Revista Contra-Relógio

Vicent Sobrinho é jornalista e desde que correu sua primeira corrida de rua, em abril de 1979, nunca mais parou. Dos 100 m à Maratona, já fez mais de 600 provas.

// Corrida Viva/

São Silvestre – Tradição e História enterrada no Obelisco!

10/setembro/2011

Aquecimento
Eu e a minha amiga – jornalista e corredora – “vizinha de blog” Yara Achôa decidimos finalmente nos manifestar e como temos sentimentos muito próximos em relação ao nosso esporte – a CORRIDA DE RUA.
A opinião de Yara está aqui (SÃO SILVESTRE E A MUDANÇA DO PERCURSO: PRONTO, FALEI!)

Abaixo está a minha visão para onde vai a São Silvestre.

Quem lê meus textos sabe que sou um apaixonado pela corrida de rua e por isso esse esporte é visceral em minha vida, como muitos apaixonados pelo corre corre, estamos notando que nos últimos anos o que mais faz falta é o surgimento de novos ídolos no nosso esporte tão popular. O ídolos são os grandes ícones, e também os responsáveis por contagiar os jovens e iniciantes.É pena que nos dias atuais basta uma mão para relacioná-los. Quer ver? Tente você leitor citar cinco grandes corredores de rua da atualidade? Com certeza você dirá: Marilson Gomes, Franck Caldeira… e? ..e?? Ah ..Vanderlei Cordeiro .. Esse não vale mais, ele já se aposentou, está fora das provas, mas, para nosso bem continua divulgando as corridas!

Falta de ídolos… donde estão??
Recordo que até 1990 havia pelo menos dez corredores brasileiros alinhavam-se numa largada e todos com possibilidades de vitória e a disputa gerava muitos comentários antes, durante e depois, por isso naquela época a corrida era sempre emocionante. Mas, como disse, isso foi na minha juventude.Atualmente é por sentir a falta desses ídolos, que foram tão presentes na minha formação de corredor. Por isso é que procuro como jornalista trazer à tona as histórias desses grandes corredores de rua do Brasil.Verdadeiros bons exemplos aos jovens corredores.Dai também vem o meu estímulo para que você leitor note a importância da minha insistência em resgatá-lo e publicá-los pois é perceptível as dificuldades para se manter um jovem praticando corrida de rua é mais espantosa é notar que é minoria o número de corredores na faixa inferior a 25 anos. A justificativa é que não tem razões para se espelharem, a corrida ficou morna e sem disputas como antes, a elite atual é pequena e raramente se mistura com a massa, por isso tento passar o que sei sobre quem foi um José João da Silva, João da Mata, Elói Schelder, Edson Bergara, Carmem de Oliveira, Roseli Machado, … etc.. etc e mais atualmente a Maria Auxiliadora. Todos esses correram a São Silvestre com chegadas emocionantes na Av. Paulista.

São Silvestre – Tirar da Avenida Paulista a chegada é TOMBAR o berço de onde surgem os ídolos da corrida de rua no Brasil
Ao entrevistá-los, na coluna perfil da Contra Relógio é inevitável ouvir desses ídolos os mais belos capítulos da gloriosa São Silvestre, por isso gostaria que entendessem o meu silêncio, de publicar algo sobre o que estão fazendo com a São Silvestre, a minha demora para tocar no assunto. Mas, foi difícil calar, foram muitos os e-mails e pedidos de amigos e colegas de profissão, inclusive o meu editor, sentiu a falta da minha opinião no Podcast. É que se você estivesse no meu lugar certamente escolheria preservar no coração a gostosa sensação da São Silvestre de outrora, incomparáveis com as de uma década para cá. Falar de São Silvestre só me dá tristeza – pois estamos assistindo ano a ano a mais importante corrida brasileira se desmontando, indo embora para sempre, se tornando apenas a plasticidade para a televisão vender anúncios e ocupar um horário morto na grade de programação. O meu sentimento de impotência em transmitir a você caro leitor fica ainda maior ao tentar reunir palavras, que sempre serão poucas para dar a verdadeira dimensão do que acontecia quando a corrida de São Silvestre ainda era noturna.
São Silvestre – Pequena amostra de como era emocionante
Tantos foram os detalhes que fizeram dessa prova a mais amada do Brasil, deixo aqui uma pitada, a da tentativa de se reforçar ainda mais a tradição – esforço dos antigos patronos que se preocupavam em sempre melhorar e chamar atenção positivamente, do tempo quando corria-se no sentido contrário – a prova descia pela Av. Brigadeiro Luis Antonio e subia a Av. Consolação – a boa idéia dos organizadores foi inspirada no recorde do colombiano Victor Mora estabelecido em 1975 no percurso de 8900m,assim a largada passou a acontecer precisamente às 23:38 do dia 31 de dezembro, o que assegurava que o campeão cruzaria a linha de chegada no primeiro minuto do ano seguinte, isso ocorreu de 1970 até 1978 – em 1979 a São Silvestre teve 9000m e com a chegada no estádio do Pacaembu, que foi vencida pelo americano Herb Lindsay que inteligentemente correu com as cores do Brasil. Mas, o novo percurso foi desaprovado popularmente, e em 1980 a prova retorna ao tradicional percurso de somente 8900 metros – para a enfim grande vitória de um brasileiro após 34 anos de hegemonia gringa. Nesse simples relato quero deixar claro a você leitor o quanto já foi prazeroso falar de São Silvestre. Assim fica mais fácil você entender porque atualmente me causa tal angústia, sinto algo semelhante a dor, os ídolos foram sufocados, esquecidos, tanto o João da Mata quanto o José João da Silva durante as entrevistas publicadas na CR me confessaram que gostariam de largar um dia juntos numa edição da São Silvestre, mas não foram até hoje convidados?
São Silvestre – Quero sim, é passar-te a minha emoção de corredor
A minha mágoa não é por ser um saudosista, mas sim, por saber que nenhum de vocês, caros corredores que estão agora lendo esse texto, se depender da intenção dos organizadores, não mais terão a oportunidade de como era emocionante após superar o desafio de subir correndo a Av. Brigadeiro Luis Antonio e concluir a São Silvestre com uma chegada triunfante na Avenida Paulista.
São Silvestre – Correndo para trás e a cada ano menos interessante
Infelizmente os corredores mais jovens ficarão com água na boca, não conseguirão mais tal emoção, a corrida se tornará como outra qualquer de fim de semana.Os participantes estão sendo impedidos pelos que recebem seu dinheiro no ato da inscrição. Os organizadores já estão com as defesas e todo tipo de desculpa empunhada, para defender apenas o interesse financeiro nos jogando informações paralelas como a imposição da CET, o Show da Virada, e o que menos tem importância ao final são os 85 anos de história, no ano passado nos enfiaram goela abaixo A medalha de finisher e a chamaram de brinde.Lembrasse que no ato da inscrição o participante já recebia a medalha antes de correr ou seja nem mesmo era preciso estar lá para possuir a medalha, ou seja conseguiram tirar até o brilho do mérito da conquista.
Outro fator que não me entusiasmei a escrever sobre as péssimas atitudes dos organizadores com a São Silvestre, é que a grande massa de participantes em corridas de rua, acho que até mais que 85% são de corredores tem menos de 10 anos de prática. Presa fácil para os organizadores se aproveitarem , os jovens atletas simplesmente aceitam, e sempre lotarão a corrida mediante a divulgação massificante da TV, e se contentam em apenas receber camisetas, medalhas e mimos, desde que completem sua prova e vá embora logo liberando o local. Ah… e por favor faça nova inscrição para a nossa próxima corrida.

São Silvestre – A desvalorização em se tornar comum
Dessa forma fica perceptível que o grande número de corridas não dá mais valor ao corredor que gosta do esporte corrida, do competidor, mas, o interesse dos promotores é o de atingir somente a grande massa que só quer qualidade de vida, lazer, onde a maioria caminha mais do que corre. A grande massa novata e “ingênua” se contenta apenas em participar e pagar. Infelizmente o que os organizadores não estão percebendo é que esses participantes estão passando pela corrida, não estão ficando e se dedicando como outrora, essa é sem dúvidas uma das razões de por que cada vez menos surgem ídolos. O público participante das corridas é volátil, isso porque não há um campeonato organizado, não há disputa mais em se defender troféus de equipe, posições em categorias etárias, apenas são cumpridas as regras mínimas para se realizar uma corrida. E o verdadeiro corredor que gosta e merece respeito é hoje o que leva a sério e gasta muito, consome todo universo de produtos esportivos, investe em alimentação e suplementos, e as corridas cada vez menos premiam esse esforço de querer evoluir esportivamente, visto que os organizadores tiraram toda e qualquer premiação para as categorias etárias,dinheiro então, raríssima a corrida que investe nisso.
São Silvestre – As Corridas dentro da Corrida deixam saudades
Segundo os organizadores isso dá (Muito trabalho!!). Mataram assim as corridas que acontecem dentro das corridas e tudo passou apenas a ser uma grande festa para os que chegam após a quinta colocação, se equiparando ao último caminhante os dois pendurando no pescoço a mesma medalha desvalorizada nas mãos. Mas, agora ao tocar-se no nome São Silvestre, ai ascende à luz vermelha, temos que prestar atenção nesse alerta geral. Algo muito pior irá acontecer se aceitarmos as coisas impostas do jeito que vem sendo. A grande maioria das corridas ainda sem tradição a exemplo da São Silvestre dos últimos anos também não fazem questão de respeitar o corredor que chega após a 5ª colocação até o último caminhante. A São Silvestre – sinônimo verdadeiro de corrida de rua no Brasil – Grandiosa prova é querendo ou não a raiz do esporte CORRIDA PEDESTRE. Evento tão importante no universo do corredor brasileiro que fez parte em algum momento na vida de todos que amam esse esporte.
A Corrida de São Silvestre é do povo ??
Embora a marca seja da Fundação Cásper Líbero a prova se transformou culturalmente na identidade de nosso povo, assim como o futebol. O momento da largada da São Silvestre era esperada por todos, a meia noite a torcida era pela vitória de um brasileiro, eu mesmo, tive o privilégio aos 14 anos vir nessa esteira de emoção, em 1980 participei da corrida e parti na frente avistando quem seria o grande campeão, eu um garoto miúdo estava lá junto com a massa de mais de 7000 corredores confiantes que a taça do 1º colocado ficasse nas mãos de um brasileiro, já fazia 34 anos que os gringos levavam esse titulo além fronteira, mas, naquela noite, e eu estava lá. Corri e testemunhei quando um atleta de nome mais brasileiro possível, o nosso José João da Silva – se torna o primeiro dos brasileiros a conquistar a vitória no bleo palco da Av.Paulista com a chegada em frente ao prédio do criador da prova, na Fundação de mesmo nome Cásper Líbero. Tão linda da chegada de José João naquela noite, e sua vitória, mudou todo o contexto do que era corrida de rua para o Brasil. Que desde 31 de dezembro de 1980, a data mágica – o verdadeiro divisor de águas, a verdadeira partida para a corrida de rua começar a crescer rapidamente, de um dia para o outro… “Todos queriam ganhar a São Silvestre, todos queriam correr e praticar a corrida e que esse era um esporte fácil de praticar, por isso todos que iniciavam o que na época estava se complementando como o Cooper – método que se popularizava também naquela década. O corredor brasileiro já tinha seu objetivo e único desejo, o de um dia estar na Avenida Paulista, ou seja, no palco da São Silvestre.
São Silvestre – O palco de maior tradição do corredor brasileiro.
A vitória de José João na época – a alegria do brasileiro pela conquista foi tanta que era comparada pelos veículos de comunicação que fizeram a cobertura com a mesma emoção sentida pela conquista do tricampeonato do mundo de futebol. A Avenida Paulista foi esse palco durante tantos anos e atletas protagonizaram chegadas sensacionais e durou mais alguns anos.. até a prova ir se alterando… e nunca mais para melhor
Por isso, digo, nem que eu escreva cada minuto, nem que eu estivesse olhando em seus olhos com meus olhos molhados de emoção ao te contar 100 vezes mais do que você leu aqui… caro leitor você não conseguiria sentir o meu desejo maior que é o de contagiá-lo com essa mesma emoção.
Acabei de falar por telefone com o atleta atuante desde 1953, sem dúvidas o corredor veterano com maior longevidade até hoje nas corridas de todo Brasil, Décio de Oliveira Castro 75 anos que reclamou: “Se a chegada não for mais na Av.Paulista – Acabou a graça….!”
O que acontece com a São Silvestre contagia a maioria das corridas durante todo o ano.
Por isso ela deve servir sim como bom exemplo e não dessa maneira.
Eu, creio que talvez seja o único corredor em atividade e jornalista atuante que estava naquela São Silvestre da emocionante noite de 1980, e nas poucas edições noturnas que se seguiram após aquele grande dia. Espero que você, caro leitor entenda o porque é importante a tradição da chegada na Av.Paulista para manutenção do nome São Silvestre.

A opinião de Yara está aqui (São Silvestre e a mudança do percurso: pronto, falei! )

Postado em: Crônica, Depoimento, Eu estava lá! por Vicent Sobrinho às 10:36

24 Respostas para “São Silvestre – Tradição e História enterrada no Obelisco!”

  1. […] A dele está aqui:  São Silvestre – Tradição e história enterrada no Obelisco! […]

  2. a Globo é a maior inimiga da SS.. ela quer privilegiar o réveillon no rio.. e vai destruindo a prova passo a passo.. ninguém toma nenhuma providencia

  3. Karaka Vincent…com essas palavras eu só não captei a emoção perfeita porque eu não estive lá in loco nessa fase noturna para conferir.

    Sua opinião é a minha também. Se vc fica triste com esse atropelamento das tradições, fico ainda mais triste porque não é só a corrida que está sendo destruída. É um fenômeno que acontece no futebol, no atletismo em geral, no folclore…enfim, perdemos para essa geração cada vez mais acomodada e que aceita tudo. Pior, que acha até legal, bonito, justificável ser menosprezada de forma velada…que finge que nada acontece.

    É triste viu.

    Parabéns pela lucidez.

    Paulo

  4. Vicent, você sabe como sou adnirador de sua coluna de resgate da história das corridas de rua no Brasil e concordo plenamente com o seu ponto de vista. Todos os monstros e monstras do passado que você entrevistou sempre citam a São Silvestre como parâmetro de sua vida esportiva. Para uns é frustração por não terem conseguido o resultado de suas vidas na SS, mesmo tendo condições de se consagrar. Para outros, foi um dos ápices ou o auge de sua carreira esportiva. Não sou contra, de forma alguma, à popularização do esporte, mas fico desgostoso com a visão meramente mercantilista que está se dando à São Silvestre. Dentro da enorme quantidade de provas que surgem aqui e ali, há espaço para provas com essa finalidade, para provas para quem quer pagar mais ou menos. Mas a São Silvestre não pode ser encarada com essa visão!! A São Silvestre não é uma corrida comum. A tradição da São Silvestre só existe porque durante esse tempo todo ela esteve presente, com as suas características peculiares, e mesmo assim já deturpada no que diz respeito ao horário da prova, que era e deveria continuar sendo nos últimos minutos do ano, à noite. Agora querem nos tirar a chegada na Paulista. Por que não mudam a data também e fazem a prova inteira na região do Ibirapuera. Fica mais fácil, né? Só que o “mais fácil” não é e nem deve ser a solução mais justa para a NOSSA São Silvestre. Dizer que estão modernizando a prova não pode ser confundido com sua descaracterização completa!! E sim para a premiação para as categorias, sua necessidade é algo mais do que evidente para manter o espírito esportivo e competitivo nas corridas. Por mais que eu não seja candidato a premiação alguma, entendo que faz parte do esporte a sua necessidade. Digo isso pensando nos novos e antigos corredores. O diagnóstico de que temos cada vez mais participantes e cada vez menos ídolos passa um pouco por isso, sem dúvida. Mas, otimista, entendo que isso possa fazer parte do amadurecimento dessa nova fase do esporte e que com a sua popularização serão mais facilmente identificados novos talentos que possam vir a se tornar ídolos.

  5. Nishi… agradeço e conto com seu apoio para não deixarmos esse trêm muito mau conduzido alterar a história da nossa São Silvestre. Abçs e obrigado!

  6. Fico feliz por você estar comigo nessa opinião e decidido em não aceitar essas mudanças.Acredito que a melhor forma de protesto é não participar dessa ofensa, para isso, não me inscreverei na corrida.
    abçs

  7. É evidente que se quisessem mesmo melhorar… era só mudar a festa da Virada para o Sambódromo ou Pacaembú… mas, não é isso que querem… já disse Caetano Veloso – ” O dinheiro é que ergue e destrói coisas belas”

  8. É triste meu caro, muito triste, a grande prova brasileira transformada em corrida comum. A desculpa da CET é a mesma conversa mole do ano passado: para justificar a entrega antecipada das medalhas diziam que não havia como entregá-las na dispersão…como assim, se havia entrega de lanches no final? Parabéns pelo espírito crítico. Não devemos perdê-lo, senão vamos engolir todo tipo de imposições do “mercado”. Para mim, a São Silvestre acabou, um corredor a menos na prova. Abraço

  9. Carlos Mateus, é isso mesmo, não podemos desanimar. Não deixe a luta, pois, o que quero é que outros corredores sintam o mesmo prazer que tivemos nessa prova. Ah… a CET ao meu ver é conduzida.. está apenas repetindo o que os organizadores querem, assim eles não sujam tanto as mãos com essa M. que estão fazendo com a Mãe das corridas do Brasil.Não acredito que a CET está de graça nessa!?

  10. Engraçado que são tão críticos com algumas provas e nada críticos com outras, como por exempl oa Meia Maratona Asics, que simplesmente inverteu o trajeto da prova a algumas goras da largada, e sobre isso não vi ninguém esperneando na internet…

    Caro Julio. Teve muita gente falando sim! Inclusive eu comentei que no Rio isso vem acontecendo desde as maratonas da década de 80. Mas, inverter é o mínimo diante de quebrar tradição de uma chegada na Av. Paulista. E mais, são pouquíssimas as provas com mais de 50 anos de tradição.

  11. Caro Julio. Teve muita gente falando sim! Inclusive eu comentei que no Rio isso vem acontecendo desde as maratonas da década de 80. Mas, inverter é o mínimo diante de quebrar tradição de uma chegada na Av. Paulista. E mais, são pouquíssimas as provas com mais de 50 anos de tradição.

  12. Juju, por que você não fala AQUI que o pessoal corre de menos? Pra Yarinha é fácil falar isso, mas pegar o Vicent não dá, né? E por que nunca aparece para prestigiar uma idéia que é justa, certa e onde até você deveria estar interessado, que é a premiação em dinheiro por categoria?? Enfim, por que é que tu nunca debate o que é discutido no post???

  13. Sou carioca porém a mais de 20 anos no nordeste, já me sinto como tal. Aqui no nordeste a SS é cultuada como um marco na realização pessoal e são muitos que economizam o ano todo para estar em SP na virada só para correr esta prova, sem se importar com nada e só correr. Ela poderia ter 100m, ser em qualquer lugar, com medalha ou não que lá estariam este contingente nacional de corredores. Porém se você tiver um senso crítico mínimo você percebe que esta corrida deixou de ser corrida há muito tempo. Nunca a fiz, principalmemte pela data que é difícil conciliar uma viagem, porém do jeito que ela está, não sinto nenhuma vontade de fazê-la. Ano que vem estarei aí em SP para Golden Four, se for para viajar que seja em uma corrida que me trate bem…

  14. Olá Vicent!

    Eu já deixei meu comentário sobre esse assunto no Blog do André Savazoni na postagem intitulada “Tradicional é a Corrida de São Silvestre. Não o percurso”, lá comentei que sou a favor que a prova continue terminando na Av. Paulista, pois é tecnicamente possível, pois os cerca de 20.000 atletas não chegariam de uma só vez, eles seriam facilmente dispersos, numa área que supostamente suporta mais de 2 milhões de pessoas para ver o Show da Paulista que só começa horas depois.

    Existe outro fator que não foi levado em conta, e que atinge diretamente a logística do trânsito e a poluição ambiental, que são os ônibus que servirão de guarda-volumes, deverão ser mais de 50 ônibus que vão ocupar um espaço muito maior pelos arredores da Av. Paulista, vão ocupar muito espaço por todo o trajeto até chegar, para estacionar e para sair do local, além de atrapalharem o trânsito pelo percurso até o Ibirapuera vão gerar muito monóxido de carbono sem necessidade. A poluição também vai aumentar na região da Av. Paulista devido ao maior número de carros que irão estacionar na região, pois esta se desperdiçando as várias estações de metrô da Av. Paulista, transporte muito mais limpo para a cidade de São Paulo.

    Já no ano passado foi solicitado a mudança do Palco do Reveillon pelo diretor geral da prova, Júlio Deodoro, veja:

    “A São Silvestre precisa crescer e atender todo o cerimonial que uma corrida exige. Em 2011, vamos reivindicar com a organização do révellion a mudança do palco. Precisamos que ele seja deslocado, na altura da esquina da Rua Augusta. Assim, poderemos aproveitar as duas pistas da Paulista e colocar 30 mil pessoas ali”, afirmou o diretor geral da prova, Júlio Deodoro.

    Fonte: Site Terra – nome do artigo: “São Silvestre pede mudança no Réveillon para ficar na Paulista”: http://ESPORTES.TERRA.COM.BR/ATLETISMO/NOTICIAS/0,,OI4866518-EI15503,00-SAO+SILVESTRE+PEDE+MUDANCA+NO+REVEILLON+PARA+FICAR+NA+PAULISTA.HTML

    Na minha opinião o erro maior é da prefeitura em aprovar a mudança, ela tem o maior poder de decisão, e teria que ter pessoas competentes analizar o impacto de poluição e trânsito para exigir a mudança do Palco do Reveillon para próximo da Rua Augusta, ainda esta em tempo, só precisa de vontade política.

    Abraços!!!

  15. Olá Alessandra!

    Eu já deixei meu comentário sobre esse assunto no Blog do André Savazoni na postagem intitulada “Tradicional é a Corrida de São Silvestre. Não o percurso”, lá comentei que sou a favor que a prova continue terminando na Av. Paulista, pois é tecnicamente possível, pois os cerca de 20.000 atletas não chegariam de uma só vez, eles seriam facilmente dispersos, numa área que supostamente suporta mais de 2 milhões de pessoas para ver o Show da Paulista que só começa horas depois.

    Existe outro fator que não foi levado em conta, e que atinge diretamente a logística do trânsito e a poluição ambiental, que são os ônibus que servirão de guarda-volumes, deverão ser mais de 50 ônibus que vão ocupar um espaço muito maior pelos arredores da Av. Paulista, vão ocupar muito espaço por todo o trajeto até chegar, para estacionar e para sair do local, além de atrapalharem o trânsito pelo percurso até o Ibirapuera vão gerar muito monóxido de carbono sem necessidade. A poluição também vai aumentar na região entre a Av. Paulista e o Parque do Ibirapuera devido ao maior número de carros que irão circular e estacionar na região para transpostar os corredores, pois esta se desperdiçando as várias estações de metrô da Av. Paulista, transporte muito mais limpo para a cidade de São Paulo.

    Já no ano passado foi solicitado a mudança do Palco do Reveillon pelo diretor geral da prova, Júlio Deodoro, veja:

    “A São Silvestre precisa crescer e atender todo o cerimonial que uma corrida exige. Em 2011, vamos reivindicar com a organização do révellion a mudança do palco. Precisamos que ele seja deslocado, na altura da esquina da Rua Augusta. Assim, poderemos aproveitar as duas pistas da Paulista e colocar 30 mil pessoas ali”, afirmou o diretor geral da prova, Júlio Deodoro.

    Fonte: Site Terra – nome do artigo: “São Silvestre pede mudança no Réveillon para ficar na Paulista”:
    http://esportes.terra.com.br/atletismo/noticias/0,,OI4866518-EI15503,00-Sao+Silvestre+pede+mudanca+no+Reveillon+para+ficar+na+Paulista.html

    Na minha opinião o erro maior é da prefeitura em aprovar a mudança, ela tem o maior poder de decisão, e teria que ter pessoas competentes para analizar o impacto da poluição e do trânsito em toda essa região para exigir a mudança do Palco do Reveillon para próximo da Rua Augusta, decisão muito mais barata, inteligente e que gera muito menos poluição, “ainda esta em tempo, só precisa de vontade política”.

    Abraços!!!

    Marcos Viana “Pinguim”
    Blog: http://marcosvianapinguim.blogspot.com/

  16. Pinguim.. Você está com toda razão.A questão ambiental está sendo desrespeitada, é que o marketing é o culpado por pintar colorido o que não é. Se formos a fundo até os chip descartável é antiecológico e poluidor.Seria mais consciente o chip retornável. Mas, como lhe disse o que manda é o marketing!

  17. Alex eu tenho senso crítico sim, você mesmo é exemplo disso, visto que o meu desejo é que todos, e seus conterrâneos também tenham a mesma opinião balizada que você possui, ao escolher uma prova que no mínimo te trate bem. A São Silvestre não é essa prova, ela não trata ninguém como se deve, o desrespeito é total ao corredor simples, aquele que fica no sol por horas esperando a largada, aquele que se inscreveu pagando caro e recebendo a medalha antes, isso foi uma ofensa ao espirito esportivo, receber o mérito sem cumprir o percurso? Esses são os corredores, são eles que compõe 95% da massa. Sei que a São Silvestre é um ícone e por isso tem toda essa atração – a tristeza é ver os organizadores se aproveitarem desse nome forte e não priorizarem a qualidade da prova, só querem quantidade de inscritos e alguns fantasiados para preencher o tempo da corrida, porque se você percebeu, em 1 hora de cobertura, no máximo 5 minutos são de imagens de corredores comuns, 95% do tempo a camêra foca na elite. Chegou acabou passa a régua… e ai entra as propagandas e as chamadas para o Show da Virada. Então Alex, vamos torcer para que ela melhore, mas, em duas coisas você está coberto de razão. A São Silvestre já não é a mesma desde que mudou o horário da noite para o dia.E fez uma boa escolha a preferir provas como a Golden Four Asics. Abs e nos encontraremos em breve.

  18. Vicente, replicando, acho interessante o povo participar, ‘cada um é cada qual’, porém confesso que sou meio chato…neto e filho de milico tenho horror a desorganização e pelo que conversei com os colegas que foram vejo que esta corrida não dá para mim. O básico ela não tem que era uma largada por ritmo coerente e por ondas…com fluidez. Colegas meus que foram disseram que ficaram horas em pé sem poder sequer levantar os braços e tendo que aguentar os corredores suados e fazendo suas necessidades em pé naquela calor do horário de verão…Francamente, pagar, viajar no anonovo com a família, só para colocar a SS no currículo? Para os paulistas, cariocas e mineiros vá lá que é perto, porém para quem faz três dias de ônibus para isso, penso eu que falta um pouco de bom senso…porém ‘cada um é cada qual’ e vemos todo ano a Yescon e a Globo rindo com o lucro obtido…Quem sabe a vizinha Argentina, que já está fazendo a corrida de São Silvestre, não investe em uma São Silvestre a moda antiga, com chegada na virada do ano? Para os corredores festejarem o ano como gostam de fazer o ano todo que é correndo!!! Com o real em alta talvez faça esta para colocar a SS hermana em meu currículo!!!

  19. É uma ótima idéia Cysne! A Argentina é um bom lugar para passarmos o reveillon, inclusive correr um São Silvestre aos moldes da nossa antiga SS. Seria SENSACIONAL, acho até que alguma marca esportiva poderia bancar uma prova o ideal é que seja em uma cidade que respeite a tradição. Pensou uma São Silvestre noturna em Buenos Aires? Abçs e obrigado pela sua opinião.

  20. Concordo com tudo que vc disse aqui Vicent, tens o meu apoio!!!
    O problema disso tudo é que essa yescom e a tv plim plim não respeita o corredor e os corredores também são culpados por isso pq tem uma arma infalível nas mãos e não sabem usar, se chama UNIÃO, milhares reclamam, mas tá lá todo ano chegando bem cedo fantasiado para sair na globo e fazendo propaganda para essa tv medíocre e essa yescomedia é uma piada que também só visa lucros, o dia que todos se unirem em prol de um ideal muita coisa irá mudar, eu fico imaginando 20 mil corredores na paulista sem fazer inscrição e correndo a prova protestando pacificamente, isso vai repercutir mundialmente pq não é só a tv plim plim que tá lá não tem outras emissoras a parte…E não falo só para ter união nessa prova não é para todas…O dia que isso acontecer os organizadores vão saber nos respeitar.

    Um abraço,

    Jorge Cerqueira
    http://www.jmaratona.com

  21. Vicente, estive pensando…Se é para mudar – e de quebra acabar com a tradição – Por que eles não mudaram o horário da prova? Creio que saindo da Paulista às 18h – 19h ou até 20hs não atrapalharia tanto o anonovo lá e teríamos uma temperatura menos degastante para a prova…Poderia até ficar uma prova noturna de novo…Porém, acho eu, atrapalharia a grade de programação da TV…Qualquer dia nos colocam para correr 14h e dimunuem a distância para 10K para a elite terminar a parada em 30 minutinhos…

  22. Para ciência: http://www.sansilvestrebuenosaires.com/

  23. Emocionante seu relato Vicent, eu mesmo só corri a SS uma vez 2008 e parece que já peguei nos maus tempos pois não tenho boas lembranças dela como corredor. Gosto mais de me lembrar quando eu ficava aguardando na TV (numa epoca que nem pensava em correr)era como se o ano terminasse apenas após assistir a SS.
    Quem sabe um boicote geral não faria a empresa organizadora mudar de idéia. Eu não vou.

  24. Nishi, grato por divulgar o ‘site’. Agora é torcer, ou fazer uma pressão, para eles colocarem esta prova noturna e chamarem os brasileiros infatisfeitos para ela. Gostei do KIT ofertado e das pulseiras de ritmo. Imaginem uma SS Hermana saindo às 23H30! Com certeza estaria lá! Seria um tapa com ‘luva de pelica’ na Yescon&PlimPlim…

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