… 1h41m, mais uma vez…
23/abril/2012
Quantos quilômetros cabem em 1h41m? Esse tempo “me persegue†em várias distâncias. Reparei nisso um tempo atrás. Veja só:
Volta da Pampulha (em 5 de dezembro de 2010) 18K = 1h41
Volta ao Cristo (em 30 de janeiro de 2011) 16K = 1h41
Volta a Ilha, trecho do Morro maldito (em 30 de abril de 2011) 15K = 1h41
Treino na USP (em 11 de junho de 2011) 17K = 1h41m
E também foi em 1h41m que fechei as 10 Milhas Mizuno (16K) no último domingo.
Prova bem organizada, distância “tranquilaâ€, percurso praticamente plano, clima perfeito para correr… Só eu não estava muito bem. Na semana passada uma ameaça de gripe foi me tirando o sossego. E claro que a ameaça se concretizou no sábado, véspera de prova.
Para combater a dor de garganta, antiinflamatório; para amenizar os sintomas da gripe, antigripal. Não fazer a prova não estava em meus planos.
Mas no dia, na hora de correr pra valer, senti que não ia ser bem como eu queria. A expectativa era fazer pelo menos 6 minutos por quilômetro, fechando em torno de 1h36m. Comecei conservadora, mais lenta, tentei apertar em alguns momentos e “reclamei†o tempo todo com o Guto, meu marido, também corredor.
Tive vontade de mudar para o percurso de 5 milhas, pensei em dar uma paradinha na ambulância (não era pra tanto, mas eu fiz fita quando vi a equipe médica), cheguei a dar uma caminhadinha…
O Guto estava em um dia muito bom e poderia ter corrido bem melhor, mas me acompanhou e, com a maior paciência do mundo, me incentivou a continuar. E terminamos juntos mais uma prova.
Juntando o esforço fÃsico, a roupa molhada e a garoa que tomei, a gripe baixou de vez. Hoje estou um bagaço. Muito chazinho, mais antigripal, descanso… Só sei que quero melhorar para estar bem nas próximas.
***
Em tempo 1: minha luta para perder uns quilinhos continua. Mas está difÃcil. Alguns dias eu noto uma ligeira queda nos números da balança, mas depois volta tudo ao “normalâ€. Até óleo de coco estou tomando. No começo parece que deu uma ajuda. Agora estagnou. Tenho conversado com muita gente, sei do lance da idade, dos hormônios… Mas eu preciso emagrecer um pouco para voltar a correr mais leve.
Em tempo 2: a Maratona de Boston já passou, eu não corri, mas não dá para dizer que eu não fiquei um pouquinho triste de não poder ter ido. Soube do calor infernal, soube que muitos corredores desistiram. Muita gente falou “ainda bem que você não foi  Mas ficou a frustração. Outro dia, conversando com a Martha Dallari (vice-presidente da ATC e uma pessoa ótima para conversar sobre corrida e sobre a vida), ela me disse que a gente tem que viver um pouquinho esse sentimento da frustração. E é isso. Pronto. Vivi. E agora já passou. Os treinos continuam e próximos desafios virão.
Postado em: Atualidade, Depoimento, Prova por Yara Achôa às 19:57
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