Revista Contra-Relógio

André Tarchiani Savazoni é jornalista, pai e corredor. Está sempre na corrida. Seja nos treinos, nas provas ou atrás dos filhos, Vitória e, principalmente, Pedro. E adora viajar para correr ou correr para viajar.

// Na Corrida//

A semente está plantada. É o grande momento. Mas irá germinar?

23/agosto/2016

olimpiadas-2016_bgO Brasil teve alguns momentos marcantes na história esportiva. E perdeu a maioria. Um grande exemplo: Gustavo Kuerten e a (não) evolução do tênis.

Vivemos um período único neste momento. Fala-se demais em legado dos Jogos Olímpicos. Por estar dentro do esporte por uns 85% desses 42 anos de vida, tenho uma visão um pouco diferente do que traz de resultados e retorno um evento esportivo dessa magnitude.

O primeiro, claro a meu ver e potencializado agora, foi apresentar o esporte aos brasileiros. Colocá-lo dentro da casa das pessoas. Das crianças aos idosos, passando pelos adultos. Mostrar que não é apenas vôlei, futebol e cia. Existe um mundo esportivo. Enorme.

O segundo foi mostrar que, com trabalho, o Brasil pode fazer eventos excelentes e alcançar bons resultados. Com estrutura e investimento, é possível crescer, evoluir, mudar vidas.

Para quem não acredita no poder do esporte, de mudar vidas, de formar pessoas, basta acompanhar as histórias do Serginho (vôlei) e da Rafaela Silva (judô). Vou ficar em apenas dois. Mas todos sabemos que são muito mais.

Claro que uma minoria ganhará a medalha de ouro, como a dupla citada. Isso é a pontinha da pirâmide, bem lá no alto. Em outra analogia, passar pelo funil é para poucos. Conta-se nos dedos. Mas mudar a vida por meio do esporte, é para muitos. Inúmeros projetos sociais comprovam isso. Basta ir atrás, basta querer se informar. A resposta está aí!.

O Brasil deu um passo enorme nesse quesito. Mas foi o primeiro grande passo. A semente está plantada. Ela precisa de muita água, trabalho, investimento, estrutura, condições ambientais para crescer.

Não quero entrar no campo da política, mas não tem como fugir. Os discursos de quem está no governo estão indo contra isso. Não podemos deixar.

A iniciativa privada também precisa se mexer. Não é apenas dar material aos atletas. Isso é importante. Mas material não paga viagem, não paga contas, não garante lazer, não leva a intercâmbios, a torneios internacionais…

Podemos, sim, ter um desempenho excelente em Tóquio daqui a 4 anos? Com certeza. Muito melhor do que ocorreu aqui no Rio de Janeiro (que já foi bom). E de criar uma cultura esportiva, vou sempre bater nessa tecla.

É o momento, também, de investir na base, de criar um trabalho nesse sentido, de ajudar os projetos sociais, de aproveitar a estrutura da Rio-2016 para montar polos de excelência. Sempre sem esquecer do início.

O esporte precisa, de alguma forma, estar vinculado à escola, à educação. Não apenas municipal, estadual e federal. Em todos os níveis. O que escolas e universidades particulares fazem pelo esporte? Generalizando? Nada. Uma ou outra exceção.

Há inúmeras universidades particulares pelo País, algumas redes gigantes (como Unip para citar uma),. Podem fazer um trabalho tanto na base quanto no adulto. Quantas faculdades e universidades de Educação Física? Por que não criar polos de trabalho, que servirá tanto de aperfeiçoamento para os alunos como de benefícios à comunidade. Surgirão atletas naturalmente. Material humano, não falta. O que a USP, Unicamp e Unesp fazem nesse campo do esporte?

Está vendo que, para a semente germinar, não adianta ficarmos em discursos e cobrando de governos apenas? Todos, nós, sem exceção, precisamos nos mexer. É possível? Muito. Para os mais críticos, todos esses fatores que citei, irão criar frentes e oportunidades de trabalho (inclusive em áreas não diretamente esportivas).

Está na hora de falar menos e fazer mais!

Postado em: Olimpíada por André Savazoni às 19:47
1 comentário »

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