Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida/

Correr uma maratona é uma opção, não uma obrigação

20/junho/2011

A corrida é um esporte mais do que democrático. Para nós, amadores, o desafio é pessoal, de nos superarmos, evoluirmos. Há quem opte pela qualidade de vida, para emagrecer… O espaço é para todos. Da mesma forma, ninguém é mais ou menos corredor por fazer uma maratona. Esse é o primeiro ponto.

Agora, a sensação de completar os 42 quilômetros é única. Não assemelha-se nem de longe às distâncias mais curtas. Você sente algo diferente ao concluir a primeira, a segunda, a terceira… É só ficar parado, observando os semblantes na chegada, que você percebe isso facilmente. O que não é visto em nenhuma outra corrida. Esse é outro ponto importante.

Pois bem, então, correr uma maratona é uma opção. Não uma obrigação. Sinceramente, chegar ao final dos 42 km não é tão difícil assim. Preparar-se adequadamente é outra história.

O treinamento da maratona judia. São 15, 16, 18 semanas. É cansativo. Obriga a abrir mão de muitas coisas, ter uma alimentação equilibrada, acordar muito cedo aos sábados para fazer longões e não prejudicar a família… e por aí vai. Quem não faz isso, completa os 42 km? Provavelmente, mas o corpo sentirá muito mais. Pode não ser visível hoje, mas em algum momento a cobrança virá. Tenha certeza.

No domingo, batendo papo com o professor Tadeu Natálio, da Procorrer, de Curitiba, durante a Maratona de São Paulo, o assunto veio à tona. Há muita gente não se preparando adequadamente e partindo para a maratona. Um risco grave.

Tadeu contou a história de uma vez em que era árbitro na Maratona de Curitiba. Antes da largada, um homem veio conversar com ele e perguntar o que iria acontecer. Sabendo que seria uma corrida, perguntou se poderia ir atrás. E foi. Não é que, no final, o professor viu o homem na chegada, com dor em tudo, se contorcendo. “Ah, eu fui indo e cheguei”, disse.

Vou ser ainda mais radical: há muita gente achando que correr é o mesmo que ir dar uma volta no quarteirão com o cachorro. Agindo como o personagem de Curitiba. Que é só colocar o tênis, o shorts e sair por aí… É muito distante disso.

Então, antes de fazer a opção por correr os 42 km, avalie seu treinamento, suas metas, o seu dia a dia. Se escolher participar, vá para correr a maratona, não apenas para chegar ao final.

Postado em: Maratonas por André Savazoni às 18:18

3 Respostas para “Correr uma maratona é uma opção, não uma obrigação”

  1. É isso aí. Estrei em PoA, porém outra só no ano que vem. A minha vantagem é que a esposa também corre comigo, caso contrário vejo que daria muito conflito o que geraria mais estresse que prazer.

  2. Vejo a maratona como uma prova especial. este ano fiz 2 e irei para a 3ª no Rio. Em ambas as duas senti uma lesão nos últimos kms, nem por isto acredito que a minha preparação não foi boa. Fiz o que pude, e espero estar melhor preparado para o Rio. http://treinoscorridas.blogspot.com/

  3. Realmente, completar uma maratona traz um sensação indescritível… bons treinos a todos! “correr uma maratona é fácil, o difícil é ser um maratonista…”

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