claim to being the greatest ever athlete produced by the South American continent thanks to his back-to-back Olympic Games gold medals in 1952 and 1956″. Não preciso dizer mais nada.

Postado em: Crônica por André Savazoni às 10:39

5 Respostas para “Adhemar Ferreira da Silva é eternizado no Hall da Fama”

  1. Olá André, e além do mais não tive oportunidade de vê-lo treinando em nossa pista de treino do dia-dia, uma pena. abraços

  2. Bonita homenagem!!

  3. André,

    Excelente post. A família do Adhemar deveria ler isso.

    Adolfo

  4. Maior nome do atletismo brasileiro em todos os tempos.
    Homenagem atrasada, porém, justíssima.

  5. Um monstro. Um dos maiores do esporte mundial e do brasileiro! Um gênio, um cara que saiu do nada e criou uma dinastia de triplistas no Brasil.

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