Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Largada por ondas com separação por ritmo, eu quero CORRER a São Silvestre 2012

4/janeiro/2012

Está lançada a campanha do blog: “Largada por ondas com separação por ritmo, eu quero CORRER a São Silvestre 2012”. Quanto mais gente participando, melhor. A ideia é contar com o apoio de corredores de todo o Brasil. Considero a São Silvestre um patrimônio nacional, deveria inclusive ser tombada! Todo mundo conhece a prova, corrê-la, independentemente do seu ritmo, tem um gosto especial. Único. Porém, nos últimos anos, com o crescimento anual (não tão intenso no número de concluintes, como vemos nos números), quem gosta realmente de correr vem sendo deixado de lado sistematicamente.

Foto: Sérgio Shibuya/ZDL

A São Silvestre, hoje, é excelente para quem é da elite. Seja elite A ou B. Para quem paga para largar no Pelotão C. Para os fantasiados, carregadores de faixa etc. Para quem quer só fazer a festa, divertir-se. Para quem participa de uma prova no ano, justamente a São Silvestre. Como uma menina que perguntou, durante a entrega dos kits: “Corri até hoje, no máximo, 3 km, será que terei problemas na prova?” Para quem quer caminhar ou fechar a prova trotando, em duas horas. Tudo correto. Todos merecem seu espaço. Mas e quem gosta de correr? Seja no ritmo de 4:00 ou 5:00 por km, entre outras médias, por que é deixado de lado?

Corrida é esporte. Esporte lembra competição. Buscar um recorde pessoal na São Silvestre, com todas as dificuldades do percurso, é ainda mais especial. Hoje, praticamente impossível. Queria correr forte a prova, fui no meio da “geral” para poder retratar a sensação, ver como era. Não adianta, também, ficar discutindo, falando, dizendo isso e aquilo e, ano após ano, não correr a prova. Conhece a teoria, mas não a prática. Fiquei 1h40 em pé, no sol, sem me aquecer, sem me hidratar (já que a água que levei esquentou, é claro!). Tudo muito difícil.

A solução é simples. Exemplos positivos existem. Vou citar um, da Maratona de Chicago, que tem 40 mil inscrições. O mesmo que os organizadores da São Silvestre sonham para 2012. São quatro currais de largada em onda, com ritmo comprovado. Ficando, daí, o último, para o geral. Há, inclusive, quanto tempo você levará para passar pelo tapete de largada. Isso é organização.

Curral A – Meia-maratona inferior a 1:25:59 e maratona a 3:10:59. Expectativa: 1.500 mil corredores. Tempo para passar pela largada: 42 segundos.

Curral B – Meia-maratona inferior a 1:35:59 e maratona a 3:35:59. Expectativa: 3 mil corredores. Tempo para passar pela largada: 1:58.

Curral C – Meia-maratona inferior a 1:45:59 e maratona a 3:55:59. Expectativa: 4 mil corredores. Tempo para passar pela largada: 4:11.

Curral D – Meia-maratona inferior a 1:50:59 e maratona a 4:00:59. Expectativa: 4 mil corredores. Tempo para passar pela largada: 6:31.

Depois, vem o geral. Quem quer correr fantasiado, com cartazes, com faixas (a não ser que seja rápido)… quem não tem tempo, está estreando nos 42 km ou corre acima de 1:50:59 na meia ou 4:00:59 na maratona. Justo. Quer largar mais na frente, tem de obter resultados durante o ano. Assim, 12.500 corredores têm direito a largar mais na frente. Isso representa, pensando em 40 mil vagas, arredondando, em 32% dos participantes. Por sinal, para quem se interessou, as inscrições para a Maratona de Chicago começam em 2 de fevereiro.

O que impede de adotar isso na São Silvestre? Nada. Muitos organizadores exigem, ainda, que os tempos previstos sejam obtidos em suas provas. Aí, teria muita reclamação, principalmente nas redes sociais, mas é um risco que correremos: a Yescom separar por ondas, mas, exigindo a marca em suas corridas… O que precisamos, realmente, é de organização largada da São Silvestre, o pior problema da prova. O resto da corrida, sinceramente, está bem dentro da média nacional das principais provas, no quesito hidratação, marcação do percurso, cronometragem, medalha (que na edição de 2011 se destacou).

Então, vamos tentar tornar o sonho realidade: “Largada por ondas com separação por ritmo, eu quero CORRER a São Silvestre 2012”

Postado em: Corridas, Crônica, Na Corrida, São Silvestre por André Savazoni às 16:29

38 Respostas para “Largada por ondas com separação por ritmo, eu quero CORRER a São Silvestre 2012”

  1. André, então vamos lá: Yescom. Largada por baias ou currais. Meia-Maratona de São Paulo. Regulamento, ítem 2.6: Setores de largada: Abaixo de 01h40min/ Entre 01h40min e 01h55min/Entre 01h55min e 02h15min/Acima de 02h15min. Você acha que os corredores respeitarão isso? O que você sugere para que os setores de largada sejam realmente respeitados? Seguranças grandões e fortões nas entradas dos setores, com grades de 2 mt de altura? Ou seria melhor a Yescom exigir tempos de classificação em todas as provas grandes? (O que seria uma medida um tanto antidemocrática e excludente). Se todos fossem sinceros na hora da inscrição com relação à expectativa de tempo de conclusão da prova e respeitassem os setores, estaria tudo resolvido. Parece que o problema está mais nas pessoas do que nos organizadores de provas. Quanto à São Silvestre, acaso seja exigida comprovação de tempo, será uma medida bem antipopular e muita gente não vai gostar. Até porque a São Silvestre é uma prova com características festivas, até pela data em que ocorre, bem diferente das maratonas que você citou, que são provas direcionadas à corredores amadores mais sérios (e experientes).

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    Julio, é isso que prego mesmo. Controle rígido e grades altas, sim. A forma de controle, a organização definirá. Como ocorre nas grandes provas pelo mundo com muitos inscritos, como a São Silvestre já é (e vai aumentar ainda mais). Não considero nem um pouco essa medida antidemocrática ou antipopular. Pelo contrário. Será democrática e popular, porque hoje ela não é democrática.

    Veja o exemplo da Maratona de Chicago que citei, arredondando, 30% por tempo, sobram 70% dos inscritos, que poderão correr. Sem qualquer exigência de tempo. Farão a festa que quiserem. E pronto. Simples. Assim, todos serão beneficiados. O que hoje não ocorre. De maneira alguma.

    As pessoas não respeitam. Não adianta só falar. Dizer: olhe, você tem de largar assim. Isso é utópico. Um dia, talvez. Hoje, não. A organização tem sim de assumir isso, pelo menos em um grupo.

    Se a medida valer para outras provas da Yescom, também grandes, como a Meia do Rio e a Volta da Pampulha, melhor ainda. As duas corridas têm sérios problemas na largada também. A do Rio mais ainda porque logo após o começo tem uma boa subida, que trava tudo.

    Abraço
    André Savazoni

  2. Fala André…concordo plenamente com a largada em ondas e por ritmo, mas DUVIDO que a Yescom cogite a hipótese. Em 2012 será pior, agora com mais gente. Gostaria muito de queimar a língua, mas… Grande abraço.

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    Alan, não custa tentarmos. O não (o mais provável, realmente), já temos.

    Abraço e bom 2012
    André Savazoni

  3. André,
    Se José Simão comentasse no seu Blog, ele diria: “O Brasileiro é cordial…” mas é muito individualista e mal-educado!!! E alguns organizadores de provas, são muito arrogantes!! Pobre de nós corredores, que não somos tão abastados e não conseguimos correr anualmente 1 ou 2 maratonas ou meias lá fora…. vamos sofrendo, mas sendo felizes!
    Abraços!

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    Fausto, perfeito quanto ao individualista e mal-educado. Em eventos grandes, como a São Silvestre, o que você vê de gente assim, é impressionante. Uma pena.

    Abraço
    André Savazoni

  4. André, corri 2010 e 2011 e prometi que não correria mais a São Silvestre! Mas com uma largada em ondas organizada, não tenho dúvida, vou correr novamente! Está atitude de vocês excelente e torço para que os corredores se juntem para apoiar a campanha!

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    Augusto, é isso mesmo. Ouço inúmeras histórias como a sua. Vamos tentar fazer algo pela nossa principal prova.

    Abraço e bom 2012
    André Savazoni

  5. Parabéns pela campanha. Reivindicações de mudanças podem ser objetivas e/ou subjetivas. A questão do percurso, por exemplo, cairia numa questão subjetiva. Se a campanha for focada neste aspecto objetivo dos currais, estou dentro. Historicamente, a CR sempre lutou por estas melhorias objetivas e algumas subjetivas e já tivemos grandes mudanças nos últimos 18 anos. Eu também não acredito muito que vamos colher algum fruto já em dezembro de 2012, mas o caminho sempre foi este.

  6. Apoio a campanha.Enquanto a largada da SS não for organizada não participarei.

  7. Apoio total. Mas é utopia, estamos falando de um país que tem mais de 20 milhões de analfabetos..

  8. Oi André,
    A corrida de São Silvestre possui um grande valor sentimental para mim. E acredito que para muitos corredores. Ela foi a minha primeira prova, com apenas dois meses que havia começado a correr e por no máximo 8Km. Foi por esta prova que uma semana antes de estreiar nas corridas, fui no dia do Natal fazer o percurso junto com meu irmão para que no dia eu ficasse mais segura. Nesta época (2000), as mulheres do pelotão geral largavam separado dos homens, e parecia, pelo menos eu sentia isso, que os corredores se respeitavam mais, pois o meu irmão corria também e ele me falava como era.
    Esta desorganização na largada não ocorre somente na São Silvestre, mas também em outras provas, e talvez não seja tão visível devido ao menor número de pessoas.
    Todas ideias são bem vindas para melhorar esta situação, tanto na São Silvestre como em outras provas, como a Meia Maratona Internacional de SP já citada.
    Concordo com você e acredito que uma mudança é necessária. A última edição que participei foi em 2009, e foi devido a esta confusão na largada que me fez desistir de participar nestes últimos dois anos.

    Parabéns pela iniciativa!

  9. Concordo com o post e o apoio.

  10. André, meus parabéns!

    Antes, gostaria de pedir licença e fazer uma pergunta para o Júlio Cesar: “Júlio, me diga com sinceridade, você acredita na consciência do cidadão brasileiro em se dirigir não beber? Fala sério meu camarada! Cobrar pela corrida a Yescom quer, mas botar ‘ordem’, a Yescom não quer. Então, vou fazer o seguinte no final desse ano, vou correr sem pagar, quero água, kit de hidratação na chegada e medalha, blz? E não venha coibir a minha cara-de-pau, não. Se isso acontecer vou me sentir constrangido e vou achar que vocês estão sendo antidemocráticos, ok?”

    André, sou paulistano e o único motivo pelo qual não corro a SS é esse que você descreveu e não pense que me sinto bem com esse fato, pelo contrário, me sinto muito chateado. Agora, se um dia (para os meus padrões de desempenho físico) eu quiser passear na SS, pode ter certeza que irei lá para trás e correrei consciente de que não estou atrapalhando ninguém e tenho certeza que se a organizadora da corrida fizer um trabalho bem feito, ninguém se sentirá constrangido e é simples.

    Vejamos: grades altas e portões de acesso para as baias com seguranças sim, mas seguranças educados e prestativos que irão explicar para o senhor fulano e para a senhora ou senhorita fulana que a pulseira dela não é para aquela área, mas para outra área.

    Finalizando, se nesse ano não houver nenhuma intenção se quer da organização em melhorar essa bagunça que é atualmente, lance aqui na CR uma campanha convocando todos aqueles que se sentem indignados com essa falta de respeito, para se manifestarem, inclusive, criando comunidades nas diversas redes sociais, culminando com o boicote das próximas edições.

    Marcelo Zani Garcia
    Dependente químico de endorfina com muito orgulho.

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    Marcelo, a semente já está plantada. Vamos tentar unir os corredores para buscar uma solução para esse problema, na base do diálogo, da conversa, da troca de ideias e pensamentos. Isso considero fundamental.

    Não acho que devemos defender um boicote, isso é algo pessoal. Não podemos falar por tudos, nem achar que estamos representando um grupo enorme como o dos corredores, mas sim podemos montar um grupo de corredores para pressionar e ir atrás de um entendimento. O “não”, sempre temos, então, nada a perder. Vamos juntos buscar um ideal. Quem sabe não conseguimos…

    Abraço e um ótimo 2012
    André Savazoni

  11. Não podemos esquecer da obrigação da CBAT como órgão regulamentador. Se o organizador não está interessando em fazer o seu trabalho com qualidade, então a ordem tem de vir de cima! Eu sou a favor de que provas com mais de 5 mil pessoas tenham obrigatoriamente de oferecer largada organizada por currais. Não acho necessário comprovação de tempo, mas é preciso que a pessoa informe o tempo esperado para conclusão da prova no momento da inscrição. E sim: controle rígido no acesso aos currais!

  12. André, a CBAT através da norma 7 regulamenta diversos pontos da organização do evento. http://www.cbat.org.br/normas/Norma07.pdf
    Em alguns pontos está evidenciado condições sobre o pelotão de largada. Portanto, a CBAT tem sim obrigação sobre este tema e não pode fugir da sua responsabilidade!

  13. Isso significaria que a organização da prova quer melhorá-la, pretende aperfeiçoá-la e demonstra em dar à São Silvestre a grandeza que ela merece. Ainda que existam problemas, ainda que a execução não seja perfeita, seria uma luz no final do túnel, não? Infelizmente duvido que isso aconteça em breve. Mas gostaria muito de queimar a língua. Adoraria ver a Yescom calando a minha boca de forma justa!!

  14. Caro André, parabéns pela iniciativa.
    Mas acho que só conseguirei participar da Caminhada da São Silvestre.
    Acho que seria interessante lançar as duas campanhas no twitter: caminhada de SS na forma como está, ou corrida de SS, com currais e ondas de largada.

  15. Apoiadíssimo!

    A cronometragem do tempo mínimo para passar pela largada é muito inteligente. Isto já seria suficiente para fazer com que os atletas buscassem seus currais sem precisar de grades altas, seguranças, etc. sob pena de DESCLASSIFICAÇÃO.
    Bastaria que os currais fossem bem visíveis e coloridos (de acordo com a cor do número de peito) e fosse feita uma ampla comunicação aos atletas sobre a divisão por currais, o sistema de cores e o critério de desclassificação.
    Eu acredito que a grande maioria (a que paga inscrição, treina, viaja de bem longe e leva a sério) respeitaria se bem informada.

  16. Mas várias coisas que vocês estão falando já constam das provas da Yescom. Meia Maratona de são Paulo, Regulamento, ítem 2.5: OBSERVAÇÃO: Haverá um tempo máximo para apuração dos tempos da largada, o mesmo será de 10 minutos após a largada do pelotão geral. Após esse tempo os aparelhos eletrônicos serão desligados e seu tempo não será computado.-2.6. Ordem de largada – a. Ao se inscrever para a Meia Maratona e para os 05k, o ATLETA deverá optar por uma das áreas de largada compatível com seu ritmo de prova (tempo estimado de participação e conclusão para a prova). b. As áreas disponíveis, terão marcadores de ritmo. c. Para a Meia Maratona estão disponíveis 4 (quatro) áreas com os seguintes tempos para quem pretender completar a prova em: – Abaixo de 01h40min– Entre 01h40min e 01h55min- Entre 01h55min e 02h15min- Acima de 02h15min. O que falta fazer então ? Somente as grades de 2 mt de altura e os seguranças fortões e com disciplina militar, mas não sei se seria a melhor solução.

  17. Julio Cesar, a única prova que a Yescom organiza a largada é a Meia de SP. E as outras provas? Por que ela não faz o mesmo serviço na meia do Rio, na volta da pampulha e na São Silvestre? Eu mesmo já enviei mensagem para a Yescom sobre isto e a resposta era que o que eles faziam na meia de SP era um laboratório, um teste. E então? Quando sairão do ensaio e vão para a realidade do problema?

  18. O que falta na Yescom é competência, porque é fácil, vejamos. A grande maioria faz a prova todo ano, então já tem um tempo comprovado. Aa próxima insc., automaticamente já tem o direito de sair em determinada baia, 3 baias já seriam de grande valia, uma de 4 a 4,50; uma de 5 a 5,50 e outra de 6 a 7 min., e o restante na geral. Agora tem que ter fiscalização na entrada da baia, com números de cores diferentes. Os organizadores precisam pensar em dar condições aos atletas que querem fazer tempo, e para quem quer apenas se divertir também, só não dá para misturar tudo. Yescom, por favor, menos ganancia e mais competencia, falei!!

  19. Quero relatar o que aconteceu comigo na última S.S., devido ao tumulto e afunilamento em determinadas partes do circuito, de repente eu estava atraz de um “corredor”, usando um desses aparelhos kangú jump, o mesmo me deu um coice com aquilo no joelho e por pouco não terminava ali a minha corrida, acho que esses aparelhos não deveriam ser permitidos na corrida.

  20. Leo, Regulamento da Maratona de SP 2012: Ítem 2.8. Ordem de largada-a. Ao se inscrever para a Maratona, para os 25k e para os 10km, o ATLETA deverá optar por uma das áreas de largada compatível com seu tempo estimado de participação e conclusão para estas duas distâncias.-a1. As 04 (quatro) áreas disponíveis para Maratona, 25k e 10k respectivamente, terão marcadores de ritmo.-
    b. As 04 (quatro) áreas disponíveis para a Maratona, 25k e 10k respectivamente, estão divulgadas no mapa do item 2.7.-
    c. Para o pelotão C e caminhada a largada será em pelotão único.

    * Terá inclusive marcadores de ritmo.
    ** Lembrando que a Yescom divulga o Regulamento das provas com muita antecedência. Têm provas por aí que nem regulamento dispõe.

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    Julio, realmente, a Yescom coloca isso nos regulamentos. Em algumas provas, como a meia de São Paulo, você chegava a pegar uma pulseira com a cor. Ninguém respeitava, infelizmente. Por isso, que tem de haver regras. Se deixar para o bom senso, dançamos.

    Veja o exemplo da foto que publiquei na matéria, da largada. Veja a “onda” de gente entrando pela lateral, cortando caminho. Não é um grupo pequeno, é um monte de gente, me desculpe, sem noção e sem respeito com o próximo. Então, sem regras rígidas, nunca teremos organização. Talvez, ano após ano, com um controle eficaz, iremos evoluindo e chegará um tempo que não precisaremos impor o óbvio. Mas hoje, sem chance.

    Abraço
    André Savazoni

  21. Então, mas a gente não tá falando da São Silvestre?

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    Com certeza Nishi, é que muita gente está comentando, principalmente no Facebook, que o problema na largada é algo crônico nas principais provas da Yescom. Por isso que o tema foi levantado, muitos corredores falando, por exemplo, da Volta da Pampulha, onde a zona na largada também é grande (mas o número de inscritos/concluintes bem menor).

    A São Silvestre é um ícone. Serve de exemplo/parâmetro. Então, se conseguirmos que a largada seja realmente organizada, em ondas e com ritmo, haverá, sem dúvida, um efeito cascata para as outras corridas.

    Assim, realmente, não podemos perder o foco que a São Silvestre é nosso alvo, rs.
    Abraço
    André Savazoni

  22. Bom dia André.
    Concordo e apoio totalmente a campanha. Fico na torcida e na expectativa de correr em 2012 uma bela Corrida de São Silvestre, porque se for pra caminhar fico aqui no parque da cidade mesmo rsrsrs!! Grande abraço!!!

  23. Julio Cesar, que bom saber que a Yescom está para 2012 prevendo uma melhor organização do pelotão de largada. Tomara que o mesmo seja visualizado na meia do rio, volta da pampulha e são silvestre de 2012! Abcs.

  24. A Yescom fica mais exposta porque ela tem as provas com maior número de participantes. É muito mais simples organizar a largada de uma prova com 1.000, 2.000 ou 3.000 corredores do que uma prova com 7.000, 8.000 ou 10.000 corredores pra cima. Fica até difícil comparar esses dois tipos de provas. A Corpore tenta a algum tempo o sistema de baias, são utilizadas pulseiras com cores diferentes. Eu diria que funciona uns 60%, pois o controle não é rígido o suficiente para barrar a entrada de pulseiras de cores diferentes. O controle é rígido somente nas elites A e B. E também temos que pensar que uma corrida de rua num domingo de manhã não é exatamente um evento militar onde se deva ter controles extremamente rígidos, afinal além de corrida´não deixa de ser um evento de confraternização e uma festa.

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    Julio Cesar, quanto à Yescom, tem razão. Acrescento, ainda, o fato da parceria com a Globo, assim, aumenta a “vidraça”. E, sinceramente, com exceção das largadas na Meia-Maratona de São Paulo (essa nem tão grave, dá para encarar na boa), na Meia do Rio, na Volta da Pampulha e na São Silvestre, a organização não é diferente de outras corridas realizadas no Brasil. Canso de falar isso. A hidratação é bem correta (acima da média, como na Pampulha do ano passado, por exemplo), a entrega dos kits bem organizada (com feiras interessantes, como na Pampulha e na São Silvestre de 2011), a metragem é exemplo (todas as provas citadas têm a distância exatamente aferida, fato de muita discussão no Brasil atual), os resultados batem com os do relógio (há problemas, mas são em número reduzido) etc.

    E, quanto ao controle das provas, claro que o lado festivo e de confraternização tem de ser levado em consideração, porém, como já escrevi, se houver 30% de vagas para quem tem índice e quer competir, largando nas baias mais à frente, sobra 70% para quem está começando a correr, quer festejar, não tem tempo… Ficará muito, mas muito bem dividido e equacionado.

    Abraço
    André Savazoni

  25. André, boa tarde.
    Estamos juntos nessa, Largada por ondas e separação por tempo.
    Idéia aprovada por nós corredores, agora esperamos que a organização acate sua idéia.
    Um abraço e nos vemos nas corridas Brasil a fora.

  26. André, simples e excelente ideia, muito fácil de planejar, tvz difícil de executar na hora, pela muvuca. Apoio com certeza. Assim acho q um dia participarei dessa prova.
    A Yescom é tão complicada que pelos meio normal não se consegue ver o resultado. Consegui pela dica do link do resultados no blog corridaderuams.blogspot.com. Para quem n viu ainda, vale a pena.

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    Então, Rodrigo, vi pessoas comentando sobre o resultado e estava o ar, no site da Yescom, não no específico da São Silvestre, desde segunda-feira.

    Abraço
    André Savazoni

  27. Oi André, sugiro criar um manifesto online para pedir a organização da largada da São Silvestre. Quem sabe com um grande número de assinaturas isto possa sensibilizar a Yescom/Casper Líbero/Globo.
    O Site http://www.petitiononline.com/ é uma ferramenta para isto, talvez existam outras…
    Neste site há um muito interessante sobre a copa no Brasil (já tem 3623 assinaturas):
    http://www.petitiononline.com/Copa2014/petition.html
    Abraço!

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    Edenilson, obrigado pela contribuição. Estamos caminhando nesse sentido e nos próximos dias teremos muitas e boas novidades.

    Abraço
    André Savazoni

  28. Largada por ondas com separação por ritmo, é uma boa!!! O que eu posso fazer para apoia essa idéia?
    abs!

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    Diego, aguarde um pouco e haverá uma forma de mobilização e participação de corredores de todo o Brasil.

    Abraço
    André Savazoni

  29. André

    Apoio integralmente esta idéia, é de suma importância isso no próximo ano e digo mais, sou favorável a outra mudança, do horário da prova, já que fizeram tanta mudança, vamos passar logo para a manhã de 31/12, e voltar a chegada na Paulista, assim teremos um pouco de atenção aos amadores….

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    Sequim, muito bom, quanto mais gente, melhor.

    Mas não podemos perder o foco, que é um movimento para acertar a largada da São Silvestre e, consequentemente, de outras provas.

    Quanto ao horário da prova, devemos lembrar que é dia útil, apesar de ser 31 de dezembro e essa é uma questão que envolve prefeitura também. Pessoalmente, acho complicado e se eu tivesse o poder de decisão, não aprovaria.

    Já em relação ao percurso, essa é uma escolha dos envolvidos na organização e, de qualquer forma, largando e chegando praticamente no mesmo ponto (há uma distância entre o Masp e o prédio da Cásper Líbero), complicaria (e até poderia inviabilizar) a largada por ondas, já que é uma prova de “apenas” 15 km.

    Um abraço
    André Savazoni

  30. Só lembrando que a organização da São Silvestre prometeu enviar uma pesquisa de satisfação a todos os inscritos. Assim, paralelamente ao nosso movimento, é muito importante que todos respondam. Será mais um mecanismo de pressão e de cobranças.

    Abraço
    André Savazoni

  31. André e os pipocas? Como controlar? A quantidade de pipocas de 2011 foi muito grande. Concordo com a largada diferenciada.

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    Miguel, escrevi mesmo sobre os pipocas deste ano. Foram muitos mesmo, bem mais do que nos anos anteriores.

    Nas ondas com largada por ritmo, com grades, números diferenciados e seguranças, não haveria pipocas em teses. Os próprios corredores poderiam ajudar no controle.

    No geral, no final, daí, poderiam entrar alguns porque o controle seria mais complicado. Mas temos de dar esse importante passo.

    Abraço
    André Savazoni

  32. Eu não acho que O brasileiro seja mal educado, se colocarem largada livre nos EUA, numa maratona de Chicago, haverá problemas. Na primeira prova da minha vida larguei bem na frente, tonto, não tem como explicar a razão, tomei pancada, Hehe.
    Tem que ter separação de ritmo, grade alta e seguranças. Na inscrição, comprovado o tempo, recebe número de cor diferente que vai servir de passaporte pra sua onda de ritmo. Não comprovou? Não tem problema, larga como é hoje no bloco geral, com os fantasiados e pode inclusive colocar camera de TV lá no fundo, pra pegar os fantasiados. Por que essa medida seria impopular? Não entendo.
    É mais perigoso se machucar numa largada como é hoje, do que levar choque na chegada na paulista ou cair do minhocão.
    O grande problema e esse é o X da questão, é que por muito tempo a SS se manteve pelo nome, pela fama, pela festa e haviam poucas exigências com relação sua qualidade. Bastava fazer festa e pronto. Agora nao mais, os corredores querem correr a SS, aí a coisa muda.
    Quando comentei com meus amigos que ia na SS, ouvi duas coisas: quantos km tem e com que fantasia iria correr? Respondia: eu vou fantasiado de corredor.
    E assim devemos ser e cobrar, respeitar-nos como corredores!

  33. “Me inclua dentro dessa” – Mas o povo deverá ser educado e disciplinado para irem para as suas respectivas baias! Na maratona de Copenhaguem haviam 12.000 corredores e a rua da largada era tão somente de pista dupla, mas não houve nenhum tumulto porque todos estavam nas suas devidas baias e não havia nenhum corredor sem inscrição! Precisa-se também educar e disciplinar os brasileiros…

  34. Até hoje não corri a São Silvestre por esse motivo. Com todos que converso é a mesma ladainha: você vai andar ou no máximo trotar por uns 2 km. E ainda corre o sério risco de ser atropelado pela multidão num eventual desequilíbrio.
    Sejamos sinceros: correr mesmo, só no pelotão de elite. Daí que a proposta de bais por tempo é essencial, especialmente quando se cogita aumentar o número de inscritos. Apoiadíssimo.

  35. André,
    Concordo com seu ponto de vista sobre a separação por baias na largada da SS, e vou além.
    Como citado por uma das pessoas acima, a separação em baias por tempo de conclusão já é adotada pela Yescom em algumas de suas provas, porém com falhas:
    – Intervalos de tempo muito grandes na mesma baia (ex.: na Maratona SP a primeira baia serve para corredores concluirem em até 3h40’/5’12″/km, junto de outros por exemplo que farão em 2h50’/4’02″/km – ou seja, a diferença de ritmo é muito grande!!!);
    – Não há controle rigido na entrada da baia;
    – As vezes não há diferença nitidas nos números(cor, etc);
    – Não exigem comprovação do tempo!!!
    Falar de tudo isso parece algo sonhador aqui, mas é exatamente assim que a Corpore faz para suas provas onde existe a elite B e C.
    Seguindo o exemplo da Corpore e várias provas no exterior, bastaria determinar algumas baias (3 por exemplo, até 4’00″/km, entre 4’00” e 4’30” e ente 4’30” e 5’00”) que englobassem atletas amadores mais rápidos, além das elite A e B (Yescom) onde seria exigida a comprovação de tempo, e outras baias onde os atletas escolheriam seus tempos sem ter de comprová-los (por exemplo acima de 5’00″/km).
    Com relação as tradicionais faixas, acho que não deveriam ser permitidas nas baias mais “rápidas”, e mais acho que deveriam ser proibidas de possuir algum tipo de suporte!! Já pensaram o que pode ocorrer se alguém atinja um pedaço de madeira que fique com sua ponta exposta para o alto de alguma forma?
    Acho que isso (separação por tempos) será bom para todos. Como disse o André, é a prova mais tradicional do Brasil, quem é corredor e nunca ouviu a seguinte pergunta: você correu a São Silvestre?

  36. Corri minha primeira São Silvestre em 2007 e, além desta, corri mais 3, com a de 2011. Concordo com você em diversos pontos. Quando estava ouvindo o podcast do dia 04/01/12, eu falava sozinho com vocês no metrô como se eu estivesse na mesa conversando sobre o tema. Sem tocar no assunto “tradição da prova” e o absurdo de gente que temos largando junto (sou totalmente favorável e já me considero parte da campanha por largadas em ondas), acho que o percurso seja melhor para correr quando se consegue correr. Realmente, você chega mais inteiro após a subida. O que eu achei uma grande falta de respeito com todos os corredores foi a chegada. Como dito no podcast, tenho minhas dúvidas se realmente a ideia de colocar os tapumes em cima da grama não tenha sido ventilada pela organização. Fora isso, o que mais me deixou indignado, é que, só eu respondi a três pessoas da melhor idade para que lado estava a Brigadeiro. Quer dizer, pessoas entre 60 e 80 anos, com barros nos pés, frio e não eram daqui. À exemplo da saudosa Nike 10k, seria impossível colocar ônibus que levassem os concluintes até algum metrô? Pensou-se no percurso, mas não na dispersão. Fora isso, particularmente, a prova foi muito bacana, pois consegui levar 5 colegas do trabalho, meu pai, esposa, cunhado e primo para a corrida, o que me orgulho muito. E todos concluintes. Obrigado e um grande abraço.

  37. […] da necessidade de a principal e maior prova brasileira adotar o exemplo de corridas no exterior com largada em ondas com separação por ritmos. Os questionamentos e informações levaram ao pontual editorial escrito pelo Tomaz Lourenço na […]

  38. Participei da Abertura Corpore em 11/03/12. Parabenizo pela organização na LARGADA EM ONDAS, porém houve um GRANDE ERRO na aferição do tempo. Larguei na segunda onda, como a maioria dos corredores e o tempo oficial divulgado no site foi muito diferente do tempo do meu cronômetro (29min48s; no site saiu um tempo de 34m55s).

    Portanto não acredito que a organização cometeu tamanho erro em não individualizar o tempo dos corredores da SEGUNDA ONDA e acrescentar no tempo individual o intervalo parados entre a 1a e a 2a onda. Já mandei e-mail para a organização da prova solicitando a CORREÇÃO DO MEU TEMPO, mas divulgo aqui esse ERRO COMETIDO.

    Eu corro para me divertir, cuidar da saúde, mas não nego a competição minha comigo mesmo e O TEMPO EM CADA PROVA serve para isso. Gostaria de saber a SUA OPINIÃO sobre o ocorrido.

    ————————-

    Francisco, bom dia

    Olhei os resultados, a maioria das páginas, há alguns casos como o seu, de tempo bruto igual ao líquido. Isso é uma falha na cronometragem, um problema com o chip. É uma minoria que ocorreu. Não tem nada a ver com a adoção da largada em ondas. Isso ocorre em provas. Tem de entrar em contato mesmo com a Corpore.

    Vi que há muitos e muitos resultados de pessoas com 5, 6, 7 minutos entre o tempo bruto e o líquido (segunda onda) e 10, 11, 12 minutos (terceira onda). Vale, nesse caso, a passagem do chip pelo tapete, como você questionou em seu comentário.

    Respondendo, os tempos foram individualizados sim, mas no seu caso tem de analisar diretamente com Corpore o problema com o seu chip.

    Abraço
    André Savazoni

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