Pode em Nova York e também pode em Madureira
5/novembro/2010
VIVA A CORRIDA!
Caro leitor a corrida da semana é sem dúvidas a Maratona de Nova York, com a esperança brasileira toda depositada nas passadas do bi campeão Marilson dos Santos. Por aqui a grande massa de corredores continua treinando nos parques e ruas em terras tupiniquins, cada um ao seu modo, afinando o treinamento para um dia completar uma maratona e quiçá um dia em Nova York?! Eu, hoje pela manhã treinei meus 25k já objetivando uma ótima conclusão em uma maratona para o próximo ano. Durante o treino aquele monte de idéias na usina mental que carrego entre as orelhas. E logo me veio a música do bom ZECA Baleiro, que tive oportunidade de conhecer e entrevistar inúmeras vezes. A frase do dia ficou na cabeça “Quem não pode Nova York… Vai de Madureira… Treinei curtindo a gostosa batida musical de Zeca e pensei vou mandar um Post hoje para meus diletos leitores e nas compassadas palavras da música VAI DE MADUREIRA misturadas as passadas no parque hoje pela manhã surgiu o texto abaixo:
A maratona mais prazerosa de se completar é sem dúvidas a que você chega feliz! Não tenho muitas maratonas em meus 30 anos de corrida, mas lembro da primeira fora do Brasil a minha 4ª maratona que fiz em 1994 quando tive a oportunidade de correr a Maratona de Nova York. Comprar um bilhete internacional naquela época me deu uma sensação de estar me endividando para comprar um carro! No inicio daquela década qualquer cara que quisesse se julgar corredor passava pelo crivo de duas perguntas básicas.
Você é mesmo corredor? Então já correu a São Silvestre? Ah… Você então é maratonista? E ai, já correu Maratona de Nova York?
Pode parecer engraçado, mas era assim mesmo a tribo dos corredores! Muito diferente dos dias atuais, onde as corridas e seus organizadores atraem cada vez mais pessoas para entrar num universo fantástico, onde a corrida é um convite a saúde, onde grande parte dos participantes não tem interesse em competir e evoluir como corredor ou atleta, as pessoas querem mesmo é estar no meio da massa para curtir, adquirir qualidade de vida e utilizar a inércia da corrida e caminhada como um estÃmulo para cuidar do corpo e da mente e nem pensa em competir ou melhorar o tempo para a próxima prova. Diferente do universo dos corredores que até o final do milênio passado gostava mais da competição e se interessava mais em quebrar barreiras e superar desafios. Gosto de recordar que em 1994, o ano de comemoração do jubileu de prata da Maratona de Nova York tinha o meu objetivo, que era debutar minha primeira competição internacional não foi competir, tive o imenso prazer de acompanhar meu tio de 47 anos que queria completar sua primeira maratona. Era tempos mais rústicos ainda não havia chip, largamos na última fila dos 32000 corredores, o objetivo. Correr próximo das 4 horas, eu estava muito bem naquele ano, tinha feito 10k para 34 minutos. Mas, como fui para acompanhá-lo lembro que corri quase 50 km dentro da maratona, pois ia e voltava e conversava com ele fazendo o check list, e ai você está bem? Precisa de alguma coisa? Vamos lá? Vamos tentar completar abaixo de 4 horas? Conseguimos foi uma experiência sensacional, por termos ficado literalmente inertes por 10 minutos esperando a massa deslanchar o nosso tempo real foi por volta de 3h 45m, no relógio da prova 4h 00 34s. Deu um orgulho de ser brasileiro e estar na mais importante das maratonas do planeta o que me credenciava a responder a qualquer um que EU CORRI NOVA YORK!
Hoje ir para lá é uma simples questão de decisão e estar afim, com nossa moeda forte o poder de ir ou não parte da vontade e da urgência de cada um, em se programar e se planejar.
Afinal nunca foram tão negociáveis como nos dias atuais as múltiplas facilidades de se comprar um bilhete e viajar pelo mundo das corridas, tanto para quem está em Madureira, Itaquera ou em Nova York. A gostosa metáfora.. QUEM NÂO PODE EM NOVA YORK …VAI DE MADUREIRA na música e letra inteligente que é normal vindo de Zeca Baleiro me fez relembrar a minha primeira vez em New York e também que hoje PODEMOS… que bom! Então aproveite o ritmo da música e o refrão para treinar! VIVA A CORRIDA!
Postado em: Depoimento por Vicent Sobrinho às 14:44
11 comentários »
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