EEFPM/SP – A “Velha Escola” homenageia atletas
30/novembro/2011

Na entrada da Escola de Educação Fisica uma estátua do Discóbulo já deixa claro que Esporte é Fundamental!
A EEFPM que completou em 8 de março 101 anos, é a pioneira e a mais antiga lembrou Sebastião Corrêa que em seguida foi chamando os atletas presentes para receber seus certificado comemorativo denominado “Centenário Escola de Educação Física” ou carinhosamente “A velha Escola” o diploma é um reconhecimento aos atletas que fizeram a história da EEF/PM São Paulo.
Embora houvesse atletas de várias modalidades, a grande maioria presente era de corredores, atletas de pista e provas de rua que destacaram a ADPM nas disputas nacionais e internacionais. Sebastião Alberto Corrêa também foi professor de atletismo da Escola de Educação Física da Polícia Militar e técnico de vários atletas que representavam nosso país em provas internacionais. Em seu discurso destacou uma homenagem especial a lembrança do grande atleta Tenente José Romão Andrade Silva.
Um dos mais antigos atletas e ainda atuando foi o 2ª colocado na São Silvestre de 1952 Dr. Edgard Freire também foi homenageado.

Dr. Edgard Freire em 1954 foi apelidado de Locomotiva Paulistana por ter sido vice-campeão da São Silvestre e em 1963 foi o primeiro atleta brasileiro a correr os 5000 mtrs abaixo dos 15minutos
Destaques do atletismo da “Velha Escola”
– Sargento Joaquim Rodrigues da Silva, vencedor da corrida de São Silvestre de 1945
– Sargento Luiz Gonzaga Rodrigues, o Gonzaguinha, campeão brasileiro e recordista nas provas de 1,5 mil, 3 mil, 5 mil e 10 mil metros, e duas vezes vice-campeão da Corrida Internacional de São Silvestre
– Tenente José Romão Andrade da Silva, recordista sul-americano de provas de 3 mil metros rasos e steeple chase, recordista dos 10 mil e 5 mil metros e convocado para os Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976.
– Segundo-sargento Francisco de Paula Leão, tricampeão paulista e vice-campeão brasileiro em lançamento de dardo
– Coronel Wigberto Ribeiro Júnior, campeão pan-americano, recorde 4 x 400 metros e campeão sul-americano 400 metros.
Uma escola à francesa (fonte EEFPM/SP)
A Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo, criada em 8 de março de 1910, sob forte influência da Primeira Missão Francesa no Brasil, teve sua primeira sede no quartel da Luz – hoje primeiro Batalhão de Choque (BPChq). Está sediada na Avenida Cruzeiro do Sul, 548, no Canindé, zona norte da capital paulista. Em 1898, o precursor da Educação Física no Brasil, o jovem tenente Pedro Dias de Campos, interessou- se pela esgrima, que chegava a São Paulo. Em 1902, estimulou a implantação de uma sala de armas no quartel do Batalhão Tobias de Aguiar, cooperando assim para a introdução e difusão desse esporte no País.
Em 1906 chega a Missão Francesa ao Brasil. Contratada pelo Governo paulista, tinha o objetivo de transformar a Força Pública – hoje Polícia Militar de São Paulo – na mais moderna organização militar da América Latina. Em 1910, sob a direção do capitão Delphin Balancier, é criada a Escola de Educação Física na PM, pioneira do Brasil. O legado francês deixou vários ensinamentos, como o bailado de Joinville Le Pont, o boxe savat (foto) e a esgrima, utilizados até hoje como treinamento na unidade.
O bailado Joinville Le Pont é uma dança camponesa, surgida na França a partir do século 18. Com a formação completa de oito ou doze bailarinos, os praticantes desenvolvem uma evolução de movimentos que, por suas características, criam força, resistência, equilíbrio e agilidade. Foi introduzida no País pela Missão Francesa, e a partir de 1976 foi preservada na Escola de Educação Física. É também praticada pelos cadetes da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Em 1923, o comandante geral da Força Pública, coronel Pedro Dias de Campos, atendeu a um pedido de um jornal da época e autorizou a Força Pública a participar de uma prova de pedestrianismo: A Volta de São Paulo, precursora da São Silvestre, representada por pelotão de militares da Escola de Educação Física. Os militares da instituição de ensino correram fardados, sem a mochila e a cobertura, e com os dois primeiros botões da gandola desabotoados. Durante o percurso, os PMs tiraram a farda e, apenas com roupas íntimas, continuaram a prova procurando reconquistar as posições perdidas para os demais civis participantes.
Fotos: Tião Moreira
Postado em: Atualidades, Personagens por Vicent Sobrinho às 23:55
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