Duas provas, duas experiências
13/março/2012
No dia 4 de março completei a terceira prova em que corri totalmente descalço. No caso foi a Meia-Maratona de São Paulo, organizada pela Yescom. Completei o percurso em 1:41:58 – cerca de 12 minutos mais rápido do que no ano passado, mas em 2011 fiz em ritmo de rodagem (Leia aqui). Já no último domingo, corri os 5,2 km da prova de abertura do Circuito Corpore com o Vivo Barefoot Ultra. A pedido do técnico Wanderlei de Oliveira, me preocupei mais com a passagem do km 5 do que com os 200 metros restantes. Fechei com 21:48, um pouco acima do que pretendia.
SOBRE A MEIA. É uma delícia correr descalço nessa prova, exceto pela passagem pelo Elevado Costa e Silva, em que o asfalto está meio degradado e incomoda, mas nada que faça com que eu tivesse de reduzir o ritmo.
Eu só sinto que falhei no meio do percurso, pois me empolguei demais e estava virando os quilômetros mais rápidos que o previsto, com passagens abaixo de 4:40 min/km. Paguei nos 4 km finais, mas mesmo assim terminei com o meu recorde no percurso, já que foi minha quarta participação nessa prova.
Talvez por estar correndo ao lado de outros corredores intermediários, foram poucos os que tiraram sarro pelo fato de não estar com nada nos pés e isso foi uma agradável surpresa e, por duas vezes, bati papo com corredores curiosos que queriam saber mais sobre a minha experiência.
NOS 5 KM DA CORPORE. Dessa vez, decidi correr uma prova forte com o Vivo Barefoot Ultra, já que só tinha competido com ele na Meia de Pomerode, em que fiz marcação de ritmo ajudando os corredores a fechar em menos de 2 horas.
Apesar de o Ultra fazer com que seja possível manter a mesma técnica do correr descalço, no km 3 senti muita vontade de arrancá-lo. A única vantagem de correr com alguma proteção nos pés é pelo fato de não precisar ficar preocupado com a qualidade do pavimento por onde estava correndo. Quando estamos descalços invariavelmente, ficamos mais atentos, até para evitar buracos ou pedras com tamanho acima do normal.
Mas, ao meu ver, consigo ser mais rápido e mais livre quando estou descalço, exatamente por ter um contato mais direto com o chão. No entanto, sinto que a pele dos meus pés ainda não está pronta para uma maratona e acho que em Porto Alegre devo correr com uma sandália huarache ou com o Ultra.
Postado em: Minimalistas, Tênis, provas por Sérgio Rocha às 14:48
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