Revista Contra-Relógio

Yara Achôa é jornalista, mãe e corredora. E depois de sua maratona sub-4, vem se achando a tal! Ama correr no asfalto, mas também adora uma aventura na montanha.

… umas risadas e um pouco de inspiração…

3/maio/2012

Ontem, zapeando a TV, peguei no comecinho um filme chamado “Maratona do Amor” (Run Fat Boy Run).

Já tinha ouvido falar dessa produção na época em que foi lançada (2008), sabia que era tipo “sessão da tarde”, “água com açúcar”, mas tendo a corrida como tema foi impossível resistir. Dei boas risadas.

Dennis é um cara todo atrapalhado e, segundo as pessoas que convivem com ele, “nunca termina nada do que começa”. Cinco anos atrás ele havia deixado a noiva grávida no altar por não se sentir preparado para o casamento. Mas agora, todos os dias, ele tenta convencer a mulher que ama a aceitá-lo de volta. E todo dia ele falha.

Quando Dennis descobre que a ex arrumou um namorado a coisa muda de figura. Ela explica assim o que viu no novo namorado: “Ele é bonito, simpático, bem sucedido. E corre maratonas”. Dennis não deixa por menos e diz a amada e aos amigos que vai correr a “Nike River Run”, uma maratona beneficente de Londres (embora no filme dublado eles tenham falado em uma corrida de 40 Km o tempo todo). Tudo para provar que pode mudar de vida (além de atrapalhado, o cara era sedentário, fumante e tinha uma vida zero saudável).

O filme é engraçado e a gente se identifica em muitos momentos. Como quando Dennis diz que “a partir de amanhã, às 6 da manhã, minha vida vai começar a mudar” e em seguida corta para a cena com ele acordando às 8, todo preguiçoso, perdendo seu primeiro dia de “treino”. A primeira corridinha também é hilária: ele com uma roupa nada a ver sai correndo forte uns 50 metros e para, quase morrendo. Mas olha para o relógio e diz: “nada mal”.

Com ajuda dos amigos e sem perceber, ele vai pegando gosto pela corrida. Eu adoro ver gente correndo – e em Londres, onde recentemente corri uma Meia Maratona, então…

Claro que tem muita coisa que não corresponde à realidade – como os corredores rivais chegando ao pelotão de elite, durante a corrida, e ultrapassando os líderes.  Mas é ficção, é pra dar risada.

Sei que gostei muito. E sei que o filme serviu de motivação para hoje cedo quando acordei com frio e vontade zero de sair da cama. Mas como tinha de levar filho na escola e tal, já que estava de pé, fui para o parque e corri 40 minutos. Valeu a pena. Sempre vale a pena.

Para o final de semana friozinho que se aproxima, para motivar, para dar risada, para ver o que a corrida pode fazer por uma pessoa, fica a dica:
Maratona do Amor.

Postado em: Filme, Gostei!, Motivação por Yara Achôa às 14:21
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